Viagem

Prainha Branca, areias tranquilas a pouco mais de 100km de São Paulo

Quem escreveu

Chicken or Pasta

Data

15 de November, 2016

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Sabe quando bate aquela vontade louca de dar um mergulho no mar, mas daí logo vem o drama de pensar distância do Litoral Norte, as praias lotadas, e as distâncias enormes? Pois é, não desista. Saindo de São Paulo, em pouco menos duas horas, é possível realizar o sonho de ter uma faixa de areia branca para chamar de sua, e ainda se sentir voltando no tempo para quando tudo era mais simples.

A Praia Branca, chamada carinhosamente no diminutivo por quem frequenta, fica na pontinha da ilha do Guarujá, já pertinho de Bertioga. Ali perto, as praias vizinhas são preservadas por condomínios luxuosos que limitam a chegada dos visitantes. Mas nela, o acesso é livre, por uma trilha curta e relativamente fácil, mas que resguarda o clima rústico e democrático das vilas caiçaras mais isoladas.

O povoado da Prainha Branca mantem sua calma pela total falta de acesso a carros por ali. Seus moradores, todos muito simples e hospitaleiros, vivem em uma comunidade realmente unida e participativa, onde todos são responsáveis pela manutenção das casas e estabelecimentos. Quando não estão no mar pescando, ou trabalhando para atender os visitantes em seus restaurantes e campings, eles se unem em mutirões para construir coisas como a igreja, o posto médico e o centro esportivo. Já deu para ver que, mesmo estando em um dos maiores balneários do estado, a pegada aqui é bem diferente, né?

Como chegar

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O caminho do Guarujá todo mundo conhece. Saia da cidade pela Rodovia do Imigrantes, e chegando na baixada, pegue a saída para a Rodovia Cônego Domênico Rangoni (ou Piassagüera, como é conhecida). Pode seguir direto até o Guarujá. Chegando na cidade, vá para leste, em direção às praias de Pernambuco e Perequê, e continue na estrada em direção a Bertioga. A estrada acaba na balsa. Ali, escolha um dos estacionamentos e guarde sua EcoSport, porque o resto do caminho é só com suas pernas. Ao lado da estrada, um pequeno portal indica o início da trilha que leva à praia. Em 20 ou 30 minutos você estará lá.

Outra opção, para quem quiser evitar o agito do Guarujá, é pegar a saída 248B da Piassagüera para a Rodovia Rio-Santos, e seguir por ela até entrar em Bertioga para chegar do outro lado da Balsa. Só é bom se informar antes para saber como está a fila dela.

Onde ficar

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Aqui não tem luxo nem requinte. No vilarejo, existem algumas poucas pousadas simples, mas a ideia é acampar mesmo. Muitos moradores tem grandes quintais grandes e cheios de árvores onde você pode montar a sua barraca e criar seu Hotel EcoSport ali mesmo. Você só paga uma pequena taxa para usar a estrutura de banheiro e cozinha. São muitos campings ao longo da estradinha de terra que percorre a vila. Uns ficam mais cheios e você pode acabar criando uma roda de amigos e montar um belo luau. Outros são bem mais tranqüilos, e nesses você provavelmente vai dormir só com o barulho das ondas do mar. É só escolher o que te agrada mais e pronto.

A recomendação maior é como se preparar para passar o fim de semana lá. Filtro solar e repelente são obrigatórios. É bom também ter um saco plástico para recolher todo seu lixo, a natureza agradece. A trilha deve ser, de preferência, feita durante o dia. Além de ser mais seguro por conta da luminosidade, você ainda não corre o risco de topar com alguma cobra ou outro animal na mata fechada.

Onde comer

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Não é porque o lugar é rústico que se come mal. Aliás, prepare-se para comer peixes e frutos do mar fresquíssimos e preparados com muito amor. Muitos locais servem PFs generosos em suas próprias casas, e você ainda aproveita para jogar conversa fora e conhecer mais do dia a dia da comunidade. Por todos os lados, você encontra também os sacolés feitos em casa que ajudam a refrescar no calor. O de açaí é ótimo! Fora isso, alguns restaurantes mais tradicionais oferecem opções mais elaboradas, e podem virar um programa para a noite.

