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Valle Nevado

Chicken or Pasta na temporada 2019 do Valle Nevado.

12 horas em Oslo

Quem escreveu

Lalai Persson

Data

21 de March, 2016

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Eu já passei quatro vezes por Osloe somente na última é que, finalmente, me rendi aos seus encantos. A cidade é cara como qualquer outra cidade escandinava, mas um pouco menos do que era há dois anos, já que sua economia, assim como a nossa, não está no seu melhor momento. É a menor das capitais escandinavas, com pouco mais de 600.000 habitantes.

Dias ensolarados deixam a capital norueguesa ainda mais charmosa e vibrante. Amantes de café devem preparar o coração, pois a cidade tem vários imperdíveis. Prepare-se também para comer bem, por isso não tenha medo de investir uns trocados a mais em uma boa refeição. Geralmente ela valerá cada centavo gasto. Não deixe de experimentar pratos feitos à base de bacalhau ou sanduíches abertos com salmão defumado e ovas de peixe.

Oslo possui mais de 50 museus, é só escolher o que mais tem seu estilo. Tem museu do trabalho, Ibsen, de música pop norueguesa, barco viking, mini garrafas, skate, medicina, veterinária, mágica, só para citar alguns. E, claro, o Museu do Munch, que atualmente abriga a exposição Mapplethorpe + Munch, até 29 de maio.

Não sou uma expert na cidade, mas compartilho as minhas últimas 12 horas passadas por lá, que acabaram conquistando meu coração e deixando aquela vontade de voltar para explorá-la melhor.

Há várias maneiras de conhecer Oslo, mas em apenas um dia eu sugiro começar pelo centro e terminar o dia em Grünerløkka, o bairro mais descolado da cidade, onde cafés, bares, restaurantes e lojas se esparramam charmosamente pelas ruas.

Manhã

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Para um café rápido, mas de qualidade, comece o dia na Stockfleths, que serve diversos tipos de cafés de várias partes do mundo e sempre tem um especial do dia. Caso consiga, sente na vitrine para apreciar o dia começando na cidade; se o dia estiver bonito, pegue uma mesa na calçada. Eles servem diversos bolos, sanduíches, croissant e, de quebra, há wi-fi gratuito. Prinsens gate 6, Centro, Oslo. Segunda à sexta, das 7 às 18h e sábado, das 10h às 17h.

Outras opções no centro: Prince Lunchbar, um dos bares mais antigos e mais visitados em Oslo e Grilleriet, para um bom brunch. Em Grünerløkka a boa opção é o Liebling, bom lugar para ver locais e até para tirar o computador da bolsa e trabalhar um pouco.

Street Karl Johans gate. Foto: Telia / Shutterstock.com
Street Karl Johans gate. Foto: Telia / Shutterstock.com
Palácio Real. Foto: PlusONE / Shutterstock.com
Palácio Real. Foto: PlusONE / Shutterstock.com

A partir dali vale dar uma caminhada em direção à Karls Johan Gate, que tem um belo parque à sua volta, Slottsparken ou Parque do Palácio Real. Aproveite para visitar o Museu Nacional de Arte, Arquitetura e Design, ou o Museu Nacional de Arte da Noruega, que compreende mais alguns museus. É por lá que se encontra “O Grito”, de Edvard Munch.

Opera House. Foto: TasfotoNL / Shutterstock.com
Opera House. Foto: TasfotoNL / Shutterstock.com

Siga para a Opera House, parada obrigatória na cidade, fazendo a caminhada bem agrádavel do Palácio Real para lá. A bela construção fica em frente ao fiorde de Oslo e apresenta ópera, balé, música, dança e concertos. São cerca de 300 shows e 250 mil visitantes por ano. Para se ter uma ideia do tamanho do lugar, o prédio abriga 600 funcionários. A cobertura se inclina para cima a partir das águas que ficam em frente, e o telhado é também um espaço público em que é possível caminhar, então não deixe de ver um pouco da cidade a partir dali. No verão, o local fica lotado com locais tomando sol e fazendo piquenique. Foram 8 artistas envolvidos no projeto e os painéis de Olafur Eliasson são com certeza um dos destaques. Não deixe de visitar os banheiros, que são os mais chiques que já vi. Vale dar uma passada no restaurante para um drink e até mesmo para um petisco. A comida é saborosa e o preço é decente.

