De repente, China

A China nos olhos de uma carioca.

Festivais de música

Os melhores festivais de música do Brasil e do mundo num só lugar.

Fit Happens

Aventura, esporte, alimentação e saúde para quem quer explorar o mundo.

Quinoa or Tofu

Restaurantes, compras, receitas, lugares, curiosidades e cursos. Tudo vegano ou vegetariano.

Roteiros 12 horas por Treviso

Explorando cidades do nascer do sol ao fim da noite.

SP24hrs

Porque para amar São Paulo não é preciso firulas.

Overtourism: Em busca do equilíbrio

Quem escreveu

Dani Valentin

Data

17 de November, 2017

Share

Nós já falamos por aqui um pouco de como o turismo em excesso prejudica a população e o meio ambiente em um país: falamos como a Islândia em 2014 estava recebendo mais turistas no mês de junho do que sua própria população; falamos também do documentário Gringo Trails, sobre o impacto do turismo em massa em várias regiões do planeta, além de vários outros textos sobre o assunto. Esse turismo desenfreado tem um nome: Overtourism, e ocorre quando o lugar recebe mais turistas do que sua estrutura permite.

As causas são claras: nunca foi tão barato e tão fácil viajar. O número de viajantes em 2016 foi de 1.2 bilhão – em 2000, esse número era de 674 milhões. Essa indústria movimentou ainda em 2015 10 trilhões de dólares na economia mundial. E, é claro, esse número deve ainda crescer: estima-se que nos próximos anos, somente a Índia e a China terão 300 milhões de viajantes.

Foto por Yolanda Sun / Unsplash
Foto por Yolanda Sun / Unsplash

Lógico que ninguém é louco de não querer todo o dinheiro que o turismo traz, mas é preciso achar um meio termo para que, principalmente a população, não saia perdendo. A Holanda começou a aplicar desde 2016 uma série de medidas para tentar alcançar esse equilíbrio. Em janeiro desse ano entrou em vigor um acordo firmado pelo país com o Airbnb que obriga que os imóveis alugados em Amsterdã estejam disponíveis por apenas 60 dias no ano – coisa parecida foi feita em Berlim a partir de maio do ano passado, a cidade determinou que se mais de 50% de um apartamento é alugado via esse tipo de serviço, ele deveria ser cadastrado na prefeitura. A multa, nesse caso, poder chegar a 100 mil euros.

Além disso, Amsterdã diminuiu o valor investido em marketing da cidade em 20% e pretende diminuir a abertura de novos negócios ligados a turismo no centro da cidade, como lojas de queijo, bicicletas e, pasmem, comidas com Nutella. Não só isso, Veneza e Barcelona estão criando leis para dificultar o acesso de cruzeiros. E, no Brasil mesmo, Jericoacoara por exemplo começou a cobrar uma taxa diária de permanência na cidade, a chamada Taxa de Turismo Sustentável.

O Skift, maior plataforma de inteligência em viagens, publicou recentemente um artigo propondo 5 soluções para o overtourism em destinos populares. Resumindo:

  1. Limitar as opções de transporte
  2. Tornar viajar mais caro
  3. Melhorar o marketing e a educação
  4. Melhorar a colaboração das partes interessadas
  5. Proteger áreas superlotadas

Já começamos a ver os primeiros sinais dessas medidas aparecendo. Não duvidamos que muitas mais virão por aí.

Foto de capa: Mike Wilson / Unsplash

 

 

Quem escreveu

Dani Valentin

Data

17 de November, 2017

Share

Dani Valentin

A Dani gasta todo o seu dinheiro com viagens. Um de seus maiores orgulhos é dizer que já pisou em cinco continentes. É do tipo sem frescura, que prefere localização a luxo e não se importa de compartilhar o banheiro de vez em quando. Adora aprender palavras no idioma do país que vai visitar e não tem vergonha de bancar a turista.

Ver todos os posts

    Adicionar comentário

    Assine nossa newsletter

    Vivemos em um mundo de opções pasteurizadas, de dualidades. O preto e o branco, o bom e o mau. Não importa se é no avião, ou na Times Square, ou o bar que você vai todo sábado. Queremos ir além. Procuramos tudo o que está no meio. Todos os cinzas. O que você conhece e eu não, e vice-versa. Entre o seu mundo e o meu.