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David Farrier, o Dark Tourist do Netflix

Quem escreveu

Jo Machado

Data

25 de July, 2018

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Na semana passada eu falei aqui da minha satisfação e do quanto era bacana assistir Somebody Feed Phil. Pois bem, depois do Phil, eu achei que deveria dar mais atenção a minha listinhas de coisas para assistir/ler/conhecer, bem como às dicas e sugestões dos amigos, dos conhecidos, das fanpages, das newsletters. Isso tudo porque eu sou bem chato na hora de escolher algo pra assistir. Pra mim, perder quarenta e cinco minutos assistindo/lendo/conhecendo algo que não me cativa é como perder uma nota de 50 reais. Dói! Então eu sempre procuro dar uma boa investigada antes de estabelecer uma conexão, e as vezes essa tal pesquisa acaba esquecida, e consequentemente deixo muita coisa legal passar. Tonto que sou.

Dark Tourist
David em Fukushima

Pois bem, houve um dia em que alguém sugeriu pra mim e pro Renato um documentário chamado Tickled. Obviamente quando eu fui assistir, não punha muita fé. Não havia pesquisado nada, logo, zero confiança. Acredite, foi uma das coisas mais fodas que eu já ví na vida. E foda no sentido de maluca, bizarra, inusitada, além de perturbadora. E foi no Tickled que eu ouvi falar pela primeira vez desse jornalista maluco da Nova Zelândia chamado David Farrier.

Pois bem, como as métricas do Netflix te trazem sugestões relacionadas à algo que você já assistiu, assim que terminei Phil, me sugeriu Dark Tourist. Obviamente, antes de dar play fui pro Google. Voltei correndo depois de ler a primeira linha! É um assunto que eu morbidamente curto: turismo bizarro <3!

Dark Tourist é uma série original do Netflix, onde o moço David viaja pelo planeta conhecendo e explorando lugares de turismo que variam entre: “Pelo amor de deus saia daí, guri!” e “Pqp! Que porra é essa?!”. Para explicar melhor: ele sai por aí fuçando e explorando mais sobre essa nova modalidade de turismo que explora spots guerra, situações macabras e até situações de risco de vida, chamada dark tourism.

A série, que foi lançada há poucos dias, tem uma temporada só, com oito episódios. Começando pela América Latina, David passa por um apartamento que foi de Pablo Escobar, e acaba no México, onde participa de uma cerimônia de exorcismo. Seguindo os episódios, passa por Fukushima, pelas histórias por trás da morte de JFK, por encontros de cosplay da Segunda Guerra e pela mansão de Charles Manson. Mas não pára por aí. Quando passa pelos “stãos” (Casaquistão, Turcomenistão) o cara nada em um lago radiativo onde a antiga URSS detonou uma bomba nuclear na época da Guerra Fria, participa de um lançamento de foguete russo e ainda consegue ver pessoalmente o presidente mais megalomaníaco do mundo, Gurbanguly Berdimuhamedow, do Turcomenistão.

Dark Tourist
David em uma vila da Indonésia que desenterra seus mortos para trocar suas vestes e dar dinheiro a eles.

De verdade, por mais que soe mórbido, o jornalismo do cara é muito mais focado na história, na tradição e na vivência das experiências do que na morbidez.

Você sabia que a ilha de Chipre, por exemplo, é divida e tem uma zona militarizada pela Turquia que se chamada Cidade Proibida? E como o nome já diz, é proibida ao acesso de estrangeiros? Pois é, David Farrier também é cultura, história, estudos sociais, matemática, física e química!

Dark Tourist
David sendo iniciado em rituais de Voodoo em Benim.

Zoerias a parte, a melhor forma de entender o que estou falando é assistir. Então não perde tempo, acaba o texto aqui e corre lá pro Netflix!

Quem escreveu

Jo Machado

Data

25 de July, 2018

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Jo Machado

O Jo é do tipo que separa pelo menos 30% do tempo das viagens para fazer o turista japonês, com câmera no pescoço e monumentos lotados. Fascinado pelas diferenças culturais, fotografa tudo que vê pela frente, e leva quem estiver junto nas suas experiências. Suas maiores memórias dos lugares são através da culinária, em especial a comidinha despretensiosa de rua. Seu lema de viagem? Leve bons sapatos, para agüentar longas caminhadas e faça uma boa mixtape para ouvir enquanto desbrava novos lugares. Nada é melhor do que associar lindas memórias à boas canções.

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    Vivemos em um mundo de opções pasteurizadas, de dualidades. O preto e o branco, o bom e o mau. Não importa se é no avião, ou na Times Square, ou o bar que você vai todo sábado. Queremos ir além. Procuramos tudo o que está no meio. Todos os cinzas. O que você conhece e eu não, e vice-versa. Entre o seu mundo e o meu.