Parque de Esculturas Vigeland. Foto: Nanisimova / Shutterstock.com
Parque de Esculturas Vigeland. Foto: Nanisimova / Shutterstock.com

O Parque de Esculturas é outra atração em Oslo. O Vigeland Sculpture Park possui 212 esculturas, todas feitas por um único artista, o escultor Gustav Vigeland, tornando-o o maior parque de esculturas do mundo. Todas as esculturas são feitas à base de pedra, bronze e ferro fundido. O parque fica aberto 24 horas por dia e não há cobrança de entrada. Nobels gate 32. Aberto 24h por dia.

Almoço

Grunellorka. Foto: Lalai Persson
Grünelørkka. Foto: Lalai Persson
Delicatesse Grünerløkka. Foto: Thomas Haugersveen / www.dn.no
Delicatessen Grünerløkka. Foto: Thomas Haugersveen / www.dn.no

Para ganhar tempo, pegue um ônibus e vá para Grünerløkka, o bairro hip de Oslo. A essas alturas, você estará morrendo de fome. Nessa área há um restaurante em cada esquina. Eu sempre gosto de experimentar sem muitas referências, mas caso não queira errar, você pode comer tapas ou uma deliciosa salada na Delicatessen Grünerløkka. Prepare-se, pois é um dos lugares mais concorridos do bairro. Søndre Gate 8. Horário: Segunda e terça, das 11h à 0h30, quarta e quinta das 11h à 1h, sexta das 11h às 2h, sábado, das 12h às 2h e domingo, das 12h à 1h30.

Tarde

Praça em Grünerløkka. Foto: Lalai Persson
Praça em Grünerløkka. Foto: Lalai Persson
Grünerløkka. Foto: visitoslo.no
Grünerløkka. Foto: visitoslo.no

Depois do almoço, entre em qualquer café na região para ganhar um pouco de energia e vá bater perna nos arredores. Ali há lojas de discos, de design, móveis vintage, brechós, galerias de arte, boutiques de roupas e por aí vai. O bairro é vibrante, jovem, colorido e dá vontade de entrar em cada uma das portinhas abertas para a rua. Vale visitar lojas de design, afinal design escandinavo é sempre imperdível! E se for fim de semana, não deixe de dar uma olhada no mercado de pulgas que acontece na praça Birkelunden.

Museu do Munch - prédio atual
Museu do Munch – prédio atual
Museu do Munch. Projeto novo assinado por Herreros Arquitectos
Museu do Munch. Projeto novo assinado por Herreros Arquitectos

É neste bairro também que fica o Museu do Munch, onde se encontra a coleção de sua obra com cerca de 1.200 pinturas, várias versões da Madonna (a bíblica) e duas versões de “O Grito”, além de gravuras, desenhos, esculturas, livros e vários outros itens. Um novo museu está sendo construído e ficará pronto em 2019, com projeto arquitetônico assinado pelo escritório espanhol Herreros Arquitectos. Dentro do museu há o café Stockfleths, que menciono no início. Tøyengata, 53, Oslo. Diariamente das 10h às 16h.

Jardim Botânico. Foto: Nanisimova / Shutterstock.com
Jardim Botânico. Foto: Nanisimova / Shutterstock.com
Escultura feita de salgueiro. Foto: flickr.com/jechstra
Escultura feita de salgueiro pelo artista inglês Tom Hare. Foto: flickr.com/jechstra

Do outro lado da rua do Museu do Munch, tem o Jardim Botânico, fundado em 1814 e que conta com uma coleção de 5.500 espécies. Visite as estufas e contemple as esculturas de salgueiro do artista Tom Hare. O lugar é bonito e bom para relaxar antes de continuar o bate-perna.

Galeria Entrée. Foto: Bent René Synnevåg
Galeria Entrée. Foto: Bent René Synnevåg

Há várias galerias de arte. Três para visitar: a Galleri 69 e Galerri Entrée, duas galerias de arte sem fins lucrativos, que apresentam e promovem trabalhos de vários artistas locais – Toftesgate 69 e Markveien, 4B – e a Galerri Markveien, que é comandada por dois artistas, Tom Granberg e Geir Slettene, que expõem ali os seus trabalhos – Markveien 28, Oslo.

