Viagem

Guia do Japão para iniciantes

Quem escreveu

Lalai Persson

Data

20 de January, 2017

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Por mais experiente que eu acreditasse que eu fosse como “viajante”, nada me preparou para o Japão. Nasci em uma família budista e cresci em meio à cultura japonesa. Porém, em algum momento da vida, me rebelei e quis deixar de lado tudo que aprendi. Bobagem! Eu sou na verdade uma grande sortuda.


In Japan – 2015 from Vincent Urban on Vimeo.

Eu passei a sonhar com o país logo que fiz minhas pazes com ele. Acompanho desde sempre sites sobre o país, mas muito mais sobre o dia-a-dia do que sobre experiências de quem foi apenas visitá-lo. Há bons anos planejei esta viagem, mas posterguei o quanto pude. Afinal, muitos dizem que ninguém é mais o mesmo depois de visitar o Japão. Quem está preparado para essa mudança? Eu não sei se estava e não sou mais a mesma.

Lost in Translation_Takadanobaba_Tokyo
Meu primeiro restaurante em Tóquio não tinha menu nem com alfabeto ocidental. Foto: Lalai Persson

Quando chegou a hora, eu me dei conta que deixei de lado o básico e pesquisei apenas o que eu deveria visitar. Quais festivais? E exposições? Onde comer? Onde passear? O que está rolando de importante? O que é imperdível? Onde ficar?

O Japão é e não é um país fácil para se viajar. É fácil porque tudo funciona perfeitamente, e se você tem o Google e internet à mão te acompanhando, você vai se virar bem. É difícil porque é mais ou menos como no Brasil, as pessoas não falam inglês, mesmo os mais jovens e descolados nos bairros mais trendy, como Harajuku.

Me contaram que depois da última Copa do Mundo que rolou no país, as coisas melhoraram. Hoje há sinalização em inglês nas estações de trem e shoppings, o que ajuda bastante. Ter o idioma japonês baixado no Google Translator pode nos salvar em alguns momentos, especialmente em lugares fora dos grandes centros. Com frequência tivemos que tirar foto do cardápio ou de alguma sinalização e traduzir palavra por palavra. Deu certo algumas vezes. Em outras vieram algumas surpresas.

Tampouco faz parte do dia-a-dia tudo que imaginei de tecnologia mais avançada. Cartão de crédito? Esquece. Ele não é aceito na maioria dos lugares, nem mesmo na estação de trem que te leva num trem expresso do aeroporto pra cidade. Até em restaurante chique você pode se deparar com a frase “cash only”. Por outro lado, há uma tecnologia exacerbada que nos remete para um cenário de filme de ficção científica.

Listei coisas bem básicas, mas bem básicas, que podem ajudar bastante nesta viagem:

O visto

O visto para o Japão é um pouco chato no quesito documentação, mas é fácil consegui-lo. Você tem que provar que não vai ficar lá e tem dinheiro para se virar no país. Então já separe três meses de extrato bancário, extrato de investimentos, os três últimos holerites (se tiver), a última declaração de imposto de renda e o recibo de entrega, comprovante de residência e, se for casado, cópia da certidão de casamento, cópia do passaporte e o passaporte original, além de foto 3×4. Eles pedem também cópia da passagem aérea (ou reserva) e o roteiro, que é bem simples: data da viagem em cada cidade e endereço dos lugares onde vai ficar.

O processo custa R$ 79 e é pago somente em dinheiro no dia em que for pegar visto, que sai em dois dias. O atendimento para quem está em São Paulo é feito às segundas, quartas e sextas-feiras, das 9 às 12h. O visto é válido por três meses, mas com direito a apenas uma entrada e uma estadia máxima de trinta dias.

A retirada é feita também às segundas, quartas e sextas, mas das 14 às 16h.

Endereço:
Av. Paulista, 854 – 3º andar – Bela Vista
Entrada pela Al. Joaquim Eugênio de Lima, 424
Não precisa marcar, é só ir até o Consulado no horário de funcionamento

Internet

lalai jogando pokemon_foto ola persson
Eu jogando Pokemon com a minha internet pobrinha. Foto: Ola Persson

Logo na saída do desembarque internacional há uma loja de telefonia para quem já quer sair do aeroporto conectado. As opções são chip para o celular ou modem para carregar a tiracolo. O segundo é uma opção melhor para quem prefere uma conexão decente e na hora que quiser. O modem custa US$ 5 por dia, além do valor do aluguel do aparelho, e pode ser utilizado por vários devices, até mesmo o computador. Já o chip tem limitação de 130MB de uso diário e depois, eles prometem, continua a funcionar, mas bem lentamente. Tão lentamente que não funciona. Caso você adore instagram, caçar pokemon e ainda fazer vídeos ao vivo, esqueça. Este plano não é para você. Ele é vendido em plano de trinta dias e custa cerca de R$180. Então, recomendo investir nos ricos US$ 5 diários e ser feliz com um modem portátil.

