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A nova cena de jazz em São Paulo

Quem escreveu

Tava Passando

Data

29 de November, 2016

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O jazz está para os Estados Unidos assim como o samba está para o Brasil. Ambos são gêneros musicais derivados de longas tradições, de cânticos e ritmos centenários e surgidos nos campos de trabalho dos escravos, ainda na época colonial. Estão tão entrelaçados com as raízes culturais que se estabeleceram como ritmos nacionais representativos de cada país, são verdadeiras instituições. E tanto o samba quanto o jazz evoluíram ao longo do tempo – criando vários subgêneros – e foram cada vez mais cavando espaço no imaginário da cultura pop, aumentando exponencialmente sua base de fãs. Os dois ritmos inclusive já andaram juntos, quando a fusão do jazz com o samba fez nascer nossa querida bossa nova.

Se São Paulo já foi considerada o “túmulo do samba” (uma falácia, diga-se de passagem), o mesmo não pode ser dito sobre o jazz. A cidade sempre foi um celeiro de bons músicos e com uma cena bastante forte, graças à popularização do ritmo ao longo do tempo, à semente plantada pelo saudoso Free Jazz Festival – que trouxe ao Brasil lendas do quilate de Herbie Hancock – e também às casas, clubes, shows e bandas que resistem ao modismo e levantam a bandeira do jazz com orgulho.  O melhor exemplo desta “velha guarda” talvez seja o Bourbon Street Music, que há mais de 20 anos se mantém firme e forte, com uma programação finíssima e cheia de atrações jazzísticas. Valem ser mencionadas também a Casa de Francisca, lugar incrível e intimista, perfeito para o clima cool do ritmo americano e a curadoria de shows do Sesc, que sempre se esmera na escolha dos artistas, especialmente quando rolam o Jazz na Fábrica e o Nublu Jazz Festival, dois dos melhores festivais de pequeno porte do Brasil.

Mas o ponto aqui é destacar algumas das muitas novidades que surgiram nos últimos anos para quem é fã. Do jazz mais tradicional e ortodoxo até àquele misturado com ritmos mais modernos, como o hip hop e música eletrônica. Da música orgânica e tocada ao vivo até às seleções musicais feitas por DJs especialistas, o que interessa é que a cena continua efervescente em várias iniciativas que apostam no amor supremo ao jazz.

Jazz Mansion

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Este projeto itinerante ocupa casarões antigos espalhados por São Paulo, sempre com uma programação variada, com bandas se apresentando ao longo da tarde. Já está em sua quarta edição e por lá já passaram nomes como Hammond Grooves, Tássia Reis, Chaiss Na Mala, entre outros. A combinação do requinte das mansões paulistanas com a elegância do jazz garante o sucesso da proposta.

Jazz nos Fundos

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Velho conhecido de quem acompanha a cena jazzística da cidade, o Jazz nos Fundos passou por uma grande reforma que durou mais de 6 meses e reabriu suas portas totalmente reformulado. Não é mais aquele muquifo no fundo de um estacionamento, agora é um subsolo muito mais amplo, com uma acústica invejável e que abriga inclusive um restaurante. A única coisa que não mudou é a curadoria das bandas e artistas que se apresentam por lá, sempre espertíssima e de qualidade.

JazzB

jazzb

Point queridinho da galera antenada, o JazzB é um empreendimento dos mesmos donos do Jazz nos Fundos. Trata-se de um imóvel no centro da cidade, com decoração e cardápio bem cool. Você pode optar por sentar nas mesinhas ou então acompanhar os muitos shows que rolam por lá de cima da pequena arquibancada. Além da programação obviamente centrada no jazz, rolam também bandas instrumentais e outros projetos relacionados a música brasileira. Vale muito ficar de olho na programação da casa.

Escadaria do Jazz

escadaria

Para quem ainda acha que o jazz é elitista, a Escadaria do Jazz é um tapa na cara. Seus eventos mensais são sempre gratuitos e têm como pano de fundo a bela escadaria que liga a Rua Treze de Maio à Rua dos Ingleses, no Bixiga.  A rua lota para ver as apresentações de bandas ao vivo, desafiando o conceito de que jazz não é popular. A escolha dos artistas é bem variada, cobrindo muitos estilos e frequentemente abrindo espaço para quem está começando.

Jazz na Kombi

jazz-na-kombi

Levar o jazz para a rua e para quem não está acostumado com este universo é o objetivo do Jazz na Kombi. A galera escolhe um lugar qualquer na cidade e monta o circo – ou melhor, a Kombi – no meio da calçada, sempre com uma banda convidada tocando ao vivo. Bocato, Jazz Som Sujo e o divertido Emblues Beer Band são alguns dos nomes que já deram um rolê no estiloso utilitário retrô. A Kombi também costuma colar em alguns eventos, como a Virada Sustentável.

Jazzrome

jazzrome

O novíssimo club Jerome tem a música eletrônica como carro-chefe, mas a cada quinze dias, sempre às segundas, a casa promove o Jazzrome, festa dedicada ao acid jazz e suas variantes. O mestre DJ Dubstrong sabe tudo do assunto e faz a pista rolar gostosa e fina. E a noite ainda conta com shows intimistas no espaço apertadinho, criando um clima perfeito e na medida.

Boutique Vintage Brechó e Bar

boutique

Perto do Sesc Belenzinho fica esse simpático barzinho, que também é um brechó, tem um nanopalco para shows e uma carta bem grande de cervejas artesanais. O clima aqui é “lá em casa”, com ambientação sem frescura e cheio de amigos que se conhecem de longa data. Uma opção legal pra variar do eixo centro-zona oeste.

