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Singapura sem o dólar

Quem escreveu

Angela Mansim

Data

17 de September, 2018

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Singapura é um dos hubs mais comuns para desembarque na Ásia, assim como a Tailândia e a Malásia. Apesar de não estar na maioria dos roteiros turísticos para a Ásia, é destino final bem usual dos tão almejados vôos promocionais. É assim que muitos mochileiros desavisados, como eu, compram um voo em promoção para chegar na Ásia e dão de cara com Singapura sem “o dólar”. Sim, neste pequeno país na Ásia, assim como no Butão, a moeda é o dólar: o Dólar de Singapura.

Acredite, gastei em três longos dias em Singapura o que poderia gastar em um mês na Indonésia. Já diria o poeta, “tá com dólar, tá com deus”. Mas claro, não há como se arrepender. Singapura é um país super tecnológico e modernoso, que merece ser visitado.

Este post vai ajudar os desavisados a preparem o dólar e também se planejarem para gastar o menos possível, sem comprometer a viagem pelo país.

Singapura, aquela cidade futurista dos filmes

Muitos brasileiros adoram os Estados Unidos e os elogios são sempre os mesmos: “nos EUA tudo funciona bem”, “é perfeito nos EUA”, “os Estados Unidos tem os melhores serviços”. Mas, os Estados Unidos que me perdoem, porque sério, você precisa conhecer Singapura.

Singapura é uma cidade-Estado global, limpa, planejada e com muitos serviços digitais e super tecnológicos. Nas ruas, você percebe que existem muitos estrangeiros morando no país (asiáticos, americanos e europeus) e vê também muitos businessmen segurando seu copo de café pela rua.

Além de tudo isto, como designer, fiquei surpresa com a qualidade dos materiais gráficos impressos, galerias de arte e a quantidade de artes digitais que você vê pela cidade. Tudo com alta qualidade e bom gosto estético. Inclusive, vale a pena pegar alguns dos impressos para levar para casa de souvenir.

Mas, vamos ao que interessa, como gastar menos em Singapura e aproveitar a cidade?

Singapura futurista. Foto por Angela Mansim.

Onde tirar a tão sonhada pestana

As acomodações são com certeza o maior investimento da viagem, mas podem ser um tanto caras em Singapura, se você veio pensando em gastar menos na Ásia. Um lugar bem básico custa em média $100 a diária.

Minha recomendação é se render à curiosidade das cápsulas! Isto mesmo, aquelas cápsulas super tecnológicas que aparecem nos documentários asiáticos. Existem muitas opções em bairros diversos, e os valores são bem mais aceitáveis, custando em média $60 a noite.

Cheguei em Singapura com um jetlag forte, devido ao voo promocional com três dias de viagem, então posso dizer que as cápsulas foram extremamente confortáveis, silenciosas e salvaram boa parte do orçamento. Super recomendado para os mochileiros. Fiquei nesta aqui.

Cápsulas em Singapura. Foto por Angela Mansim.

Onde comer sem esbanjar

Singapura tem inúmeras opções de restaurantes e, por ser uma cidade global, você consegue encontrar desde comida italiana até o melhor da comida asiática pelas ruas, inúmeras opções com preços variados.

Se você quer economizar dinheiro na alimentação, não se deixe vencer pela beleza dos restaurantes incríveis de Singapura. Minha recomendação é recorrer às feiras de ruas, que podem ser facilmente encontradas pela cidade, tudo bem organizadinho, com música ao vivo, atrações e tudo mais.

Outra opção é ir direto para o bairro Chinatown ou Clark Quay, onde é possível encontrar não só comida chinesa, mas restaurantes malaios, árabes e indianos com os preços bem mais amigáveis.

Mas claro, se dê ao luxo de pelo menos um dia fazer uma refeição ao estilo de Singapura, a cidade tem uma cena gastronômica impressionante. Dá até vontade de voltar com um bom orçamento só para comer.

Chinatown e Clark Quay em Singapura. Foto por Angela Mansim.
Feira de rua em Singapura. Foto por Angela Mansim.

Como se locomover pela cidade

Você certamente vai ficar impressionado com os meios de se locomover em Singapura. Mas eu nem estou falando de trem-bala. Estou falando de coisas bem mais simples, como por exemplo as largas ciclovias para rodar a cidade de bicicleta.

Para você que busca gastar menos com transporte, Singapura dá excelentes alternativas para se locomover. Além de existirem aplicativos de transporte como Grab e Uber, a cidade tem um ótimo metrô – o MRT – que cruza toda a cidade, inclusive com linhas até o aeroporto. O metrô apresenta muitas facilidades, como parar nos pontos mais estratégicos em um valor super acessível, cobrado sempre com base no trecho de trajeto. As compras podem ser feitas diretamente nas estações em máquinas de tickets, super fácil.

Outra maneira que recomendo é “remexer os cambitos”, ou seja, andar! Singapura é muito pequena e organizada, por isso é possível andar por todos os pontos principais muito facilmente e com segurança! As ruas são largas e as pessoas respeitam os semáforos e as faixas de pedestre.

Fora isso, como comentei, a cidade tem uma bela ciclovia e aplicativos para aluguel de bicicleta, como o Mobike e o The Bicycle Hut que facilitam a experiência. Aproveite o fim de tarde para pedalar e observar o pôr-do-sol pela cidade.

Pelas ruas largas de Singapura. Foto por Angela Mansim.

Segure firme o dólar

Existem inúmeras atrações na cidade, como concertos, shows, teatros e museus. Os valores variam muito, mas lembre-se, é sempre o famigerado dólar. Aqui vai uma lista de locais de música ao vivo em Singapura. Para quem é mochileiro, vale a pena planejar com antecedência onde passar e ir fazendo as contas para não se perder.

É possível sim, para nós mochileiros, fazer uma visita ao Gardens by the Bay sem pagar nada (a maior parte do jardim é aberta ao público), ir até o Singapore Flyer tirar umas fotos sem pagar $30 para andar na roda gigante, e assistir um show de música ao vivo gratuito aos domingos no Esplanade.

E, se você quer aproveitar ao máximo sem gastar muito, vale a pena conferir a programação gratuita e também privada no estádio de Singapura, o Singapore Sports Hub. Lá você vai poder treinar a corrida na pista de atletismo, andar de skate na pista de street, escalar no Climb Central, surfar ou apenas relaxar no Splash-N-Surf, e se envolver com os times de basquete, remo e tênis da cidade. Para quem gosta de esportes, vale uma visita todos os dias.

Singapore Sports Hub. Foto por Angela Mansim.

Espero ter ajudado no planejamento da viagem. O mais importante para quem está sem grana é saber a hora de deixar a cidade. Sim, isso mesmo que você leu. A cidade é tão linda que não queremos ir embora.

Minha recomendação é aproveitar o país em quatro intensos dias e seguir o roteiro de viagem pela Ásia. Por isso, se você não tem muito dinheiro disponível, já garanta a passagem de saída também.

A vista clássica do Marina Bay Sands. Foto por Angela Mansim.

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Quem escreveu

Angela Mansim

Data

17 de September, 2018

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Angela Mansim

Designer, especialista em perrengues, comida de rua e gestão de marcas. Come, dorme e se teletransporta por aí no jeitinho simples da vida local. Radicada em Bali, a baia de todos os mortais.

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Comentários

  • Belas dicas filha , o lugar é lindo
    - Rosângela

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