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A China nos olhos de uma carioca.

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Rio de Janeiro, além do bondinho e do Cristo Redentor

Quem escreveu

Kamille Viola

Data

05 de February, 2018

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O metrô é bem restrito em comparação ao de outras grandes cidades. São apenas três linhas, sendo que elas se sobrepõem em grande parte do percurso. A linha 1 vai da Tijuca a Ipanema; a linha 2, da Pavuna a Botafogo e a linha 4 (sim, ela foi lançada antes da 3, ainda sem previsão), de Ipanema ao início da Barra. Em todas é possível ir ao Centro sem fazer baldeação. De toda forma, sempre é bem interessante ter uma estação perto de onde se está hospedado. Existe um vagão somente para mulheres nos horários mais cheios e o trem corre boa parte da Zona Sul. Em alguns lugares (como a Tijuca), há integração com ônibus, com desconto na tarifa. Existe o Metrô na Superfície, que nada mais é do que um ônibus que vai e volta de uma estação do metrô e só para em pontos específicos (“estações”). Um sai da estação Antero de Quental (em Ipanema) e o outro de Botafogo, e os dois vão até a PUC (na Gávea) e voltam. É necessário comprar o bilhete que serve para ele nas estações (o preço é o mesmo do comum) ou utilizar o Bilhete Único Carioca.

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Foto: Celso Pupo/Shutterstock.com

Os ônibus são uma boa escolha, e com eles praticamente toda área da cidade é acessível. Muitos circulam a madrugada inteira. As linhas sofreram diversas mudanças de número e trajeto nos últimos anos, o que complica um pouco. Mas dá para consultar neste site os percursos disponíveis na cidade.

Existem ainda bons serviços de barca, se a ideia for ir para a cidade vizinha de Niterói ou o bairro de Paquetá, que fica numa ilha e anda movimentado, principalmente no carnaval e nas festas de São João.

Uber, Cabify e 99táxi pegaram de vez. Só fique atento, pois muitos se perdem e acabam fazendo caminhos mais longos: olhar no Google Maps antes de sair é uma boa. Se você precisar pegar um táxi comum na rua, em geral sai mais em conta do que em outras cidades no Brasil, como São Paulo, provavelmente pelo fato de as distâncias normalmente serem mais curtas. Existem alguma pegadinhas: por exemplo, no aeroporto Santos Dumont cobram um extra relativo à quantidade de bagagem. Muitas vezes também cobram a corrida “no tiro” (ou seja, com preço fechado, sem ligar o taxímetro) em saídas de grandes eventos ou até mesmo nas madrugadas de sexta e sábado na Lapa.

Foto: Donatas Dabravolskas / Shutterstock.com
Foto: Donatas Dabravolskas / Shutterstock.com

A malha cicloviária da cidade é a segunda maior do país, perdendo só para São Paulo. Apesar disso, há muitos trechos que não são contínuos, forçando o ciclista a andar na rua, o que é sempre uma aventura, em se tratando do trânsito do Rio de Janeiro. Para alugar, existem as bicicletas laranjinhas do Bike Rio, projeto que, como tantos outros, foi inspirado no de Paris. Funciona assim: você marca de buscar a bike em uma estação mais próxima e pode devolver em qualquer uma. Pode optar pelo pagamento mensal ou pelo uso por um dia. Se por acaso você nunca usou, este link ensina como fazer.

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Foto: lazyllama / Shutterstock.com

Antigamente uma opção muito usada para ir a Santa Teresa, hoje o famoso bondinho vale como passeio, já que o preço subiu consideravelmente (custava o preço de uma passagem de ônibus e hoje sai por R$ 20, com a volta incluída; moradores cadastrados previamente, estudantes da rede pública uniformizados e com cartão escolar, pessoas acima de 65 anos e portadoras do Vale Social não pagam) e o trajeto foi reduzido: ele atualmente sai da Rua Lélio Gama (perto da Estação Carioca do metrô, no Largo da Carioca) e vai até o Largo dos Guimarães. Funciona de segunda a sábado, das 10h às 18h, e não circula em feriados. Os trens partem de 15 em 15 minutos. Atenção ao carnaval, pois ele não costuma funcionar em alguns dias e tem horário especial em outros, já que seu percurso coincide com os de alguns blocos.

O VLT passa pelo Mural do Kobra, no Boulevard Olímpico. Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Inaugurado para as Olimpíadas, o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) é um tram que trafega entre o Centro e a Região Portuária do Rio, ótima opção para turistar. Circula das 6h à meia-noite e possui duas linhas. A Azul vai do aeroporto Santos Dumont até a estação Praia Formosa, no Santo Cristo, passando por lugares como a Candelária, os museus da Praça XV, o Boulevard Olímpico, o AquaRio e a rodoviária Novo Rio (a linha tem dois trajetos, que terminam na mesma estação). Já a Verde vai da Praça XV à Praia Formosa, passando por Confetaria Colombo, Praça Tiradentes, Saara e Central, entre outros locais. O bilhete custa R$ 3,80 e é necessário já estar com ele ao entrar no veículo — é possível adquiri-lo nas máquinas de autoatendimento que ficam nas próprias estações e, com o Bilhete Único Carioca, é possível fazer integrações com ônibus dentro do período de até duas horas e meia. Uma vez no vagão, é necessário fazer a validação do bilhete, sob o risco de ser multado. Se tiver dúvidas, vale visitar o site do VLT.

* Foto da capa: barca por Gabriel Monteiro/Riotur

Quem escreveu

Kamille Viola

Data

05 de February, 2018

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Kamille Viola

Kamille Viola é jornalista cultural, apaixonada por música, comida e viagens. Adora mostrar cantos menos conhecidos do Rio para quem vem de fora - e quem é da cidade também. É daquele tipo de gente para quem escrever não é uma escolha: é a única opção.

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