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África do Sul, um país de sentidos: a Rota Panorâmica

Quem escreveu

Jo Machado

Data

02 de December, 2016

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A África do Sul é um encontro com os nossos instintos mais profundos, com a essência dos nossos sentidos. É assim que carinhosamente defino a “Nação do Arco-Íris”, a julgar apenas pelo pedacinho mínimo que eu pude conhecer. A cada curva daquelas estradas, um arrepio. A cada paisagem de tirar o fôlego, um nó na garganta. A cada animal extraordinário visto há poucos metros de distância, uma sensação de amplitude. A cada sorriso de uma pessoa daquela terra, uma paixão.

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Vista parcial do Blyde River Canyon. Foto: Jo Machado

Foram dias envoltos em uma atmosfera quase inenarrável, transbordando curiosidade e mergulhado em cultura, natureza e, principalmente em um sentimento de reencontro e euforia constantes. Euforia essa que me percorre a mente há quase um ano.

Depois de alguns dias entre as ondas de Durban e os animais do Kruger National Park, a caminho do destino final – a cidade mais populosa do país, Joanesburgo – tive um encontro sensacional com uma das regiões mais belas daquele país.

A partir de Graskop, uma cidadezinha situada dentro da Província de Mpumalanga, pertinho do Kruger Park e há 400km de Joanesburgo, segue a Rota Panorâmica, ou Panorama Route. Com suas lindíssimas vistas, montanhas, cânions e cachoeiras, é um aglomerado de spots naturais que segue ao longo de aproximadamente 100km de uma estrada tranquila e bem sinalizada. Ali estão certamente algumas das paisagens mais incríveis desse planeta, e curiosamente pouco conhecido por nós, brasileiros. Por enquanto!

God’s Window

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Vista da “Janela de Deus”. Foto: Jo Machado

Comparando a rota à um jantar, God’s Window é o aperitivo, ou a entrada, da Rota Panorâmica. Se você já leu o livro “1000 Lugares para Conhecer Antes de Morrer” de Patricia Schultz, vai reconhecer esse visual. Com mais de 700 metros de altura, o lugar tem vista privilegiada do Lowveld da África do Sul, uma grande área subtropical de cachoeiras, florestas, formações rochosas e abismos. Em dias de sol, e com ajuda de um binóculo, você consegue enxergar tão longe que é possível ver as Montanhas Lebombo, que fazem a divisa entre a África do Sul e Moçambique.

Além de belas vistas, você pode se deparar com várias espécies de animais, já que o lugar é uma reserva natural. Se for com bastante tempo, existem algumas trilhas para fazer a pé dentro do parque.

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Os animais das trilhas de God’s Window. Foto: Jo Machado

O acesso a God’s Window é super fácil e é cobrada uma taxa para entrada, que inclui estacionamento, no valor de R$2,50 (10 rands) para carros, R$7,25 (30 rands) para pequenas vans e R$12 (50 rands) para ônibus. E se você der sorte, vai pegar um dia lindo e se deparar com uma turma de jovens sul-africanos celebrando e dançando a alegria daquele país, com festinha em pleno estacionamento do parque. Meninas, me perdoem, mas precisei postar esse vídeo!

Bourke’s Luck Potholes

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Bourke’s Luck Potholes. Foto: Jo Machado

Seguindo viagem pela Rota Panorâmica, a próxima parada nos leva a um lugar pré-histórico, onde a natureza mostra toda sua força. Os Bourke’s Luck Potholes são um conjunto de formações rochosas naturais, com buracos circulares perfeitos que foram esculpidos nas pedras com o passar do tempo. O enorme fluxo da água dos rios, unido a pedras soltas, transformam os buracos em uma espécie de máquina de lavar roupas. Tudo isso é visto por meio de passarelas que cruzam os potholes e os cânions formados por eles.

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Passarelas que cruzam todo o parque onde fica o Bourke’s Luck Potholes. Foto: Jo Machado
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Cânion do Blyde River. Foto: Jo Machado

Nesse mesmo lugar acontece o encontro entre o Rio da Alegria, o Blyde River, e o Rio da Tristeza, o Treur River. Segundo a lenda, esses rios receberam esses nomes devido ao fato de que muito tempo atrás, por volta do ano de 1884, uma expedição de exploradores holandeses deixou suas mulheres para seguir rumo ao mar, seguindo o Treur River. Depois de muito tempo, depois que já haviam sido dados como mortos, os exploradores voltaram seguindo o Blyde River, que recebeu esse nome por conta da alegria do reencontro. Legal, não?

