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Guia para curtir Berlim além do muro - vol. 2

Quem escreveu

Lalai Persson

Data

02 de October, 2017

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Definir o que fazer em só 24 horas em Berlim é quase impossível. Primeiro porque a cidade nunca dorme mesmo, então dá literalmente para virar o dia fazendo coisas. Segundo porque a cidade é múltipla, tem para todos os gostos, e as coisas para fazer nunca acabam. Mas se você realmente só tem um dia premiado, vamos lá:

Para começar o dia enchendo o tanque de bateria para a maratona, peça um bom brunch no Chagall. Desça a Alte Schönehauser Allee, curtindo o Mitte até o Hackescher Markt e de lá siga para a Karl-Liebknecht Strasse. Seguindo para oeste, você vai passar pela ilha dos museus. Nessa ilha, cinco museus históricos, como o Pergamon, estão um ao lado do outro, mas a maior atração é ver as marcas de balas e bombardeios na fachada deles, mantidas intactas.

Seguindo na avenida, que agora é a Unter den Linden, você vai chegar até o Portão de Brandenburgo. À frente você vai ver o Tiergarten e a estátua da Siegessäule ao fundo, e ao lado, não deixe de ver o Memorial do Holocausto. Volte para a Friedrichstrasse, e vá para o sul. Você vai passar pelo conhecido Checkpoint Charlie, a porta de passagem entre leste e oeste na época do muro. Depois de andar tanto, que tal um pit stop no Westberlin? Ótimo para comer, sentar um pouco e tomar uma cerveja.

Com as pernas descansadas, é hora de ir para o Museu Judaico. Se você não almoçou antes, pode aproveitar o restaurante deles antes da exposição. Depois, chega de guerra um pouco. Um bom passeio pela Oranienstrasse ajuda a desanuviar. Se estiver calor, de lá da para ir até o Club der Visionäre para ouvir um pouco de música e tomar uns drinks. Saindo de lá, já dá para recarregar de novo para se preparar para a balada. Lá perto, vá no Nil Imbiss, um boteco sudanês que tem uns sanduíches deliciosos com falafel, halloumi, queijo feta, entre outras coisas.

Hora de esquentar, então uma boa pedida é subir para a Simon-Dach Strasse, escolher um dos bares e lá ficar jogando conversa fora com os amigos. Se quiser algo mais agitado, por ali mesmo tem o KPTN, bar fechado com música boa. Lá dá para esticar o quanto der, até a hora da batalha. Hora de escolher a balada e enfrentar as hostess-vilãs e rezar para entrar. O bom é que se for barrado em uma, sempre dá tempo de correr para as outras.

Quem escreveu

Lalai Persson

Data

02 de October, 2017

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Lalai Persson

Lalai prometeu aos 15 anos que aos 40 faria sua sonhada viagem à Europa. Aos 24 conseguiu adiantar tal sonho em 16 anos. Desde então pisou 33 vezes em Paris e não pára de contar. Não é uma exímia planejadora de viagens. Gosta mesmo é de anotar o que é imperdível, a partir daí, prefere se perder nas ruas por onde passa e tirar dicas de locais. Hoje coleciona boas histórias, perrengues e cotonetes.

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    Vivemos em um mundo de opções pasteurizadas, de dualidades. O preto e o branco, o bom e o mau. Não importa se é no avião, ou na Times Square, ou o bar que você vai todo sábado. Queremos ir além. Procuramos tudo o que está no meio. Todos os cinzas. O que você conhece e eu não, e vice-versa. Entre o seu mundo e o meu.