É possível também alugar previamente o modem por um período mínimo de cinco dias por US$ 46, que estará à sua espera logo que desembarcar no aeroporto. A partir do 6º dia tem um pequeno acréscimo em cima da tarifa mínima. Para a compra de chip há também compra online para período de 15 ou 30 dias, com limitação de 200MB por dia. O valor é US$ 40 para 15 dias ou US$ 48 para 30.

O que no Japão não é a mesma coisa que no Brasil

Coisas bem básicas, mas que eu não sabia:

Sakê: significa bebida alcóolica. Qualquer coisa que tenha álcool é sakê. O sakê como o conhecemos é nihonshu.

Sushi: come-se com a mão. Pegue com o polegar e indicador pelas laterais e molhe apenas o peixe no shoyu. Não cometa o crime de misturar o wasabi no shoyu na frente de um japonês. Eles ficam horrorizados, mesmo sabendo que gringo faz isso o tempo todo. Passe o wasabi no peixe e depois o mergulhe no shoyu. Ficará mais chique. E caso você vá pegar o sushi no prato de alguém, só o faça com o hashi.

Hashi: esse cheguei sabendo, mas caso alguém não saiba aí vai: nunca o enterre no arroz. Isso só é feito em cerimônias de funeral. Deixe-os descansar deitados ao lado do pote de arroz.

Escada rolante: caso vá ficar parado, sempre fique na mão esquerda, que é a mão oficial da direção local.

O Japão é um dos países com mais e melhores banheiros públicos do mundo, porém a maioria deles não há onde secar as mãos. Devido ao calor, os japoneses carregam sempre, por hábito, sua própria toalhinha. E é com ela que você irá enxugar as mãos na maioria dos banheiros, assim como também dar aquela secada no rosto e pescoço após bater perna sob sol escaldante.

Quando ir

Primavera no Japão. Foto: Galen Crout
Primavera no Japão. Foto: Galen Crout

As estações do ano são bem definidas no Japão. Quem não suporta calor deve fugir de lá entre julho e agosto, os meses mais quentes do ano. Eu estive no país em pleno outono e as temperaturas em Tóquio beiravam 27ºC com alta umidade. Claro, quem sonha em ver a temporada de cerejeiras em flor, deve ir na primavera (entre fim de março e começo de abril). Já quem quer deslizar esquiando pela neve macia das montanhas japonesas, vai ter que encarar o inverno, que varia demais entre o norte e o sul do país. Mas cá entre nós? Qualquer época é uma boa época, porque ir para o Japão é bom sempre.

Preços

Sempre temi o Japão porque ouvia e lia em todo lugar: “é o país mais caro do planeta”. Eu vivo batendo cartão em países escandinavos e sofro cada vez que coloco os pés por lá. Como eu conseguiria encarar o Japão? Pois bem, a crise chegou no país há algum tempo (não no nível da nossa) e quem mora em São Paulo ou Rio de Janeiro não sentirá tanta diferença na hora de comer.

A conta de conversão é fácil (arredondada): 100 ienes = US$ 1 = R$ 3

Vamos lá:

Comendo em Tóquio
Nós num almoço caprichado por cerca de US$8

Cerveja custa em média 400 ienes, ou seja, US$ 4 em lugares simples; e 600 ienes em bares e clubes noturnos. O mesmo preço em balada do eixo Rio-SP;

Cerveja, Shibuya, Tokyo
Tomando uma cerveja artesanal em Shibuya. Foto: Fe Kawazoe

Drink: surpresa! Custa praticamente o mesmo preço que a cerveja na maioria dos lugares, 700 ienes (US$ 7), e geralmente é bom. Fomos em um izakaya (bar de sakê) em que a cerveja custava 150 ienes (US$ 1,50) e a garrafinha de sakê 800 ienes (US$ 8);

Comida: é surpreendente como é possível comer barato. Quem acha que a cozinha japonesa se restringe a sushi e sashimi, vai achar o Japão realmente caro. Mas a cozinha do dia-a-dia por lá não é essa. Tem muita coisa boa além do sushi-sashimi, mas muita coisa boa mesmo. Muito peixe, carne de porco, arroz, arroz, arroz, peixe, legumes, lámen, soba, tofu, muito tofu, e rabanete ou nabo em tudo. Nunca comi tão bem e tão generosamente por tão pouco. O preço médio é 1.200 ienes quando é mais caro, mas no almoço é possível comer facilmente um “PF japonês” com 500 ienes (US$ 5).

