Esporte & Aventura

Campos Gerais: o paraíso geológico paranaense

Quem escreveu

Chicken or Pasta

Data

14 de December, 2016

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Vastos campos permeados por florestas onde a araucária, árvore símbolo do estado do Paraná, se destaca imponente em meio à paisagem. Os Campos Gerais do Paraná oferecem uma mistura entre natureza exuberante e culturas singulares no país. É um destino pouco explorado e conhecido pelos brasileiros. Nesses campos, formações geológicas criam um cenário natural muito peculiar, onde se encontram memoráveis belezas naturais, que fazem da região um caldeirão propício ao ecoturismo.

Entre os principais destinos turísticos da região estão o Parque Nacional dos Campos Gerais, o Parque Estadual de Vila Velha e o Parque Estadual do Guartelá.

Entardecer nos Campos Gerais do Paraná.
Foto: Elias Minazi – Flickr

A região também transpira cultura e história. Cidades que surgiram em função do pouso de tropeiros viajantes que passavam pela região, hoje abrigam centros históricos, hospedarias, museus e paisagens bucólicas. Outras, onde a cultura é fortemente influenciada pelas inúmeras colônias de imigrantes europeus, vindos da Holanda, Alemanha e Eslováquia, tem a presença forte da gastronomia típica, a arquitetura, o artesanato e cultura popular de cada país.

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Foto: Marcelo Dias – Flickr

Como chegar

Por ser composta por diversos municípios, é interessante escolher um deles para usar como base e então traçar uma rota com os destinos. São 19 principais, que fazem parte da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG). Esse guia usa Ponta Grossa como base, pois além de abrigar umas das principais atrações da região, a partir de lá é mais fácil chegar aos demais pontos turísticos dos Campos Gerais.

Existem diversos caminhos a escolher saindo da cidade de São Paulo. O mais rápido deles é pegar a Rodovia Castelo Branco (SP- 280) até a saída 78, no município de Itu e então acessar a Rodovia Deputado Archimedes Lamoglia (SP-075). Siga por ela até a saída 7B, acesse a Rodovia Doutor Celso Charui e continue contornando o município de Sorocaba até o trevo da Rodovia Raposo Tavares (SP-270/BR-272). Permaneça na Raposo até passar pelo município de Itapetininga, onde ela vai trocar de nome e virar Rodovia Professor Francisco da Silva Pontes (SP-127/BR-373). Então siga por ela até o município de Capão Bonito, onde vai acessar a Rodovia Francisco Alves Negrão (SP-258) na saída 213A, e seguir por ela até o município de Itararé, na divisa com o Paraná. A partir daí, a rodovia muda de número, e vira PR-239. Siga adiante por ela até a cidade de Serger, onde ela vira Rodovia Senador Perigot de Souza/Senador Flávio Guimarães (PR-092). Siga adiante pela rodovia até chegar em Ponta Grossa.

Outra opção, não tão rápida, é descer até Curitiba pela Rodovia Régis Bitencourt (SP-230/BR-116), contornar a cidade pelo Contorno Leste (PR-376) até a Rodovia do Café (PR-277) em Campo Largo e seguir por ela até Ponta Grossa, cruzando o Parque Estadual de Vila Velha.

Onde ficar

Por se tratar de uma região cheia de atrações turísticas naturais e de aventura, existem alguns campings espalhados por lá. A maioria fica nos arredores – em média 15km do centro – da cidade Ponta Grossa, oferecendo segurança, conforto compatível e localização privilegiada, com acesso fácil aos pontos turísticos e de esporte da região.

Basta escolher umas das opções disponíveis, pagar a taxa de uso, estacionar seu EcoSport e armar seu Hotel EcoSport.

Camping Recanto do Botuquara
Rodovia do Talco (PR-513) – Km 15
(42) 3225-2122 / 91424128

Camping Rio São Jorge
Estrada para Alagados – Km 8
(42) 3226-3731 / 9973-6915

Onde comer

Na região dos Campos Gerais, a culinária é uma das maiores estrelas para quem visita aquela região. A vida no campo e as diversas etnias presentes na região fazem o simples ato de escolher onde e o que comer um tremendo desafio. De festivais de tortas, restaurantes típicos, a até cafés coloniais servidos por imigrantes, é só decidir o tipo de culinária ou a localização mais próxima se deliciar.

Como a base desse guia é Ponta Grossa, escolhemos lugares dentro da cidade ou muito próximos a ela.

Para os amantes de um bom churrasco, a Churrascaria Zancanaro é dona de uma tradição de 50 anos no preparo do melhor “Alcatra no Espeto”, prato tradicional de corte de carne bovina assado em fogo de lenha.