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Treur River antes de encontrar o Blyde River. Foto: Jo Machado

Junto à entrada da atração existe um centro de visitantes, onde é possível encontrar mais informações sobre o lugar e sobre as atrações ao seu redor. E pode ficar tranquilo, o lugar não exige muito esforço dos visitantes. Dispõe de estacionamento e todo acesso é feito por caminhos bem sinalizados. Por se tratar de um espaço com mais infraestrutura, a entrada é um pouquinho mais cara, sendo R$2,50 (10 rands) para carros, R$7,25 (30 rands) para pequenas vans e R$17 (70 rands) para ônibus. Mais R$7,25 (30 rands) por adulto e R$5 (20 rands) para cada criança.

Blyde River Canyon / The Three Rondavels

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É indiscritível a sensação de estar nesse lugar. Foto: Diogo Caldeira

De todos os lugares que visitei no mundo, é o segundo lugar onde realmente me senti pequeno perante a exuberância da natureza e as coisas administradas por ela. Visitar Cânion do Rio Blyde é voar sem tirar os pés do chão. Aliás, o chão é onde vai ficar seu queixo quando você se depara com a vista que o lugar proporciona.

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Vista do mirante do Blyde’s River Canyon – Foto: Jo Machado

Do mirante sobre as pedras, é possível avistar o serpentear do Blyde River por entre os 25km de extensão verde do cânion, que é o único com essa tonalidade no mundo e o terceiro maior em profundidade. A vista ainda proporciona ao visitante admirar as The Three Rondavels, um conjunto de 3 montanhas alinhadas que parecem ter sido esculpidas uma igual a outra. Seu nome, Rondavel, vem de um tradicional tipo de cabana africana que possui o telhado no mesmo formato das montanhas.

O acesso é super fácil vindo pela Rota Panorâmica, com uma pequena caminhada entre o estacionamento e a beirada do abismo, mas tudo muito seguro e bem sinalizado. A entrada, que também inclui acesso ao mirante das que dá vista para as The Three Rondavels, custa em média R$2,50 (10 rands) para carros, R$7,25 (30 rands) para pequenas vans e R$12 (50 rands) para ônibus.

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The Three Rondavels. Foto: Jo Machado

Completando essa beleza, algumas cachoeiras da região são icônicas e devem entrar nos planos. As cachoeiras Mac, Lisboa e Berlim são as mais bonitas e conhecidas. Na cascata Lisboa, a água cai a partir de três pontos diferentes, produzindo um belo espetáculo de aproximadamente 90m de atura que despenca desfiladeiro abaixo.

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Cachoeira Lisboa. Foto: Jo Machado

A Rota Panorâmica é um lugar muito especial e que impacta profundamente quem o visita. É um encontro deveras inesquecível com a natureza em sua forma mais bruta.

Enfim, logo mais vai rolar mais posts sobre aqueles dias maravilhosos que vivi naquele país tão especial. Espero que esse e os futuros posts te convençam a colocar a Nação do Arco-Íris em seus planos de viagem.

Aproveito para agradecer imensamente a South African Tourism e South African Airways pelo convite.

Quem escreveu

Jo Machado

Data

02 de December, 2016

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Jo Machado

O Jo é do tipo que separa pelo menos 30% do tempo das viagens para fazer o turista japonês, com câmera no pescoço e monumentos lotados. Fascinado pelas diferenças culturais, fotografa tudo que vê pela frente, e leva quem estiver junto nas suas experiências. Suas maiores memórias dos lugares são através da culinária, em especial a comidinha despretensiosa de rua. Seu lema de viagem? Leve bons sapatos, para agüentar longas caminhadas e faça uma boa mixtape para ouvir enquanto desbrava novos lugares. Nada é melhor do que associar lindas memórias à boas canções.