Dinheiro & transporte público

ienes

O melhor é levar o que pretende gastar já em ienes do Brasil, pois muitos lugares não aceitam cartão de crédito. Eu comprei na Tunibra, uma agência focada em turismo no Japão, que fica na Liberdade. Ou levar dólares ou euros e trocar em casa de câmbio no Japão (mas nunca acho que essa conta valha a pena).

Passagens aéreas

Outra coisa que valeu mais a pena com a Tunibra do que fazer por conta própria, foi comprar as passagens aéreas internas. Mesmo pesquisando em companhias aéreas de tarifas baixas, eles ainda conseguiram me dar melhores preços com companhias maiores. Porém, eles só emitem a passagem, incluindo a de trem, quando o visto já estiver emitido.

Viajando de trem

Trem de Osaka pra Mt. Koya. Foto: Ola Persson
Trem de Osaka pra Mt. Koya. Foto: Ola Persson

Faça uma boa pesquisa dos trechos que irá fazer de trem. Cheque se eles são operados pela companhia JR, que faz a maioria das viagens longas pelo país . O transporte no Japão é muito caro, por isso é mais viável comprar o Rail Pass no Brasil, porque ele só é vendido para estrangeiro e não é vendido dentro do país. A venda é feita por dias: sete, catorze ou 21. Aí calcule os trechos maiores que irá fazer de trem e o tempo em que irá fazê-los para comparar. O Google Maps dá a tarifa quando você pesquisa trechos. Na Tunibra só é possível pagar o passe de trem em dinheiro.

Transporte público

Trem em Tóquio. Foto: Ola Persson
Trem em Tóquio. Foto: Ola Persson

Tóquio é bem servida pela malha de transporte público. A melhor opção é comprar um cartão nas máquinas de auto-atendimento em qualquer estação de trem ou metrô. São duas opções: o Pasmo e o Suica, que hoje tem exatamente a mesma função. Clique em um deles na máquina (ele sempre fica no canto esquerdo superior à mostra na tela), selecione pelo menos mil ienes e voilá, você terá 500 ienes para passear. Os outros 500 ienes serão reembolsados no fim da sua viagem quando devolvê-lo na máquina. O ideal é já investir 5.000 ienes para não se preocupar com passagens. Por uma semana será possível rodar Tóquio sem ter que colocar mais crédito. A tarifa é calculada por estação e o mínimo cobrado é 170 ienes (+-).

Uma coisa boa é que o valor da viagem é debitado na catraca na saída da estação. Caso falte crédito, é possível comprá-lo antes dela, o que não te coloca em apuros.

Para conseguir chegar num endereço em Tóquio, é bom ter um Google Maps nas mãos. Ele vai salvar a vida na maioria das vezes. A notícia ruim é que ele não tem a opção offline disponível, por isso um plano de dados é necessário para não passar perrengue.  O endereço em Tóquio é bem estranho: todas as ruas tem o mesmo nome “Chome” + número do bairro + número do edifício + número do apartamento (se tiver). Eu caí em lugares errados algumas vezes por não prestar atenção no bairro.

Onde se hospedar

Hoshinoya Tokyo, um ryokan no coração de Ginza. Foto: Ola Persson
Hoshinoya Tokyo, um ryokan no coração de Ginza. Foto: Ola Persson

Tóquio oferece todos os tipos de acomodações possíveis. Albergues, hotéis, ryokan (hospedagem típica japonesa), airbnb, etc. Dê uma boa pesquisada caso não queira gastar muito. Algo muito comum no Japão é encher a casa de futon e acomodar 10 pessoas onde caberiam 4 confortavelmente. Então não se assuste caso vá alugar um apartamento. Tem muita coisa ruim mesmo.

O ideal para quem vai à Tóquio pela primeira vez é ficar nas proximidades de Shinjuku, preferencialmente nas imediações de uma estação da linha Yamanote, que é circular e facilita bastante passear pela cidade e fazer transferências para outras linhas.