Churrascaria Zancanaro
Endereço: Av. Presidente Kenedy, 104 – Colonia Dona Luiza
Telefone: (42) 3229-7562
Horário: Terça a domingo e feriados, das 11:30 à 1h

Outra boa opção para os churrasqueiros é a Churrascaria Lugano, que dispõe de cardápio com mais de 25 variedades de carnes, e que vão das tradicionais às mais exóticas, pratos quentes, saladas e rodízio de massas.

Churrascaria Lugano
Endereço: Av.Visconde de Mauá, 1180 – Oficinas
Telefone: (42) 3229.4455
Horário: De Segunda a sábado e feriados das 11hs às 15hs e das 19hs às 23hs – domingo das 11h às 16h.

Quem pretende passar o dia visitando pontos turísticos e quer se preocupar com comida apenas no fim do dia, uma boa é optar por um café colonial. O Kaffee-Loch Café Colonial Rural fica a aproximadamente 15km do centro de Ponta Grossa, em uma linda e tranquila fazenda, e tem um menu com mais de 50 pratos, entre doces e salgados, contemplando as mais diversas receitas da culinária rural.

Kaffee-Loch Café Colonial Rural
Endereço: Fazenda Nova Holanda – Rodovia Ponta Grossa – Itaiacoca Km 14 (Estrada de Acesso para o Buraco do Padre)
Telefone: (42) 3026-1978
Horário: Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h – Segunda a Sexta, mediante agendamento.

Se a ideia é provar um prato típico paranaense, escolha o Villa Margarida. Além do buffet por quilo, feijoada, dobradinha, rabada, codorna e pratos indianos, serve o barreado, prato tradicional do estado.

Villa Margarida
Endereço: Rua Afonso Pena, 659 – Vila Estrela
Telefone: (42) 3027-6007
Horário: Segunda a sábado, das 11h30 às 14h.

O que ver

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Foto: Ana Paula Hirama – Wikipedia

Parque Estadual de Vila Velha – Tido como o principal ponto turístico de Ponta Grossa, o parque é famoso por abrigar três grandes atrativos: os arenitos, que são formações rochosas com formatos peculiares, e lembram animais, objetos e até rostos humanos; As furnas, que são grandes crateras abertas no solo com suas bordas cobertas por uma vegetação vistosa, e que no seu interior expõem o lençol subterrâneo d’água; E a Lagoa Dourada, uma lagoa de beleza exuberante que, ao ser tocada pela luz do sol, faz jus ao nome que recebe.

A visitação do parque é controlada e todos os passeios são feitos a pé, por trilhas e sempre acompanhados por guias do próprio parque. Tudo para preservar a flora e a fauna do lugar, repleta de animais – alguns até ameaçados de extinção, como lobos-guará, jaguatiricas, quatis, gatos-do-mato, cachorros-do-mato, iraras, furão, catetos, veados, tatus, pica-paus, pombas, perdizes, tamanduás-bandeira e mirins, diversos tipos de aves, entre outros.


Como chegar: A entrada fica na BR 376, Km 28. Saindo de Ponta Grossa, use a p Av. Visconde de Mauá ou Av. Visconde de Taunay para acessar a rodovia.
Entrada: Brasileiros: R$ 18 (Furnas, Arenitos e Lagoa Dourada); R$ 8 (Furnas e Lagoa Dourada); R$ 10 (Arenitos) / Estrangeiros: R$ 25 (Furnas, Arenitos e Lagoa Dourada); R$ 10 (Furnas e Lagoa Dourada);  R$ 15 (Arenitos)
Estudantes com carteirinha e residentes com comprovante de luz/água/ título de eleitor pagam meia entrada. Pessoas acima de 60 anos, crianças até 6 anos e portadores de necessidades especiais são isentos
Telefone: (42) 3228.1138
Horário: Diariamente das 8h às 15h30 – Fechado às terças-feiras
Cachoeira da Mariquinha – Localizada a aproximadamente 30km da cidade de Ponta Grossa, a cachoeira é uma Unidade de Conservação do Município e considerada uma das grandes atrações turísticas da cidade.

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Foto: Wellington Silva Nascimento – Flickr

A trilha que dá acesso a cachoeira é super bonita. Rodeada pelas formações de arenito e mata nativa, a trilha acaba bem aos pés da cachoeira, que encanta os visitantes com sua queda d’água de 30 metros e com a piscina natural que se forma embaixo embaixo dela. É um lugar muito interessante para quem procura estreitar o contato com a natureza e é ideal para acampamentos e caminhadas.

Como chegar – O acesso ao local se dá pela Rodovia do Talco – PR 513. No Km 18.6, a partir do campus Uvaranas da UEPG, logo após o distrito e Passo do Pupo, vire à direita para uma estrada de terra. Após percorrer 1,4 Km vire à direita em uma bifurcação e siga pela mesma estrada por 12 Km até chegar a cachoeira.
Entrada: R$5,00 dia/pessoa – Camping: R$12 dia/pessoa
Telefone: (42) 9992-7579
Horário: Diariamente das 8h às 20h

Capão da Onça – Repleto de cachoeiras, corredeiras e piscinas naturais, o Capão da Onça é um balneário natural famoso entre os paranaenses. Localizado no distrito de Itaiacoca, há cerca de 15km do centro de Ponta Grossa, é um local aprazível para os admiradores da natureza.