Blå. Foto: Lalai Persson
Blå. Foto: Lalai Persson
Blå. Foto: Lalai Persson
Blå. Foto: Lalai Persson
Grafites na frente do Blå. Foto: Lalai Persson
Grafites na frente do Blå. Foto: Lalai Persson

Depois de passear por Grünerløkka, que tem coisas suficientes para ver e passar o dia todo por lá, vá em direção ao parque Grünerhagen e siga para o Blå, um armazém antigo que funciona como bar, danceteria e palco de shows. Se for verão, melhor ainda, pois eles tem uma área externa deliciosa virada para o lago (ou rio?) em frente. Mas antes de se render à cerveja e à música no fim do dia, ande em volta. Tem vários grafites incríveis espalhados pela rua e pelos galpões ao lado, onde há também uma galeria de arte no andar superior e um mercado de pulgas embaixo. No corredor, alguns foodtrucks e barracas servem comida. Dá para ficar um bom tempo por ali.

Jantar

Lokk. Foto: blog.parkinnhotell.no
Lokk. Foto: blog.parkinnhotell.no

A região central tem maior concentração de turistas, já Grünerløkka tem os restaurantes mais descolados da cidade e frequentados, na maioria, por locais. Acabei ficando no centro, pois meu hotel era lá. Jantei no Lokk, restaurante escandinavo com menu simples que inclui sopas e menu com 3 e 4 pratos. O lugar é pequeno, aconchegante, tem bom serviço e preços razoáveis. Escolha o menu com 3 pratos e duvido que você vá se arrepender, especialmente com as opções feitas à base de peixe. Torggata 18 B, Centro.

Den Glade Gris. Foto: divulgação
Den Glade Gris. Foto: divulgação

Caso prefira um restaurante com estilo bar, o Den Glade Gris é uma boa opção também. A comida de boteco é à base de carnes, burgers, sanduíches e boa seleção de cervejas. Experimente o sanduíche de carne de porco, que é de comer de joelhos!

Kontrast. Foto: Foto: Fartein Rudjord / www.dn.no
Kontrast. Foto: Foto: Fartein Rudjord / www.dn.no
Kontrast. Foto: divulgação
Kontrast. Foto: divulgação

O Kontrast é uma boa escolha para quem quer um jantar mais requintado. O restaurante serve comida escandinava contemporânea, com menu degustação de 6 e 10 pratos, mas também alguns pratos à la carte, com preços que variam entre R$ 70 e R$ 120. Não deixe de reservar uma mesa. Maridalsveien 15a, Grünerløkka. Tel:+47 21 60 01 01

Aqui tem uma lista bacana com os 10 melhores restaurantes na região de Grünerløkka, caso queira experimentar outros tipos de cozinha e ambiente. E aqui tem uma lista gigante de bons restaurantes espalhados pela cidade, em norueguês, porém nada que o Google Translate não dê uma ajuda.

Fim de noite

Eu acabei não esticando a noite, pois minhas pernas não davam mais conta, mas se ainda houver uma brecha e queira uma saideira, aqui há uma lista bacana com opções para quem estiver a fim de badalar.

*Foto destaque: Tumar / Shutterstock.com

Quem escreveu

Lalai Persson

Data

21 de March, 2016

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Lalai Persson

Lalai prometeu aos 15 anos que aos 40 faria sua sonhada viagem à Europa. Aos 24 conseguiu adiantar tal sonho em 16 anos. Desde então pisou 33 vezes em Paris e não pára de contar. Não é uma exímia planejadora de viagens. Gosta mesmo é de anotar o que é imperdível, a partir daí, prefere se perder nas ruas por onde passa e tirar dicas de locais. Hoje coleciona boas histórias, perrengues e cotonetes.

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Comentários

  • Muito bom, como sempre. Voces sao sempre minha primeira referencia.
    - Henrique oAcervo.com
    • Opa! Espero que curta a cidade :)
      - Lalai Persson

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