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Mirante do Madadá – a Amazônia representando o Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza

Quem escreveu

Renato Salles

Data

16 de June, 2021

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O Mirante do Madadá é o projeto apresentado pelo Atelier Marko Brajovic para representar o brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza em 2021.

Começou em 22 de maio a 17ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, que se estende até novembro. O tema da exposição nesse ano é ‘Como Viveremos Juntos?’. O assunto discute a vida em sociedade em um mundo pós-pandemia, mas também dentro de âmbitos urgentes como divisões político-econômicas, desigualdade social e desequilíbrio ambiental. Como superamos a extrema polarização no momento em que mais precisamos nos unir? 110 trabalho de 46 países tentam responder a essas questões.

Imagem da exposição "Amphibious - vivendo entre a água e a terra na Amazônia”
Imagem da exposição “Amphibious – vivendo entre a água e a terra na Amazônia

A participação brasileira na Bienal é representado pelo Atelier Marko Brajovic, que apresenta nove projetos de arquitetura, educação e comunicação na exposição “Amphibious – vivendo entre a água e a terra na Amazônia”. A mostra traz projetos de escolas comunitárias, exposição itinerante, hotel ecológico na floresta, biblioteca flutuante, centro de cerimônias, biofábricas, museu de ciência e programas de educação avançada. Em um momento tão crítico, quando o mundo todo volta os olhos para a maior floresta tropical do mundo, nada mais natural que viessem desse bioma tão importante para o planeta algumas das respostas que buscamos.

A equipe liderada por Brajovic apresenta, principalmente, o projeto hoteleiro do Mirante do Madadá, inserido no meio da mata às margens do Rio Negro, em frente ao Parque Nacional de Anavilhanas. O complexo pretende ser um polo gerador de turismo de base comunitária com foco no desenvolvimento sustentável e sócio-econômico da região. Através da arquitetura biomimética e da comunhão com as comunidades locais, o Mirante do Madadá oferece uma real imersão na floresta e na sua biodiversidade.

O Mirante do Madadá fica completamente integrado à floresta amazônica
O Mirante do Madadá fica completamente integrado à floresta amazônica

O complexo turístico é composto por estruturas independentes baseadas em elementos naturais e culturais da região, interligados por passarelas elevadas, ocupando o espaço de forma orgânica, respeitando a topografia do terreno e a vegetação existente. Os módulos que abrigam os quartos mimetizam as sementes encontradas no Rio Negro. ‘Na natureza, encontramos várias espécies de sementes e fascinam as que contêm outras e outras, numa abundância e camadas de penetração na essência da vida, a qual cria condições para a vida’, resume Brajovic.

Mirante do Madadá - As acomodações ficam em módulos que mimetizam as sementes do Rio Negro
As acomodações ficam em módulos que mimetizam as sementes do Rio Negro

Além dessas ‘cápsulas’, o complexo ainda conta com a Casa Coletiva, aberta para o rio e para a floresta, onde ficam as funções sociais, como recepção, concierge, bar, restaurante, serviços, lounge, espaços expositivos e a piscina de borda infinita. Uma passarela também conecta as acomodações até o ponto mais longe na mata: a Casa de Cura, espaço inspirado na formato da flor vitória-régia, por sua característica de mudar de coloração e sua importância mitológica nas culturas ancestrais. O local é dedicado a práticas de yoga, encontros com representantes indígenas da região ou simplesmente um espaço para receber uma massagem e banho ayurvédico.

Mirante do Madadá - A Casa Coletiva recebe todas as atividades sociais do complexo
A Casa Coletiva recebe todas as atividades sociais do complexo

O Mirante do Madadá é um projeto irmão do Mirante do Gavião, do qual já falamos na expedição da Katerre pela Amazônia. O Mirante do Gavião também está na Bienal de Arquitetura de Veneza, na exposição “Time Space Existence”, que inclui a mensagem do pré-lançamento da Bienal AMA+ZÔNIA 2022, a primeira edição de um fórum internacional que reunirá artistas e profissionais do mundo todo num intercâmbio técnico e científico, em prol do desenvolvimento econômico e sustentável da região.

A Casa de Cura tem volumetria inspirada na vitória-régia
A Casa de Cura tem volumetria inspirada na vitória-régia

A mostra “Amphibious – vivendo entre a água e a terra na Amazônia” está apresentada no pavilhão central (Giardini) e fiz em cartaz até 21 de novembro de 2021.

Quem escreveu

Renato Salles

Data

16 de June, 2021

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Renato Salles

Para o Renato, em qualquer boa viagem você tem que escolher bem as companhias e os mapas. Excelente arrumador de malas, ele vira um halterofilista na volta de todas as suas viagens, pois acha sempre cabe mais algum souvenir. Gosta de guardar como lembrança de cada lugar vídeos, coisas para pendurar nas paredes e histórias de perrengues. Em situações de estresse, sua recomendação é sempre tomar uma cerveja antes de tomar uma decisão importante. Afinal, nada melhor que um bom bar para conhecer a cultura de um lugar.

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    Vivemos em um mundo de opções pasteurizadas, de dualidades. O preto e o branco, o bom e o mau. Não importa se é no avião, ou na Times Square, ou o bar que você vai todo sábado. Queremos ir além. Procuramos tudo o que está no meio. Todos os cinzas. O que você conhece e eu não, e vice-versa. Entre o seu mundo e o meu.