Z Carniceria

z

Depois que saiu da Augusta, o Z cresceu e ganhou um palco bem variado, que às quintas tem o jazz como prato principal. Talvez pelo espírito do Aeroanta (que era no mesmo lugar), as noites de jazz não são nada tradicionais e sempre têm uma pegada mais para o rock. Complete com os drinks maravilhosos da casa e tá feita a noite.

Jazzy

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Festa moderninha, misteriosa e pra uma galera legal e mais velha (leia-se mais de 30 anos). Sempre rola à tarde, e junta shows, DJs tocando vertentes jazzísticas, exposição e projeções no palco. Depois de um bom tempo rolando no simpático Studio Dama, em Pinheiros, a festa deu um tempo e voltou agora para a Bela Cintra. Pra saber das próximas tem que fazer parte do grupo.

Jazz-It-Up

jazzitup

Outra festa que tem o jazz como fio condutor,  a Jazz-It-Up rola toda quarta no Bar de Cima. O projeto tem uma proposta diferente, onde um artista ou banda é convidado para criar uma ambientação musical a partir de um tema proposto previamente. Desta forma, rolam jams exclusivas, onde nunca é possível saber para onde a música vai te levar. Para deixar a noite redondinha, ainda rolam DJs tocando a fina flor do jazz.

Jazz na Rua

jazz-na-rua

É muito divertido participar do Jazz na Rua! Trata-se de um coletivo que arma um tablado no meio da rua e deixa o bailão comer solto, sempre com banda tocando ao vivo. O foco é o lindy hop, tradicional dança criada nos Estados Unidos nos anos 20 e bastante conhecida mundo afora. Para quem se interessa mas não leva jeito para a coisa, monitores ensinam os primeiros passos e pode-se bailar sozinho, em dupla ou em grupo. Fique ligado na página para saber quando e onde rolará a próxima e aproveite essa vibe delícia!

Jazz no Hostel

jazz-no-hostel

Festa em hostel é sempre aquela coisa: gente bonita e clima de paquera. O projeto Jazz no Hostel aproveita esse ambiente favorável para levar bandas de jazz moderninhas em alguns dos hostels mais legais da cidade, como o We e o Ô de Casa. Chance de conhecer gente nova e praticar idiomas, tudo embalado pela língua internacional do jazz.

Crédito da foto de capa: Christiane Birr

Quem escreveu

Tava Passando

Data

29 de November, 2016

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Tava Passando

Tavapassando e cliquei. Danilo Cabral e Flavia Lacerda registram seu dia a dia e todos os lugares por onde estão passando, em um mini-guia de shows, restaurantes, ruas e pixos no Instagram.

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Comentários

  • Faltaram os festivais Lo Fi Jazz Festival, que aconteceu no MIS e no Estudio, (antigo Estúdio Emme) em 2015. E no museu da casa Brasileira em 2016, e recebeu mais de 20 bandas, 10 dj´s, incluindo Azymuth Vs. Dj Nuts, inédito, New York Gypsy All Stars,(EUA) Mental Abstrato, Nomade Orquestra, Otis Trio, Guilherme Kastrup, Dj Tahira e Jazz ao Pôr Do Sol. No museu da casa Brasileira em 2016, recebeu 12 bandas, Cabaret Três Vinténs, Jaiz In 4, Kubata, Grand Bazaar, Cuca Teixeira Jam Reunion, Mental Abstrato, Lavoura, TRZ Trio, Djs Dubstrong, Tamenpi, Nuts, Tahira, Thiago Guiseline, Marcos Guzman, Fabio Pie...entre outros. E o Expresso Jazz que ja realizou umas 3 edições com muitos
    - Fabio Bronzeli Pie
  • Também tem as quartas de Jazz no Matilha Cultural!
    - Pedro
  • Adorei a matéria, sempre curto o som com a galera da Escola Lado B na Rua Lucília de Queiros no Tatuapé, que sempre acontece no terceiro sábado do mês um evento aberto, a escola convida sempre grandes músicos do Jazz, muito bom também!!
    - Vanessa
    • Vanessa, muito obrigado pela recomendação!
      - Tava Passando
  • Faltou comentar do movimento "som sem dono"! Super relevante na cena instrumental brasileira.
    - guta
    • Olá Guta! Não conhecemos o projeto, tem mais informações?
      - Tava Passando
  • Esqueceram do Madeleine na Vila Madalena que tbm tem uma programação voltada pro Jazz
    - Leonardo
    • Leonardo, sim gostamos muito do Madeleine! Mas ele é um espaço que consideramos ser mais voltado à gastronomia do que para a música :)
      - Tava Passando
  • Legal. Mas e o endereço? Aí fica complicado.
    -
    • Os links para as páginas dos lugares estão no nome de cada um deles. Optamos por não colocar o serviço pois algumas das festas e eventos são itinerantes :)
      - Tava Passando
  • Não se esqueçam do Nublu jazz festival que acontece todos os anos no Sesc Pompéia, em parceria com o clube de jazz Nublu de Nova York...
    - Charlie
    • Como funciona eu toco em uma banda de jazz eu posso participar?
      - alexandre
    • Charlie, excelente lembrança! Atualizamos lá, muito obrigado!
      - Tava Passando
  • Se a "cena" é tão boa porque a foto de capa é de um lugar gringo?
    - Miles Davis
    • É tão gringo quanto o nickname que você usa.
      - Miguel Dalvo
    • Porque amamos essa foto, você não? :D
      - Tava Passando

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