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Salinas Grandes, um deserto de sal no meio dos Andes

Quem escreveu

Ola Persson

Data

19 de June, 2017

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Salinas Grandes é um grande platô de sal no meio dos Andes, a parte noroeste da Argentina. A terra nas montanhas em volta é rica em sais e minerais, que são dissolvidos quando chove. E quando eles acumulam em Salinas Grandes, a água evapora sob os raios do sol, deixando camadas brancas de sal. A chave para que isso aconteça é que a evaporação é maior do que a precipitação, senão a área toda viraria simplesmente um lago.

A chegada a Salinas Grandes é por uma estrada sinuosa e cênica, que no seu ponto mais alto passa por um passo 4.170 metros acima do nível do mar. Depois, a estrada desce um pouco e chega à planície que parece ser coberta de neve só na sua parte mais baixa. A vista dá um nó na cabeça, pois é uma paisagem invertida do que seria o esperado, com montanhas brancas nas alturas ao invés de nos vales.

A estrada cruza os planos de sal bem no meio. Tem um lugar como se fosse uma pequena ilha, onde dá pra estacionar. Lá existem algumas casinhas, barracas com souvenirs, um café, e a base de trabalho da extração de sal.

Tive sorte com o tempo. Apesar do dia ter começado nublado com até uma chuva no final do caminho, o tempo abriu bem na hora que chegamos.

Chegando nos planos brancos das Salinas Grandes. Foto: Ola Persson
Estrada, Salinas Grandes, Argentina
O ponto onde paramos para tirar fotos. Foto: Ola Persson
Alpaca (ou lhama?) de sal. Foto: Ola Persson
Souvenirs. Foto: Ola Persson
Bora jogar bola? Foto: Ola Persson

Onde ficar

A cidade mais próxima das Salinas Grandes chama Purmamarca, um vilarejo cerca de 65 quilômetros distante conhecido pelo Cerro de Los Siete Colores. Fiquei hospedado no hotel El Manantial del Silencio. Um hotel rústico e charmoso que lembra uma fazenda colonial, os quartos são simples mas com camas confortáveis. O restaurante do hotel também não deixou a desejar, depois de bem alimentado não tem como não dormir bem debaixo de um cobertor bem quentinho com um silencio quase total e cama boa.

Cerro de los Siete Colores. Foto: Ola Persson

A estrada que sai da Purmamarca para Salinas Grandes é bem sinuosa e sobe até 4.170 metros de altitude no seu ponto mais alto. Lá tem uma pedra marcando a altura, vale parar para tirar uma foto com essa marcação. No dia que passamos estava nevando um pouco e deu para fazer uma breve guerra de neve. Por ser tão alto, tem gente que sente os efeitos do ar mais rarefeito, normalmente uma falta de fôlego e dor de cabeça.

Vista do começo da estrada que leva a Salinas Grandes. No vale quebrado de Humahuaca. Foto: Ola Person
A estrada, sinuosa mas bonita. Foto: Ola Persson
Marcação de altura, 4170 metros acima do nível do mar
Posando no ponto mais alto da estrada. Foto: Bruno Batista

O que ver além das Salinas Grandes

O melhor jeito de visitar Salinas Grandes é alugar um carro em Salta, que é a principal cidade da região e tem voos para Buenos Aires. A viagem que eu fiz começou pela belíssima Quebrada de las Conchas, um vale entre Salta e Cafayate com paisagens deslumbrantes. Cresce pouca coisa por lá além de cactos, e as cores diversas da terra exposta pela erosão cria um visual espetacular. Passando por essa estrada, algumas paradas para ver formações rochosas são obrigatórias. Minha favorita foi a Garganta del Diablo.

Tivemos uma noite em Cafayate com uma visita obrigatória à vinícola El Esteco, a mais conhecida da região. De lá fomos para Purmamarca, passando novamente pela Quebrada de las Conchas, Salta e continuando para o norte, o que deu por volta de 6 horas de estrada.

A partir da Purmamarca visitamos Salinas Grandes e depois seguimos pela Quebrada de Humahuaca, até Pucará de Tilcara, uma cidade da época antes da civilização Inca e agora um sítio arqueológico com várias casas reconstruídas e aberto para visitação.

Quem escreveu

Ola Persson

Data

19 de June, 2017

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Ola Persson

Viaja sempre com uma mochila com camera, laptop e kindle e uma mala pequena de roupas. Nela leva mais uma mala vazia que vai enchendo ao longo da viagem. Não é fã de pontos turísticos, não gosta de muvuca e foge de filas, mesmo que seja para ver algo considerado imperdível. Por isso nunca subiu na Torre Eiffel, mesmo tendo ido várias vezes à Paris. Acredita que uma boa viagem é sentir a cidade como morador. Tanto que foi pra São Paulo em 2008 e ainda está por lá.

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