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Comentários

  • Legal Jo, agora que vi esse post. Eu acabei conhecendo a Rota Panorâmica quase sem querer (tava em Nelspruit, já tinha feito uns safaris no Kruger, e o dono da pousada indicou) e achei fodíssimo. Até hj me arrependo de não ter pulado naquele bungee jump lá!
    - Pedro Ivo Dantas
  • Oi! Tudo bem Ir de Joane para o Kruger de carro, o caminho é sempre a rota panoramica ou existe outro caminho mais curto (pergunta). Se a distancia for praticamente a mesma, estou nesse barco aí em fazer em apenas um dia. Obrigada! Estou indo em setembro. Super animada! (não sei kd a interrogação nesse pc rs)
    - Renata
    • Renata, tudo bem? Olha, dá pra ir mais rápido pro Kruger se fores direto a Nelspruit. Mas como a região da Rota Panorâmica/Graskop fica do ladinho, vale o desvio. Jogando no GMaps, percebo que são umas 5h até a Rota e mais 2h até o Kruger. Direto pro Kruger daria pouco mais de 6h. Eu voto por você fazer a Rota! Hehehehe Prometo que vale a pena!
      - Jo Machado
  • Olá, tudo bem? É possível partir de Johannesburgo umas 7h da manhã e fazer a rota panoramica sem precisar se hospedar em Graskop? Minha intenção é fazer isso e depois seguir direto pro alojamento no Kruger.
    - Andre Portugal
  • Olá, Gostaria de fazer este rota panorâmica com alguma empresa de turismo, já que não vou alugar carro. Saindo de Joanesburgo e terminando no aeroporto de Hoedspruit.(Kruger) Teria alguma indicação de empresa? Obrigada
    - Raquel
    • Olá Raquel! Infelizmente não tenho uma específica para te indicar. Eu fiz apenas com um motorista, de van que foi contratado ainda no Kruger pelo pessoal do Turismo da Africa do Sul e que nos levaria até Joanesburgo depois. Eu te aconselho dar uma olhadinha no site www.descubraafricadosul.com que lá talvez tenha uma indicação segura de empresas que fazem isso. Boa sorte e boa viagem! Mande minhas saudações a Terra do Arco-íris. ?
      - Jo Machado
  • Olá Jo, tudo bem? A Taag mudou meu vôo e vi nisso uma oportunidade de incluir a panorame route antes de chegar ao Kruguer, eu me hospedaria na cidade mais próxima por 1 noite. Minha dúvida é se preciso de guia para fazer o passeio ou se é tudo de carro e a pé rs....obrigada!
    - Aline de Siqueira Mello Freire
    • Oi Aline, tudo bem? Olha, eu fiz tudo de carro. Obviamente que um guia ajuda, mas dá super para fazer de carro. A maioria dos spots são dentro de parques ou tem infra e bom acesso de carro. Além de estarem relativamente perto um do outro. Falando na hospedagem, se você quiser uma dica para ficar entre a Rota e o Kruger, escolha Graskop. Uma cidadezinha antiga de mineração, fofíssima e cheia de história. Bem perto das atracões da Rota. Lá tem Graskop Hotel, um hotel muito doido, com um quarto diferente do outro, assinado por artistas plásticos sul-africanos. É animal! Vale a parada, nem que seja para um drinque/jantar. Espero ter ajudado, Aline! Qualquer dúvida, gritaí! Beijos.
      - Jo Machado
  • Jô, adorei seu post! You rock! Bjs Fer
    - Fernanda
  • Jô, amei seu post. Iremos em março de 2018, e ficarei em um hotel a 100m do portão Paul Kruger. Chegaremos a tarde. Ficaremos duas noites neste hotel, e na manhã seguinte iremos para Cape Town. Sei que será muito corrido fazer safari e rota panorâmica, mas gostaria da sua opinião. Pensei em fazer um safari noturno na chegada. Fazer um diurno e partir com os guias do hotel para conhecer a rota panorâmica. Vale a pena?
    - Emília
    • Oi Emília! Que delícia saber que você curtiu o post! Bom, já adianto que seja qual for o seu plano para a África do Sul, você não vai se arrepender! Tudo vale a pena! Respondendo a sua pergunta, acho que vale muito deixar um tempinho para a Rota Panorâmica. Embora sejam inúmeras as atrações daquela rota, a distância entre os spots ajuda. É tudo relativamente perto. E duas inserções de safari já valem muito a pena. Quando eu fui, vi 4 dos Big Five na primeira saída. Bom, acho que é isso! Plano apoiado! E quando for ao Blyde River Canyon/The Three Rondavels, não deixe de ir até a ponta extrema do mirante para ver o por-do-sol! Se precisar de mais alguma dica/info, grita aqui! Beijão!
      - Jo Machado
  • Pimeiramente parabéns pelo post. Pretendo ir de carro de Joburg à Hazyview, onde no dia posterior saio pra me hospedar no kruger. Saindo umas 7h de Joburg é possível dar uma passada nos pontos que vc citou na panorama route ou fica mtooo corrido?
    - Paulo Monteiro
    • Paulo, tudo bem? Valeu pelo carinho e desculpe pela demora, estava lá na África buscando mais dicas legais. ;) Cara, é super possível fazer! Eu fiz todos em um dia só. Mas naquelas, não pode-se explorar muito cada uma das atrações. Além disso, a maioria delas fecha as 17h. Então tem que ver o principal de cada uma e seguir pra próxima. Bom, espero que sinta a beleza desses lugares! É lindo demais! Boa viagem!
      - Jo Machado

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