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4 coisas que você deve saber para fazer a trilha inca para Machu Picchu

Quem escreveu

Luciana Guilliod

Data

16 de July, 2018

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Os Incas construíram uma malha de quase 40.000 quilômetros de estradas para conectar os mais longínquos recantos do seu vasto Império até a capital Cusco. Descoberta por acaso em 1901, Machu Picchu foi uma cidade sagrada e hoje é um dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo. Dá pra chegar lá por ônibus ou trem – bleh – mas é mais divertido seguir as pegadas incas, se embrenhar nos Andes por quatro dias e, 43 km de trekking depois, conquistar Machu Picchu ao nascer do sol. O Fit Happens já foi e te conta quatro coisas que você deve saber para fazer a trilha inca para Macchu Picchu.

1. Planeje-se com antecedência

Você não é o único a querer visitar Machu Picchu pela via mais divertida e nem pode fazer isso por conta própria. A trilha inca clássica é restrita, pelo Governo do Peru, a 500 pessoas por dia, incluindo guias e carregadores. A licença para visitação é obtida ao comprar um tour nas agências de turismo certificadas e para alta temporada, entre junho e agosto, se esgotam com meses de antecedência. O inverno é mais frio, porém mais seco.

Embora o sítio arqueológico de Machu Picchu esteja aberto o ano inteiro, a trilha clássica é fechada para manutenção em fevereiro.

Se você não faz questão da trilha clássica, dá chegar à Machu Picchu por trekkings alternativos, como Salkantay ou Lares. Um tour para essas trilhas pode ser adquirido nas agências de Cusco, saem bem mais barato quando comprados no Peru, e também têm sua cota de ruínas incas no caminho.

Relaxar faz parte da Trilha (foto: Unsplash/Colby Thomas)
Relaxar faz parte da trilha inca (foto: Unsplash/Colby Thomas)

2. Não é fácil

Provavelmente será uma das coisas mais desafiadoras que você fará, mas também uma das mais inesquecíveis. É imprescindível ter um certo preparo físico, mas o que pega mesmo é a altitude. Nós, brasileiros, não estamos acostumados à alta montanha e mal sabemos como nosso corpo reage à falta de oxigênio na atmosfera.

A trilha tem aclives e declives que podem ser suaves, mas são poucos os trechos planos. Além disso, no segundo dia, você ascenderá 1200m subindo degraus em campo aberto em terreno pedregoso, até chegar no Dead Woman Pass. Eu realmente fiquei deitada na BR por uma meia hora depois de atingir esse ponto, que é o mais alto da trilha.

Mas ninguém vai tirar a mãe da forca, vai? Passe alguns dias em Cusco antes de iniciar a trilha, para se aclimatar à altitude. Caminhe devagar, apreciando a paisagem e agradecendo a oportunidade de estar ali. Além disso, leve umas umas folhas de coca no bolso para mascar caso se sinta mal.

3. Dá pra minimizar o peso

É possível contratar um carregador para levar sua mochila ou saco de dormir, que não devem ultrapassar o total de 15 kg. O pagamento é por dia e se você não se garante, recomendo a artimanha ao menos no segundo dia da trilha. É um pouco humilhante calçar uma bota de trekking super sofisticada e ser ultrapassada por carregadores peruanos magrelos, de chinelo (!), com um botijão de gás (!!) preso nas costas (!!!), mas profissional é profissional. Deixo aqui toda a minha admiração aos caras.

As barracas são de responsabilidade da agência contratada, que também alugam sacos de dormir por cerca de US$ 20 por dia. Foi o que fiz, uma vez que meu saco de dormir de loja de departamento não daria conta do inverno nos Andes e tampouco estava disposta a carregar aquele trambolho pelo resto da viagem ao Peru.

A trilha Inca clássica é o modo mais emocionante de chegar à Macchu Picchu
A trilha Inca clássica é o modo mais emocionante de chegar à Macchu Picchu (foto: Unsplash/Willian Justen de Vasconcelos)

4. Malandragem com a bagagem

As recomendações são as clássicas para qualquer trilha: vista-se em camadas, pois a altitude e o clima mudam com frequência, leve sapatos já amaciados e próprios para terrenos irregulares (dummie total, fui de tênis de corrida e ME FUDI em caps) e um kit com esparadrapo, algodão e similares para evitar bolhas nos pés. Use meias de tecido sintético para uma rápida secagem e pouco odor ou, se seus pés forem bem sensíveis, calce até duas meias para absorver o impacto durante o trekking.

Bastões de caminhada são superimportantes e vão te deixar bem menos cansado no fim do dia. Se não quiser investir ou carregar equipamento de verdade, dá pra comprar uns cajados de madeira por Cusco mesmo, que já ajudam bastante.

Não tenho lá muito orgulho disso, mas vamos lá: sempre que faço trekking desse tipo, em que tenho que carregar meus pertences nas costas por dias, só levo duas mudas de roupa. Uma “suja”, para usar durante a trilha e suar; e a “limpa”, para vestir depois do banho. Deixe a elegância para a viagem à Paris.

*Foto do destaque: Unsplash – Jair Garcia Ferro

Quem escreveu

Luciana Guilliod

Data

16 de July, 2018

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Luciana Guilliod

Carioca da Zona Norte, hoje mora na Zona Sul. Já foi da noite, da balada e da vida urbana. Hoje é do dia, da tranquilidade e da natureza. Prefere o slow travel, andar a pé, mala de mão e aluguel de apartamento. Se a comida do destino for boa, já vale a passagem.

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Comentários

  • Preciso conhecer. Urgente. Boas dicas.
    - Regina Vilma Guilliod

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