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5 artistas e seus ateliês fantásticos

Quem escreveu

Alecsandra Matias

Data

14 de September, 2016

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Espaço privilegiado para a criação, o ateliê é uma oficina estratégica de trabalho do artista. Isto porque eles escolhem como e onde desejam produzir suas obras. É no ateliê que surgem as inspirações, as técnicas, os materiais e a novas experiências em torno do processo criativo de muitos pintores e escultores. Visitar um ateliê é entrar na intimidade do artista e conhecer seus segredos mais profundos.

Diversos artistas fizeram de seus ateliês lugares tão fantásticos que se transformaram, após sua morte, em fundações, museus e centros culturais abertos à visitação pública. Já pensou em conhecer algum desses lugares? Por todas as musas, juro que será uma experiência sem igual. Só para te dar um gostinho, segue uma seleção básica dos mais maravilhosos ateliês.

Giverny, a casa de Monet

Crédito: Fondation Claude Monet - Le Jardin D'Eau
Crédito: Fondation Claude Monet – Le Jardin D’Eau

No fim do século XIX, alguns artistas sonhavam com a fuga da cidade e com a vida silenciosa do campo. Eles escaparam do ritmo acelera­do de Paris para uma vida calma e reservada. Entre esses artistas está o impressionista Claude Monet, que se mudou para Argenteuil, no interior da França, e depois para Giverny, a 75 km de Paris. Entre os anos de 1883 e 1926, Monet morou numa casa com um belo jardim, retratado em suas pinturas mais famosas. Além da visita à casa do pintor e do jardim, existe uma coleção de estampas japonesas que inspiraram Monet em muitos dos seus trabalhos. A visita torna-se ainda mais especial na primavera, quando o jardim floresce e a sensação de estar diante das telas-vivas do mestre do impressionismo é enorme.

Fundação Claude Monet
Endereço: 84 rue Claude Monet, 27620 – Giverny, França
Tel.: + 33 (0) 2 32512821.

De 25 de março a 01 de novembro 2016, de 9h30 às 18h – Última entrada às 17h30

A Vila de Brilhantes de Rodin

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O ateliê de Auguste Rodin era sua residência, em Meudon, cidade muito próxima de Paris. O estúdio era conhecido como Villa des Brillants, e nesse local a maioria das obras de Rodin foram produzidas. Em 1900, cerca de 50 pessoas – entre assistentes e fundidores – trabalhavam com o mestre-escultor. O ateliê-casa se converteu em museu em 1948, abrigando numerosos emplastros e moldes de obras, como As portas do inferno, Os burgueses de Calais, vários estudos para Balzac e os monumentos a Victor Hugo, Puvis de Chavannes e Whistler, além de oferecer uma reconstituição do ambiente privado e de trabalho do escultor.

Musée Rodin Meudon
Endereço: 19 Avenue Auguste Rodin, 92190 – Meudon, França.
Tel.: + 33 (0)1 41 14 35 00

Aberto às sextas-feiras, sábados e domingos à tarde, das 13h às 18h. – Última entrada às 17h15

Vauvenargues, o castelo de Picasso

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Localizado no Quartier Latin, em Paris, o sótão que serviu de ateliê para Picasso está fechado ao público desde novembro de 2013, porém, o lugar foi declarado como monumento histórico pelo Ministério da Cultura Francês e espera-se sua reabertura em breve. Lá, Picasso viveu por 18 anos e pintou a famosa Guernica, em 1937. Mas, é preciso dizer que Picasso teve outros lugares de inspiração. Ele viveu em Cannes e Antibes, na região de Provence, e passou uma temporada marcante no Castelo de Vauvenargues, em Aix-en-Provence. Entre fevereiro de 1959 e junho de 1961, o pintor viveu no castelo com sua esposa, a fotógrafa Jacqueline Roque. Nesse ateliê-casa, Picasso pintou a tela Jacqueline de Vauvenargues, retrato de sua esposa. A estada do pintor foi relativamente curta, mas o local foi significativo em sua trajetória: na entrada do castelo estão enterrados os corpos de Picasso e Jacqueline.

Castelo de Vauvenargues
Endereço: 4 Rue René Nicol, 13126 – Vauvenargues, França.
Tel.: +33 4 42 26 48 82
Desde 2009, o lugar abre eventualmente ao público visitante. Fique de olho!

La Pera, o lugar de inspiração de Dalí

Crédito: Museu
Crédito: Museu Dalí

Salvador Dalí também teve seu ateliê-residência em um castelo. Após a morte de Gala, sua amada e musa, em 1982, o artista se mudou para uma construção medieval em La Pera, Catalunha, e fez dela sua oficina de trabalho e o mausoléu de Gala. Antes desse período, o pintor surrealista morou em Portlligat, também na Catalunha. O Castelo Púbol, sua casa-museu, em La Pera, tem formato labiríntico, e tapetes, móveis e outras peças que pertenceram ao artista. O público pode visitar os quartos, as salas de estudo e as áreas ao ar livre.

Castelo Púbol
Endereço: Pujada del Castell, 28 E-17600 – Figueres, Espanha.
Tels.: +34 972 677 505 F. +34 972 501 666

De 15 de março a 14 de junho, das 10h às 18h. | De 15 de junho a 15 de setembro, das 10h às 20h. |  De 2 de novembro a 31 de dezembro, das 10h às 17h.

A Casa Azul de Frida

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Foto Wikipedia

A Casa Azul, ateliê-residência de Frida Kahlo, impressiona pelas paredes azuis e pela quantidade de memórias que guarda da pintora mexicana. Primeiramente, a casa era de seus pais, e mais tarde virou residência de Frida e de seu marido, o muralista e pintor Diego Rivera, entre os anos de 1929 e 1954. Foi nessa casa que ela nasceu, viveu e passou seus dias finais. Em Cocoyoacán, no distrito da Cidade do México, a Casa Azul tem expostas diversas obras de Frida, seus objetos, documentos, fotografias, vestidos, espartilhos em gesso e cintas de couro. Foi aberta ao público em 1958 – quatros anos após a morte da artista.

Museu Frida Kahlo
Endereço: Londres 247, Del Carmen Coyoacán, México
Tel.: 5554 5999 / 56583256
O Museu abre todos os dias da semana, exceto às segundas feiras. Terça, das 10h às 17h45. Quarta, das 11h às 17h45. De quinta a domingo, das 10h00 às 17h45.

Viram? São 5 oficinas de trabalho transformadas pela arte. Além destes ateliês-museus, há muitos outros espalhados por praticamente todos os continentes. Escolha um ateliê destes e viaje ao centro do processo criativo do seu artista preferido.

 

Foto destaque: Spedona/ Wikipedia

Quem escreveu

Alecsandra Matias

Data

14 de September, 2016

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Alecsandra Matias

Rata de galerias e museus, não perde a oportunidade de ir procurar aquela tela, escultura ou monumento famosos que todos só conhecem pelos livros.

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    Vivemos em um mundo de opções pasteurizadas, de dualidades. O preto e o branco, o bom e o mau. Não importa se é no avião, ou na Times Square, ou o bar que você vai todo sábado. Queremos ir além. Procuramos tudo o que está no meio. Todos os cinzas. O que você conhece e eu não, e vice-versa. Entre o seu mundo e o meu.