Além disso, o Capão também é famoso por conta de uma antiga lenda sobre um tesouro jesuíta escondido, que supostamente já enlouqueceu antigos exploradores da região, e que desperta a imaginação de curiosos.

Como chegar: O acesso é feito pela Avenida Carlos Cavalcanti, a partir do Campus Uvaranas da UEPG percorra 7,8 Km e então vire à esquerda. Siga mais 1km até o Capão da Onça.
Entrada: R$5 dia/pessoa – Crianças não pagam
Telefone: (42) 9105-0032
Horário: Diariamente das 10h às 20h.

Parque Nacional dos Campos Gerais – Criado em meados do ano de 2006, o Parque Nacional está localizado há alguns quilômetros do centro da cidade de Ponta Grossa, no distrito de Itaiacoca. Ele tem como objetivo principal preservar os ambientes naturais singulares existentes naquela região, e desenvolver iniciativas para educação ambiental e para turismo ecológico.

Seu área supera os 20 mil hectares e abriga belezas que vão além dos ambientes naturais únicos, passando por formações rochosas impressionantes e pinturas rupestres milenares.

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Foto: Atair Abreu – Flickr

Dentre essas formações rochosas, o Buraco do Padre se destaca como um dos pontos culminantes na visita ao parque. Com mais de 30m de diâmetro, o buraco é uma furna formada no cruzamento de falhas geológicas, que muito lembra um anfiteatro. Em seu interior, uma majestosa queda d’água de 45 metros formada pelo Rio Quebra Perna coroa com um véu branco o verde da vegetação que cresce em suas bordas.

Para acessar o Buraco do Padre, é necessário percorrer uma trilha fácil de aproximadamente 1km de pedras e outras barreiras naturais.

Como chegar: O acesso ao Parque é feito pela Rodovia do Talco (PR 513) km 14. A partir do Campus Uvaranas da UEPG percorra 16 km e vire à direita em um estrada de terra. Após percorrer 5 km vire à esquerda para o acesso da entrada do Parque.
Entrada: Inteira R$ 10,00 / Meia entrada R$ 5,00
Telefone: (42) 3225.3644
Horário: De quarta-feira à domingo e feriados das 9hs às 17hs. Saída obrigatória até as 19h. É permanentemente proibido acampar.

Parque Estadual do Guartelá – Lar de paisagens cênicas, o Parque foi criado na década de 90 com o intuito de assegurar a preservação de alguns dos ecossistemas regionais mais ricos do Brasil. Ao longo dos seus quase mil hectares, se distribuem belos cânions, cachoeiras, fontes, nascentes e pinturas rupestres, além de animais e flora nativos.

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Foto: Chostakovis – Wikimedia

Para quem visita o Guartelá, alguns pontos do parque devem ter parada obrigatória: a Cachoeira da Ponte de Pedra, com aproximadamente 180 metros de altura, o Córrego Pedregulho, que forma cascatas e banheiras naturais; as pinturas rupestres e sua história milenar; e os Panelões do Sumidouro, que são uma espécie de furo largo e profundo cheio de água, onde se pode tomar banho e rodopiar junto ao fluxo da água. Praticamente uma jacuzzi natural.

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Foto: Karin Pfiffer – Wikimedia

Mas o grande protagonista ainda é o Mirante com vista para o Cânion do Guartelá. O cânion está entre os maiores do mundo em extensão, e o mais longo do país. Sua garganta tem cerca de 30km de comprimento, com um desnível de até 450m. Do Mirante, é possível admirar a beleza do serpentear do Rio Iapó, dançando entre as fendas de pedra e a mata verde.

Ao amanhecer, a vista é surpreendente. A neblina que cobre a parte mais baixa do cânion se dissipa, revelando aos poucos as copas de araucárias e as belas formações rochosas das paredes laterais.

Como chegar: O Parque Estadual do Guartelá fica na Rodovia PR-340, quilômetro 42, em Tibagi. Saindo de Ponta Grossa, pegue a Rodovia Perigot de Souza até o município de Castro. Em seguida, siga pela rodovia Guatuçara Borba Carneiro até o trevo de acesso a entrada do Parque.
Entrada: Inteira R$ 10 / Meia entrada R$ 5
Telefone: 0800 643 1388
Horário: De quarta-feira a domingo e feriados, das 8hs às 16h30h. Saída obrigatória até as 19h. É permanentemente proibido acampar. Recomenda-se chegar cedo para aproveitar melhor a estadia.

Foto destaque: Luiz Eduardo Schramm – Wikimedia

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Chicken or Pasta

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14 de December, 2016

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