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O Festival NOS Alive dá o pontapé inicial no verão luso

Quem escreveu

Pedro Ivo Dantas

Data

02 de July, 2018

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Todo mundo que é ligado a música sabe que é no verão do hemisfério norte que o continente europeu se enche de festivais maravilhosos, daqueles pra ir com a turma toda, se esbaldar com as bandas favoritas, conhecer alguns artistas novos, desfilar todo seu estilo e atitude e ter um tempo ótimo no geral. A Inglaterra tem Glastonbury, a Dinamarca tem Roskilde, a Espanha tem o Sonar e o Primavera Sounds, a Bélgica tem o Tomorrowland, e por aí vai. Embora Lisboa sedie a versão portuguesa do Rock in Rio desde 2004, foi mesmo em 2007 que Portugal entrou pra valer no circuito europeu de festivais de verão com a primeira edição do NOS Alive (que na época se chamou Oeiras Alive!, só adotando o nome atual em 2014 – a NOS, patrocinadora do festival, é uma das maiores empresas de telecom de Portugal.)

O NOS já chegou mostrando a que veio, com um line-up carregado e encabeçado nessa primeira edição pela rapaziada do Pearl Jam. Aliás, essa talvez seja a grande tradição do festival, e que o ajudou a se destacar rapidamente no concorrido cenário europeu de verão: os grandes headliners! Já passaram por lá, além de Eddie Vedder & sua turma, Bob Dylan, Foo Fighters, Coldplay, Arctic Mokeys, Radiohead, Arcade Fire, e a lista vai embora. O palco principal privilegia sempre o rock e sempre há palcos paralelos focando em eletrônica, sets mais experimentais e artistas portugueses.

Mas agora que você já sabe o que é o NOS Alive, por que ir a esse festival e não aos outros? Bom, o primeiro motivo é o line-up, claro. Ou, como dizem os tugas, o ‘cartaz’ do festival. Esse ano a grande atração seria novamente o Pearl Jam, que fecharia sua turnê européia no festival, mas infelizmente essa participação está agora em dúvida: há poucos dias a banda divulgou nota cancelando o show que faria em Londres porque o vocalista perdeu a voz. Ainda não há nenhuma confirmação por parte da banda ou da organização do festival sobre o show, então só nos resta cruzar os dedos e orar aos deuses do rock pela melhora de Vedder.

Que belo cartaz! Imagem: divulgação

Além dos veteranos do PJ (ou seus substitutos, se chegar a isso), há diversas outras razões pra prestigiar o festival: o Artic Monkeys volta a Portugal na esteira do lançamento de um novo (e divisivo!) álbum, além de shows de atos consagrados como Queens of the Stone Age, The National, Nine Inch Nails, Two Door Cinema ClubFranz Ferdinand (também com disco novo debaixo do braço), além de apostas como Friendly Fires, Future Islands, At the Drive In, Portugal the Man e Khalid. Sonzera pra todos os gostos, que vai até incluir uma pitada de Brasil com o folk brazuca da Mallu Magalhães.

O Festival rola na beira do mar, às margens da foz do Tejo. Fonte: luismad (wikimedia)

Outro ponto forte pro NOS é a facilidade de acesso: o festival ocorre no Passeio Marítimo de Algés, que fica ao lado da estação de comboio (trem) de Algés, a apenas 10~15 minutos da Praça do Comércio em Lisboa. Ou seja: se você ficar hospedado no Centro de Lisboa, pode pegar o metrô até o Cais do Sodré e de lá o comboio pra Algés em menos tempo que leva pra atravessar um quarteirão no trânsito brasileiro. Isso tudo de transporte público, curtindo com a galera, na maior comodidade (na minha cabeça só fico comparando com o deslocamento que tinha que fazer pra chegar em Jacarepaguá pro Rock in Rio, que parecia mais uma viagem transcontinental :/). Ah, tem ônibus de outros pontos da cidade que também deixam lá perto, e a corrida de Uber de qualquer lugar de Lisboa não deve sair mais que 15~20€.

Estrutura do Festival. Imagem: divulgação

Mas e depois que chegou, como é o festival? Bom, antes de mais nada, o Passeio é marítimo porque está as margens do mar, bem na foz do Tejo. Ou seja, o visual já está garantido! O NOS esse ano vai trazer três palcos. Além do principal, onde tocarão as maiores atrações, haverá o Palco Sagres, dedicado aos artistas mais experimentais, e o NOS Clubbing pros fãs de música eletrônica. E haverá, claro, toda a estrutura tradicional de festivais, como área de alimentação e coisas do tipo.

Finalmente, tem mais um fator que pode pesar muito na hora de decidir qual festival de verão chamar de seu: preço! O NOS Festival acaba saindo bem mais em conta que seus similares. Um passe pro Glastonbury, por exemplo, sai pelo equivalente a 270€, e pro Roskilde 280€. Já os bilhetes do NOS saem por 65€/dia ou 149€ pro passe completo. Uma diferença bem razoável que banca a cerveja no festival e ainda dá pra comer umas bifanas pós-concerto!

De quebra, dá pra curtir uns dias na deliciosa capital portuguesa! Foto: Alexander De Leon Battista (Flickr)

OK, então temos uma belíssima escalação de bandas, num local aprazível, de fácil acesso e por um preço bem razoável. Já está convencido? Então talvez seja melhor correr pra garantir o ingresso do ano que vem, porque a edição de 2018, que vai rolar entre 12 e 14 de julho, já está completamente esgotada :(. Mas caso você já esteja de posse de seus preciosos ingressos, ou queira já começar a planejar a visita pro ano que vem, dá uma olhada nesse mini-guia de Lisboa que traz todas as dicas da cidade!

Quem escreveu

Pedro Ivo Dantas

Data

02 de July, 2018

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Pedro Ivo Dantas

Paraense radicado em Lisboa. Engenheiro, cozinheiro e cervejeiro, sem ordem específica de preferência. Viajante de vocação.

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