Shibuya também dá fácil acesso para tudo, mas você pode ficar no meio do caos na terra dependendo de onde for seu hotel ou casa. Eu fiquei em Takadanobaba, duas estações antes de Shinjuku, e foi uma ótima escolha. O bairro tinha tudo que eu precisava e a casa a apenas cinco minutos da estação de metrô e trem, além de ser uma opção mais barata que Shinjuku e Shibuya. Na segunda ida à cidade, eu me hospedei em Harajuku num hotel com bom custo x benefício, o Dormy Inn.

Já quem prefere lugares mais trendy, Shimokitazawa tem boas ofertas, é um bairro boêmio e cheio de lojinhas de discos, brechós e de designers independentes. É de cair de amores. Só não tem o melhor acesso ao centro da cidade, mas é um lugar que eu ficaria numa próxima ida à Tóquio. Talvez não seja a melhor opção para quem vai à Tóquio pela  primeira vez.

Uma dica boa: quem for para Tóquio e viajar para outras cidades, mas tem a volta por Tóquio, caso vá ficar num hotel neste retorno, é possível negociar para que guardem as malas no período. Geralmente aceitam por até uma semana.

Quanto tempo ficar

Ir para o Japão é um exercício físico, já que demanda no mínimo 28 horas para quem viaja a partir do Brasil. Eu fui de KLM via Amsterdã, numa viagem de onze horas SP-Amsterdã, três horas de escala (super rápida) e onze horas de Amsterdã a Tóquio. Por isso ficar menos de 7 dias é uma loucura, pois eu levei isso só para sair do jetlag. Mas claro que, às vezes, é o que temos. Separa a melatonina se for o seu caso.

Só Tóquio merece no mínimo uma semana inteira, pois tem muita coisa para fazer e ver. O mais bacana em Tóquio é sair sem rumo e se deixar perder nos bairros e nas pequenas ruelas, que saem de grandes avenidas, e sempre nos surpreendem com algum achado.

Quioto demanda menos tempo. A cidade é mais turística, tem muitos templos para ver e alguns tesouros escondidos. O ideal é ficar no mínimo 4 dias para explorá-la com calma.

Para passear

O Japão tem uma boa diversidade em seus quase 400.000m2 de área. Muitos não imaginam que é possível encontrar praias edênicas, como em Okinawa, uma pequena ilha ao sul do país com areia branca fina e água azul cristalina com ar tropical.

okinawa - miyako island
Okinawa, Ilha Miyako

Quioto é um oásis para quem ama história do Japão. A cidade abriga mais de duzentos templos e santuários e é uma das cidades mais tradicionais do país. Em Quioto o velho se mistura ao novo, os locais aos turistas, a calmaria com o movimento. É uma das cidades mais fáceis para conseguir se hospedar num verdadeiro ryokan, tradicional hospedaria japonesa. E Osaka fica a apenas uma hora de trem de lá.

O Templo Dourado, em Kyoto. Foto: Ola Persson
O Templo Dourado, em Kyoto. Foto: Ola Persson

Os aventureiros que adoram esquiar já devem saber que o Japão é um paraíso para a prática do esporte. Montanhas altas não faltam. São mais de quinhentos resorts no país.

Hokkaido Ski Resort. Foto CC: Clint
Hokkaido Ski Resort. Foto CC: Clint

Há poucos lugares tão especiais para se emocionar com arte como em Naoshima e Teshima. No Mar Interior de Seto encontram-se diversas ilhas que hoje viraram museus a céu aberto. A experiência é única e daquelas que entram na lista de “melhores da vida”.

Teshima Art Museum
Teshima Art Museum

Tóquio

Em Tóquio a lista é imensa de lugares para ir, mas uma das coisas mais legais que fiz por lá foi explorá-la de bicicleta por dois dias. Trouxe uma visão diferente da cidade e mostrou uma Tóquio mais intimista, local e até com um ar de interior.

Bike em Tokyo, Japão
Eu pedalando em Tóquio. Foto: Ola Persson

Cada bairro da cidade tem uma identidade muito própria. Para quem ama arquitetura e moda, Harajuku, Omotesando e Aoyama são imprescindíveis.

