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Architecture for Dogs, a exposição da Japan House que cria mundos para os cachorros

Quem escreveu

Renato Salles

Data

18 de February, 2019

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Apresentado por

Provavelmente, a sala da tua casa deve ter entre 2,40m e 3m do piso ao teto, tua mesa deve ter uns 75cm de altura, e o assento da cadeira que você está sentado deve estar a uns 50cm do chão. Isso se deve ao que os arquitetos chamam de escala humana. Todo espaço construído que conhecemos usa o corpo humano como medida padrão, e por isso as coisas (cadeiras, mesas, andares, carros, aviões, etc.) tem mais ou menos o mesmo tamanho. Como seria, então, uma arquitetura que não é feita para o homem? Como seria a arquitetura feita, por exemplo, para nossos maiores companheiros, os cachorros?

Architecture for Dogs, Arquitetura para Cães, Japan House, exposição
A nova casinha do Snoopy, do MVRDV – foto: Renato Salles

A Japan House abriu o seu calendário de exposições com a exposição ‘Architecture for Dogs – Arquitetura para Cães‘, do designer japonês Kenya Hara, diretor artístico da marca Muji. Motivado pelas indagações que fiz acima, ele se lançou ao trabalho de investigar como pensar o nosso mobiliário para que ele pudesse estreitar a relação do homem com seu pet. Avançando na pesquisa, ele convidou 15 renomados arquitetos para que desenvolvessem seus próprios projetos. O resultado é o que se pode ver na Japan House até 7 de abril.

Architecture for Dogs, Arquitetura para Cães, Japan House, exposição
Geral da exposição – foto: Renato Salles

A casinha do Snoopy revisitada, um carrinho de passeio, uma casinha de cachorro com direito a estante de livros e vasinhos de planta, uma estrutura geodésica digna de festival e até um tapete em formato de bife são algumas das criações. Cada obra é pensada para uma raça diferente, quase todas de pequeno ou médio porte, visto que o Japão não é o lugar mais espaçoso para raças grandes. Todas as peças tem ao lado um catálogo com o passo-a-passo para você construir uma cópia em casa, que podem ser também baixados no site. Entre os nomes estrelados da mostra estão os japoneses Sou Fujimoto, Kengo Kuma, Kazuyo Sejima e Toyo Ito, e entre os ocidentais estão o designer alemão Konstantin Grcic e o escritório holandês MVRDV. A exposição já passou pela China, Estados Unidos e Japão, e aqui no Brasil ganhou uma obra inédita, das mãos do escritório FGMF Arquitetura, que passa a fazer parte da coleção.

Architecture for Dogs, Arquitetura para Cães, Japan House, exposição
‘No dog, no life’, de Sou Fujimoto – foto: Renato Salles

No andar de cima, a exposição continua com as experimentações iniciais do Kenya Hara, e ainda um espaço onde os visitantes podem se arriscar em criar seus próprios projetos. O mais bacanas podem integrar o banco de dados digital da mostra. Infelizmente a Japan House não permite que os nossos dogs entrem no espaço, mas réplicas de 3 obras foram colocadas na pracinha da entrada, e essas sim são de livre acesso canino.

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‘Niku Rug’, de Ma Yansong – foto: Renato Salles

Architecture for Dogs – Arquitetura para Cães
Japan House São Paulo – Av. Paulista, 52
Terça a sábado, das 10h às 20h. Domingos e feriados, das 10h às 18h.
Até 7 de abril de 2019
Entrada Gratuita

*Foto do destaque: ‘Paramount’ de Konstantin Grcic – foto: Renato Salles

Quem escreveu

Renato Salles

Data

18 de February, 2019

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Apresentado por

Renato Salles

Para o Renato, em qualquer boa viagem você tem que escolher bem as companhias e os mapas. Excelente arrumador de malas, ele vira um halterofilista na volta de todas as suas viagens, pois acha sempre cabe mais algum souvenir. Gosta de guardar como lembrança de cada lugar vídeos, coisas para pendurar nas paredes e histórias de perrengues. Em situações de estresse, sua recomendação é sempre tomar uma cerveja antes de tomar uma decisão importante. Afinal, nada melhor que um bom bar para conhecer a cultura de um lugar.

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    Vivemos em um mundo de opções pasteurizadas, de dualidades. O preto e o branco, o bom e o mau. Não importa se é no avião, ou na Times Square, ou o bar que você vai todo sábado. Queremos ir além. Procuramos tudo o que está no meio. Todos os cinzas. O que você conhece e eu não, e vice-versa. Entre o seu mundo e o meu.