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Uma série desvenda os golpes com turistas mais comuns no mundo

Quem escreveu

Renato Salles

Data

12 de July, 2016

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Eu me considero relativamente esperto quando o assunto é viagem. Costumo me informar bem antes de ir, fico atento (quase) o tempo todo, e evito ao máximo ofertas extraordinárias demais e passeios fechados. Mas mesmo minha tentativa de ser low-profile já falhou e acabei em encrencas diversas. Já fui roubado na Itália e na Inglaterra, já peguei dinheiro falso em Buenos Aires, já comprei souvenirs que não queria por preços estratosféricos, ixx… a lista é longa. Para mim nada se compara à Tailândia, onde você se sente explorado o tempo todo. Mas o episódio mais bizarro foi quando eu acabei de ‘casando’ com a Lalai em uma cerimônia Jamaicana no centro de Atenas. Tudo isso para ter uma pulserinha amarrada no braço e ter que pagar uns trocados por ela.

Atire a primeira pedra quem não se meteu em uma grande roubada quando estava viajando, por circular por aí com ‘turista’ estampado na testa nos maiores pontos turísticos do mundo. Nem o viajante mais descolado escapa de cair no conto do vigário uma vez ou outra, porque, sejamos francos, todos nós queremos ver as Torres Eiffels pelo menos uma vez. E uma vez que chegamos nas redondezas desses lugares, sempre tem gente mal intencionada à espreita para se dar bem em cima da gringaiada.

Tratamento 'médico' em Deli
Tratamento ‘médico’ em Deli

Descobri uma série inglesa (obrigado, Gabriel!), de 2012, que promete cair nesses pequenos golpes nas cidades mais visitadas do mundo, para que você não tenha que cair. Scam City, ou Capitais do Delito em português, é apresentado pelo inglês-com-cara-de-pastel Conor Woodman, que paga de gringo desavisado enquanto uma equipe segue ele de longe, e ele mesmo faz uso de artifícios dignos do Q do 007 para captar tudo. Vale microcâmera no botão da camisa, óculos escuros que filmam, carteiras pega-ladrão, e por aí vai. Munidos com esse aparato do Professor Pardal, eles encaram cidades como Roma, Paris, Jerusalém, Deli, Hong Kong, Nova York, Marrakech, Bogotá e até o nosso Rio de Janeiro.

Algumas situações que ele se enfia parecem bem artificiais, parecem saídas de pegadinha do Silvio Santos. Chegam a ser tão bizarras que se tornam hilariantes. O episódio do Rio se passa, obviamente, durante o Carnaval. Entre taxistas maliciosos e batedores de carteira no bloquinho (quem nunca?), ele acaba em uma cerimônia surreal da religião Macumba (?), para pedir aos orixás a vitória da Portela (??), indicado pelo pessoal do Jogo do Bicho (???). Ivo Holanda e Ruth Roncy se reviram no túmulo. Outro bem divertido é o episódio de Barcelona, quando o apresentador se monta como travesti para ver como funciona o esquema de furtos nas Ramblas à noite.

Batendo um papo com uma 'garota de Ipanema'
Batendo um papo com uma ‘garota de Ipanema’

Mas separando o joio do trigo, dá para tirar uns bons insights ali. Alguns episódios mostram situações bem reais que eu mesmo já passei. É o caso do já mencionado caso das notas falsas passadas pelos taxistas na Argentina, os tours que prometem mundos e fundos nas ruas ao redor do Vaticano – que tem toda uma máfia por trás – e os cansativos e insistentes golpes na Tailândia.

Quando o programa visita Praga, na República Tcheca, eles acabam até em uma situação perigosa em um inferninho de quinta categoria. Esse programa causou uma comoção por lá, com o Departamento de Polícia local acusando a National Geographic de difamação, e de usar atores e cenários falsos na história. Uma agência de notícias se envolveu, confirmando a veracidade do programa, e o caso acabou nos tribunais. Problemas similares aconteceram com as autoridades de Amsterdam, mas em Istambul a série ajudou a desmembrar uma quadrilha de golpistas ao redor da Mesquita Azul.

Boa noite Cinderela em Buenos Aires
Boa noite Cinderela em Buenos Aires

É para ver com um pouco de bom humor. Senão, acho que nunca mais eu conseguiria pegar um taxi na vida. Lá parece que todas as cidades tem problemas grandes com eles, mas sabemos que não é bem assim. Quem se interessar por ver, a série está disponível no Netflix. São duas temporadas, com 10 episódios cada.

Quem escreveu

Renato Salles

Data

12 de July, 2016

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Renato Salles

Para o Renato, em qualquer boa viagem você tem que escolher bem as companhias e os mapas. Excelente arrumador de malas, ele vira um halterofilista na volta de todas as suas viagens, pois acha sempre cabe mais algum souvenir. Gosta de guardar como lembrança de cada lugar vídeos, coisas para pendurar nas paredes e histórias de perrengues. Em situações de estresse, sua recomendação é sempre tomar uma cerveja antes de tomar uma decisão importante. Afinal, nada melhor que um bom bar para conhecer a cultura de um lugar.

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Comentários

  • Eu e Gilberto também fomos casados nessa "cerimônia" em Atenas. O cara usou o approach de 'bro', porque o Gil também é negro. Logo falei pra ele: "Ih, golpinho, vamos dar um trocado aí pro cara." Não deu outra. Uma variação da pulserinha no Pelourinho, né?
    - Kamille Viola
  • Renato, adoro seus textos, eu viajo!
    - Tati Melo
    • Obrigado pelo carinho, querida! Vou tentar manter o ritmo! ;-)
      - Renato Salles

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