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São Francisco - Sausalito: um belo passeio de bike pela Golden Gate

Quem escreveu

Luciana Guilliod

Data

18 de December, 2017

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É impossível pensar em São Francisco, na Califórnia, e não associar a cidade à Golden Gate. A ponte suspensa avermelhada que povoa nossos sonhos foi construída há 80 anos sobre o estreito de Golden Gate, com o objetivo de ligar a cidade de São Francisco à Sausalito. É uma visita obrigatória na sua viagem, mas para que se contentar em ficar observando a ponte de longe se você pode cruzá-la sobre duas rodas?

A ponte. Foto: Luciana Guilliod

O trajeto sugerido tem quase 30 quilômetros, mas aconselhamos separar um dia inteiro para a missão: a ideia é curtir o caminho e não treinar para o Tour de France. Escolha um dia bonito, mas escute sua mãe e leve um casaquinho. Aliás, melhor levar um casacão: o tempo em São Francisco é instável e há muito vento na Ponte e na Baía.

No meio da ponte. Foto: Luciana Guilliod

É possível levar a bicicleta em todo o transporte público da cidade, mas leve em conta que nem toda estação de metrô e BART tem elevador. Eu tinha minha própria bike e fui até os arredores da ponte de ônibus – que são devidamente preparados para carregar as magrelas na dianteira, em cima do para-choque.

Não faltam opções de aluguel de bicicletas nos arredores do Ferry Building, onde fica o terminal de barcas e você chega de metrô ou BART. Ou no Fisherman’s Warf, um lugar do qual, nas demais ocasiões, aconselho você a fugir. As locadoras de bicicletas oferecem mais ou menos os mesmos preços e serviços: bikes de carbono, alumínio ou elétricas, com uma cestinha na frente para guardar seus pertences, capacete, locker e um mapinha com as distâncias e principais atrações do percurso. Há também a possibilidade de fazer passeios guiados. Algumas opções de empresas são a Bay City Bikes, Blazing Saddles e Bike Rental San Francisco.

Sausalito a partir da ponte. Foto: Luciana Guilliod

Há ciclofaixas na maior parte do trajeto, mas em alguns pedaços você vai dividir espaço com os carros e na ponte, com (muita) gente. Algumas subidas íngremes te esperam até o início da ponte, mas deu pra fazer na raça, sem precisar desmontar da bike. A descida é bem nervosa e sem ciclovia, mas fique tranquilo. Quem tá acostumado com o trânsito e a falta de respeito do Brasil tira tudo de letra. Não são permitidos na ponte: carrinhos de mão, scooters, bicicletas elétricas ligadas, patins e skates.

Você pode iniciar o trajeto no Ferry Building e pedalar ao longo do Embarcadero, passando pelo Fisherman’s Wharf, ou pegar alguma trilha a partir do Presidio Park. Ambas opções são super bem sinalizadas e com várias atrações, como o centro cultural Fort Mason, a Marina de San Francisco e o Palace of Fine Arts. Prepare-se para subir e descer da bike a cada três minutos para babar nos diversos mirantes do caminho. O principal deles fica logo após a saída da ponte, já em Sausalito.

Não dá vontade de ter uma casinha aqui? Foto: Luciana Guilliod

Pague três dólares para estacionar a bicicleta em frente aos ferrys e de um rolé em Sausalito. A cidadezinha é uma graça, muito mais para relaxar que para ‘visitar’ alguma coisa. Depois de todo o esforço, você merece uma degustação de vinhos californianos em alguns dos tasting rooms de Sausalito, como o Baccus and Venus ou o Madrigal. Compre um livro da Joan Didion na Book Passage e sonhe com os veleiros da Marina. Minha escolha para o almoço foi o mexicano Copita, mas não faltam opções refinadas ou experimente o famoso hambúrguer de Sausalito. Dispense o Google Maps: em 10 minutos de caminhada você já se situou na cidade, uma vez que quase tudo fica às margens da Baía.

Filial da Book Passage, com vista para a marina de Sausalito. Foto: Luciana Guilliod
Sausalito não é uma fofura? Foto: Luciana Guilliod

Pegue sua bike de volta e parta para Tiburón. Você vai pedalar uns 12km, mas a estrada é plana, com ciclofaixa e as subidas e descidas ficaram para trás. Saindo de Sausalito, pare em Galillee Harbour, uma pequena comunidade auto organizada de artistas, criativos em geral, profissionais de náutica e amantes do mar que moram em casas-barco cheias de personalidade. Cada embarcação tem uma placa contando um pouco sobre a embarcação e o dono, mas melhor ainda é puxar assunto com algum dos moradores.

Os moradores politizados de Gallillee Harbour, em Sausalito. Foto: Luciana Guilliod

Sausalito abrigou diversos estaleiros durante a Segunda Guerra Mundial, que fecharam logo após o fim do conflito, e os navios abandonados viraram moradia. Galillee é o mais diferentão dos cinco piers, mas há mais de 400 casas-barco em Sausalito, que podem ir do luxo contemporâneo à um navio da Segunda Guerra. Ficou curioso? Aqui neste site tem alguns à venda. Só não se esqueça do meu quarto (cabine?) de hóspedes.

Casa-barco de Gallillee Harbour, em Sausalito. Foto: Luciana Guilliod

Se Sausalito é pequena, Tiburón é ainda menor e faria até Chuck Norris morrer de fofura. Mais uma vez, a boa é caminhar pelo centrinho, relaxar nos gramados, visitar o comércio local e deixar a pressa da cidade grande do outro lado da Baía. Os mais curiosos podem dar uma espiada na casa do ator Robin Willians – fosse eu rica, também preferiria a tranquilidade al mare de Tiburón à ostentação de Beverly Hills. Se você ainda aguentar um pedalzinho, garanta os likes do Instagram na Hippie Tree, um balanço com uma vista fantástica.

Dando tchau pra Sausalito a partir do ferry. Foto: Luciana Guilliod

Existem duas linhas de ferry para voltar à São Francisco: a Blue & Gold Ferry, que vai até o píer 41, e o Golden Gate Ferry, que te leva ao Ferry Building. O último é mais central. Compre antecipadamente seu ticket para garantir o lugar (gratuito) da sua bicicleta e chegue com meia hora de antecedência ao terminal. A viagem de ferry é muito mais diversão que transporte público: a vista é lindíssima, a barca passa ao lado de Alcatraz e rolam umas fotos incríveis da ponte e do centro da cidade no entardecer.

A volta de ferry garante paisagens incríveis. Foto: Luciana Guilliod
Alcatraz. Foto: Luciana Guilliod

Foto capa: Joseph Barrientos – Unsplash

Quem escreveu

Luciana Guilliod

Data

18 de December, 2017

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Luciana Guilliod

Carioca da Zona Norte, hoje mora na Zona Sul. Já foi da noite, da balada e da vida urbana. Hoje é do dia, da tranquilidade e da natureza. Prefere o slow travel, andar a pé, mala de mão e aluguel de apartamento. Se a comida do destino for boa, já vale a passagem.

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