Takeshita Dori, Harajuku, Tokyo
Takeshita Street, em Harajuku. Foto: Ola Persson

Explorar a história e os lugares clássicos do Japão é possível em diversas partes de Tóquio. Cada uma com sua particularidade. Em Shinjuku tem o Shinjuku Gyoen National Garden, um ótimo parque para relaxar e contemplar a beleza da natureza em volta. Já o Golden Gai, apesar de hoje ser um destino turístico, compensa a visita. Não há como não se fascinar pelo lugar, onde cerca de duzentos bares se espremem em seis ruas pequenas e estreitas. A maioria deles não cabem mais do que dez pessoas.

Golden Gai, Shinjuku, Tokyo
Golden Gai, em Shinjuku. Foto: Lalai Persson

Um dos cartões-postais de Tóquio, porém, é o templo budista Sensoji, fundado em 645, em Asakusa. Para quem curte templo, o Sensoji é parada obrigatória.

Sensoji, Asakusa, Tokyo
Entrada do Sensoji, Tóquio. Foto: Shutterstock

O Yoyogi Park, também na região de Shibuya, tem programação aos finais de semana, incluindo encontro de rockabillies aos sábados na entrada próxima à Estação Harajuku. Dê uma volta no entorno lateral do parque sentido Shibuya, onde encontramos a Tóquio que costuma habitar o imaginário da maioria das pessoas, até chegar no maior cruzamento do mundo.

Yoyogi Park, Harajuku, Tokyo
Yoyogi Park: uns levam puffs, outros óculos de realidade virtual. Foto: Lalai Persson
Cruzamento em Shibuya, Tóquio
Cruzamento em Shibuya, Tóquio. Foto: Ola Persson

Os boêmios e apaixonados por música, vão adorar Shimokitazawa, também um ótimo lugar para comprar roupas de marcas locais e em brechós, tomar um café bem tirado ou uma cerveja artesanal, visitar lojas de discos espalhadas por suas ruas.

Kinky Only, loja em Shimokitazawa
Kinky Only, loja em Shimokitazawa. Foto: Ola Persson

Os que gostam de lugares hipster, não devem deixar de passar por Naka-Meguro e andar pelas lojas que circundam o Rio Meguro. Não muito longe dali fica Daikanyama, onde está uma das livrarias mais bonitas e internacionais da cidade, a Daikanyama T Site, que tem vários títulos de revistas e livros em Inglês.

Meguro River, Tokyo
Meguro River. Foto: Martin Lissmyr

Quem gosta de luxo, glamour e riqueza, vai adorar Ginza. É por lá que ficam os super hotéis, as grandes marca de luxo e até mesmo o famoso Nagakin Capsule Tower. Ali perto também tem o concorrido Tsukiji Fish Market.

Ginza, Tokyo
Ginza. Foto: Redd Angelo

Shibuya é o paraíso das compras, mas uma segunda opção é Ikebukuro, ao norte de Tóquio. Por lá se encontram lojas como Big Camera, Muji, Loft, Uniqlo.

Ikebukuru à noite, Tóquio.
Ikebukuru à noite, Tóquio. Foto: Justin C.

Os amantes da arte devem incluir o 21_21 Design Sight, que tem projeto assinado pelo arquiteto Tadao Ando; Watari Museum, dedicado à arte contemporânea; Mori Art Museum, o museu mais alto do mundo. Já quem ama os trabalhos do Studio Ghibli, não pode deixar de ir no Ghibli Museum, mas não esqueça de comprar ingressos com antecedência.

21 21 Design Sight
21 21 Design Sight

Akihabara é o paraíso geek, chamado carinhosamente de Akiba, onde o mundo dos eletrônicos se encontra com o dos mangás e anime.

Akihabara, paraíso geek em Tóquio.
Akihabara, paraíso geek em Tóquio.

Não há erro para quem ama gastronomia. Permita-se entrar em qualquer portinha, onde um balcão para apenas seis pessoas está disponível. Tóquio tem mais de 80 mil restaurantes, um deles, o Tsuta, é o restaurante com estrela Michelin mais barato do mundo. Por 10 dólares você aprecia um dos melhores lamens que você irá comer na vida.

Soba no Tsuta
Soba no Tsuta

E isso é só um aperitivo do que o Japão oferece. Ela é rica para quem gosta de qualquer coisa. Arquitetura, arte, design, gastronomia, café e, principalmente, as pessoas, que são as mais estilosas que já vi em qualquer parte do mundo que eu tenha ido.

Prepare o coração para se apaixonar!

*Foto capa: Arto Marttinen

Quem escreveu

Lalai Persson

Data

20 de January, 2017

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