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Marcada minha viagem para a Tailândia, uma das coisas que sabia era que queria ir para alguma ilha no sul. Já fui para Koh Samui em uma viagem anterior, e dessa vez queria explorar as ilhas do lado contrário, do Mar de Andamão. Para quem não sabe, o Mar de Andamão é uma parte do Oceano Índico que banha parte da Tailândia, Myanmar e Sumatra. É ali que se encontram boa parte das rochas de calcário que a gente logo pensa quando falamos em praia na Tailândia. Depois de alguma pesquisa, o destino foi escolhido: vou para as ilhas da província de Trang.
A escolha se deu por alguns motivos. O primeiro deles é que não estava com nenhuma paciência de pegar um lugar cheio de turistas. Como era fim de ano, perto do ano novo, é claro que a Tailândia foi invadida por eles e, quando falamos em praia, 70% vai para Krabi, o que me fez riscar o destino primeiro. Trang, por outro lado, já não é tão conhecido (ainda!) e por isso mesmo é muito mais tranquilo e barato. O segundo foi depois de ler os destinos para visitar em 2017 na Ásia pela Lonely Planet, e essa região foi o único destino na Tailândia listados ali. Entre os motivos, tudo o que eu queria: paisagens lindas e águas clarinhas.
Escolhida a região, faltava escolher onde ficar.
Além de Trang ser o nome da província, ele também é o nome da capital da mesma. É uma cidade pequena, de cerca de 60 mil habitantes formados por, além de tailandeses, imigrantes chineses que foram para lá nos séculos 18 e 19. Desta forma a cultura chinesa é bem presente por ali, principalmente na culinária. Aliás, esta tem influência de dois outros grupos: dos tailandeses muçulmanos e da culinária da Malásia, o que faz a cena gastronômica na região ser bem famosa em todo o país. Além disso, curiosamente, a cidade é conhecida também pelo café, conhecido aqui como kopi.
Dito isso tudo, não vale muito a pena perder mais do que um dia na cidade. Você provavelmente chegará por ela, por avião ou trem. Mas se resolver ficar por ali, não reserve muito tempo para isso. Dá para ver os pontos mais importantes dali em um dia.
São 46 ilhas no total, pequenas e grandes. Nem todas são habitáveis, algumas são somente pontos para fazer snorkel ou mergulho. Existem barcos todos os dias de Trang para as ilhas, normalmente de manhã, com viagens variando de 2 a 3 horas. Praticamente todos os hotéis oferecem pacotes para esse transporte. Se o seu não oferecer, ao lado da estação de trem existem alguns escritórios de turismo.
As ilhas da região são para relaxar, ir para a praia e tomar sol. Não existe badalação, então se é isso que procura, aqui não é o lugar. Ah, uma coisa importante: a maioria das ilhas não tem caixa para tirar dinheiro. Por isso, leve em espécie mesmo.
As ilhas são:
Uma das ilhas mais visitadas, talvez porque seja uma das mais acessíveis do continente. Nela se encontra a famosa Emerald Cave, que se você fizer algum passeio de barco por ali, com certeza vai dar um pulo lá. Nem todas as praias da Koh Mook são “usáveis”, porque têm muitas pedras e árvores. Das que dá para aproveitar, as mais famosas são a Farang Beach (Farang, aliás, é um termo para denominar todo mundo com ascendência europeia em tailandês) e a Hua Laem Prao Beach.
Koh Kradan tem as praias mais lindas da região. Faz parte do Parque Nacional Marinho de Hat Jao Mai e parcialmente protegida pela organização. As águas aqui são super claras e perfeitas para fazer snorkel. Se você quiser, pode também fazer um tour de caiaque em torno da ilha.
Também conhecida como Koh Hai, é responsabilidade administrativa de Krabi (é protegida pelo Mu Ko Lanta National Park), mas pela geografia, vale ser listada aqui. Não existem moradores permanentes na ilha, ela é composta basicamente pelos resorts. Existem vários centros de mergulho ali para quem gosta de mergulhar – tem uma barreira de corais próximo a praia.
Koh Sukorn é a ilha menos conhecida de todas e sua principal atividade não é o turismo. Nela, os cerca de 400 muçulmanos que ali moram trabalham cultivando coco e seringueiras, para a extração de borracha. Apesar disso, a ilha oferece alguns resorts para quem quer se aventurar por ali.
Pertinho do continente, é uma das maiores ilhas, mas por ser mais suja, não recebe tanto turista. Também só é possível nadar com a maré alta.
Para saber sobre outras ilhas, a gente falou mais aqui.
*Viajamos para a Tailândia no projeto #fly2fest, Volta ao Mundo em Festivais de Música, patrocinado pela KLM Brasil, que faz parte do SkyTeam e oferece voos para 1.052 destinos em 177 países.
* Foto de capa: Daniella Valentin
A Dani gasta todo o seu dinheiro com viagens. Um de seus maiores orgulhos é dizer que já pisou em cinco continentes. É do tipo sem frescura, que prefere localização a luxo e não se importa de compartilhar o banheiro de vez em quando. Adora aprender palavras no idioma do país que vai visitar e não tem vergonha de bancar a turista.
Ver todos os postsVivemos em um mundo de opções pasteurizadas, de dualidades. O preto e o branco, o bom e o mau. Não importa se é no avião, ou na Times Square, ou o bar que você vai todo sábado. Queremos ir além. Procuramos tudo o que está no meio. Todos os cinzas. O que você conhece e eu não, e vice-versa. Entre o seu mundo e o meu.