O Nativo’s é um dos restaurantes mais agitados da praia. Não tinha como ser diferente, pois fica bem no meio da praia, de frente para o mar, com um terraço pequeno e muitas mesas na areia. O povo fica ali pegando um sol, petiscando porções bem generosas de lula à doré e camarões fritos, e assistindo quem se aventura no slackline que eles tem montado ali.

Restaurante Nativo’s
Telefone: (13) 3305-6140
Horário: Sábado e domingo, das 8h30 às 23h

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O Recanto da Ilha fica na ponta da esquerda, perto das pedras, e tem um terraço cheio de mesas para comer enquanto se aproveita a praia. Os pratos feitos e sanduíches vem acompanhados de bons sucos e água de coco bem gelada. Eles ainda tem um mini empório para você se abastecer se for fazer alguma trilha.

Recanto da Ilha
Telefone: (13) 9761-5088

O Boteco do Pássaro é outro restaurante concorrido, principalmente pelos seus pratos preparados com peixe pescado no dia. Eles também tem uma boa estrutura de camping, e ficam bem em frente à praia.

Boteco do Pássaro
Telefone: (13) 3305-6118 / 99622-3851

O que ver

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Se você chegou à Prainha Branca, então só a vista já basta para perder algumas horas. Escolha um canto tranquilo de areia branca para tomar sol, dê um mergulho no mar azul, e relaxe como qualquer brasileiro sabe bem fazer. O canto esquerdo da praia é o mais tranquilo em terra, mas o mais agitado na água. Por ser mais aberto, o mar ali tem muitas ondas e atrai os surfistas de plantão. O canto da direita é mais protegido por ficar atrás de uma ilhota, que pode ser acessada a pé durante a maré baixa. Só tome cuidado para não esperar a maré subir para voltar.

Quem quiser um pouco mais de tranquilidade, pode seguir por uma trilha fácil de uns 15 minutos, a partir do canto direito da praia, até chegar à Praia Preta. Apesar do nome, a areia não é tão mais escura assim. A faixa de areia é curta, mas está sempre bem vazia e o mar é calmo.

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Se ainda assim, você quiser se isolar mais e ficar em contato exclusivo com a natureza exuberante, uma trilha de cerca de 800 metros, que leva uns 45 minutos, segue pela mata até a Praia de Camburizinho. Essa sim é praticamente deserta. Aqui não tem infraestrutura quase nenhuma, só um camping bem simples para os mais aventureiros passarem a noite.

Falando em aventura, quem for dos esporte mais radicais pode seguir a trilha por dentro da mata da Serra do Guaraú até a Pedra do Grito. Lá de cima, além de uma vista de tirar o fôlego, ainda dá para fazer rapel em um paredão de 90º cercado de vegetação, com visão do mar.

Os mais medrosos, ou menos preparados para essa vertigem toda, podem só fechar um passeio de barco com algum dos barqueiros que ficam parados no canto da praia. Todos eles levam os visitantes para conhecer as ilhas ao redor e para dar um mergulho em alto mar. A volta demora cerca de 3 horas, e custa R$25 por pessoa (grupos de até 6).

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Por último, e não menos interessante, não deixe de participar das atividades da comunidade. As 90 famílias que vivem na Prainha não trocam aquele lugar por nada, e por isso mesmo cuidam muito bem de tudo. Ao longo do ano, vários eventos são organizados, e toda a renda arrecadada neles é revertido para melhorias implementadas pela Sociedade Amigos da Prainha Branca. No calendário, tem as festas tradicionais como a junina, a da Santa Padroeira, e a da Tainha Caiçara, como outras mais improvisadas, como churrascadas e feijoadas comunitárias. Muitos eventos são anunciados em um mural em frente à padaria, mas se você falar com qualquer um dos locais, descobre tudo rapidinho.

Quem escreveu

Chicken or Pasta

Data

15 de November, 2016

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