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Viver para Lutar - a série que investiga as artes marciais pelo mundo

Quem escreveu

Renato Salles

Data

06 de August, 2018

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Tem gente que roda o mundo para ouvir música, ou para comer. Tem gente que gosta mesmo de ver coisas muito bizarras que acontecem no mundo. Seja o motivo que leve cada um a pegar um avião, sempre tem gente com interesses parecidos, e é a partir deles que surgem os grupos de discussão, as agências especializadas, e as séries de TV. A gente tem falado bastante de séries em que os protagonistas rodam um planeta para desvendar os aspectos mais peculiares de cada lugar. Hoje estreia mais uma delas: Viver para Lutar.

Na verdade é uma meia estreia, já que hoje começa a segunda temporada. Nessa série, o lutador Minotauro vai para vários países para descobrir toda a história e a cultura que existem por trás das artes marciais, terreno que ele domina como ninguém. Na segunda temporada, que tem produção da Mixer Films, ele visita a China, Cuba, Holanda, Israel, e Japão, onde ele conhece as origens do kung fu, do boxe, do kickboxing, do krav magá e do aikido. Um dos episódios é dedicado também à nossa brasileiríssima capoeira, que mistura a luta, a dança e a religião vindas com os escravos no período colonial. O apresentador então volta para a sua Bahia natal para descobrir ali uma das artes que faz parte da gênese do MMA.

Viver para Lutar, Minotauro, UFC, canal combate
Rodrigo Minotauro – foto: Diogo Nunes

Para quem não sabe (tem alguém?), Rodrigo Minotauro é um dos maiores atletas de MMA do mundo, ex-campeão na categoria peso-pesado, e atualmente é embaixador do UFC. Com um currículo desses, ele conseguiu abrir portas dos maiores centros de ensino de artes marciais, e teve contato com alguns dos maiores mestres vivos. Na China, por exemplo, ele é convidado a conhecer o lendário Templo Shaolin, onde o kung fu faz parte das práticas milenares dos monges do zen budismo. Em Havana, ele tem acesso à fechadíssima Escola Nacional de Boxe, e acaba conhecendo o grande boxeador Félix Savón, ganhador de 3 medalhas de ouro em Jogos Olímpicos.

As artes marciais foram todas criadas como forma de proteção das civilizações em períodos de guerra. São técnicas que vem sendo aprimoradas há séculos – ou às vezes milênios – e que dizem muito sobre cada cultura. Ao visitar cada país, e apresentar essas modalidades populares da região, a série traz particularidades ligadas a elas que vão desde a relação com as religiões, a formação da identidade nacional, o trabalho social do esporte, até o intercâmbio internacional.

Viver para Lutar, Minotauro, UFC, canal combate
Aprendiz de kung fu no Templo Shaolin – foto: Flickr – larique

Fica latente também como a evolução das artes marciais traz uma carga histórica muito grande. Enquanto o krav magá israelense é uma luta com viés combativo muito grande devido à situação constante de conflitos do país, a nossa capoeira se sobrepôs aos aspectos físicos e esportivos para se tornar parte da expressão cultural brasileira. E considerando que o próprio Minotauro é cria da Bahia, existe aí uma carga grande de volta às origens quando pensamos em um lutador de fama internacional.

Quem quiser assistir, a segunda temporada de ‘Viver para Lutar’ estreia hoje às 20h no Canal Combate. Serão 6 episódios que vão ao ar sempre segunda-feira às 20h. Se quiser conferir, tem um episódio disponível online:

Esse post tem apoio do UFC Brasil e da Mixer Films.

*Foto do destaque: Divulgação

Quem escreveu

Renato Salles

Data

06 de August, 2018

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Renato Salles

Para o Renato, em qualquer boa viagem você tem que escolher bem as companhias e os mapas. Excelente arrumador de malas, ele vira um halterofilista na volta de todas as suas viagens, pois acha sempre cabe mais algum souvenir. Gosta de guardar como lembrança de cada lugar vídeos, coisas para pendurar nas paredes e histórias de perrengues. Em situações de estresse, sua recomendação é sempre tomar uma cerveja antes de tomar uma decisão importante. Afinal, nada melhor que um bom bar para conhecer a cultura de um lugar.

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    Vivemos em um mundo de opções pasteurizadas, de dualidades. O preto e o branco, o bom e o mau. Não importa se é no avião, ou na Times Square, ou o bar que você vai todo sábado. Queremos ir além. Procuramos tudo o que está no meio. Todos os cinzas. O que você conhece e eu não, e vice-versa. Entre o seu mundo e o meu.