Viagem

Berlim, uma cidade feita pra mim

Quem escreveu

Jo Machado

Data

04 de October, 2013

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Depois de dias viajando pela Suécia e gastando horrores, minha mente só tinha um desejo: chegar em Berlim. E foi na chegada que quase toda, ou melhor, grande parte da minha animação foi embora. Malas perdidas na conexão em Amsterdã, informações desencontradas, alemães ignorando meu inglês. Foi mau humor instantâneo!

Dentro do táxi, a caminho do apartamento em que iria me hospedar, começo a reparar a cidade, o clima, as pessoas e o sorriso, mesmo que tímido, começa a retornar. A curiosidade e ansiedade por conhecer muito de tudo já se faz presente. Mal troquei de roupa, deixei o problema das malas de lado e já estava pronto pra mergulhar na mais global das cidades europeias.

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Primeira parada: Café Chagall. Eis que, a pessoa que mais insistiu para que conhecesse esse lugar, a Dani, já se encontrava sentadinha, tomando sua cerveja. O lugar é simplesmente sensacional. Zero pretensioso, atendimento único, comidas e bebidas a preços inacreditáveis. Uma das atendentes, Tânia, exalava simpatia e hospitalidade, falando tanto o alemão como o inglês em perfeita tranquilidade.

Foi na hora de pagar a conta que percebi o quanto a cerveja funciona para aqueles lados e quão Berlim é barata. Não é por acaso que a cidade é uma das mais baratas pra se viver na Europa.

Depois disso, foram 9 dias de muita diversão, caminhadas intermináveis, estações de metrô e pontos turísticos. Me arrisquei na companhia de um amigo brasileiro a um passeio no campo de concentração de Sachsenhausen. Experiência para lembrar pela vida toda. O clima é realmente muito tenso, mas a paisagem apazigua todo e qualquer desconforto. Fora todo o trajeto, que por ser fora de Berlim, proporciona uma boa visão da periferia da cidade. Bem diferente das nossas, posso garantir!

A cada dia vivido na cidade, a paixão crescia. Berlim tem uma magia inexplicável devido a toda sua heterogenia e que certamente enfeitiça quem visita ou vive lá. Restaurantes, bares, baladas, parques, lojas ou simplesmente uma padaria na esquina, tudo é tão gostoso em vários âmbitos que a vontade é ficar lá para sempre. Um lugar onde o metrô funciona, onde o senso coletivo é respeitado e onde a boa educação coletiva prevalece, só pode trazer esse tipo de sentimento.

Foram muitos lugares, muitos copos de cerveja e muita diversão. Poderia escrever muito mais nesse post, mas não seria legal para vocês ficarem horas lendo sobre os devaneios de um caipira na Europa.

Berlim é um bom lugar para visitar, para comprar, para comer, para beber, para se divertir e me parece um lugar maravilhoso para se viver. Seja no lado ocidental, como oriental. A propósito, comparando os dias que fiquei no lado ocidental, posso garantir que o lado oriental é muito, mas muito mais legal. As pessoas são mais descontraídas, os lugares mais novos, o progresso e a modernidade mais visíveis. Dentre tantos e todos lugares que me apaixonei, destaco o Kater Holzig, cuja experiência não se explica em palavras. Visite e entenderá tudo!

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Não posso deixar de ressaltar que, embora  não tenha passado por dias de inverno por lá, creio que a animação e a sensação de bem-estar não mudariam.

E se você pretende visitar Berlim, leia nosso guia aqui no blog. Está cheio de boas dicas de onde ir, onde comer, mobilidade e novidades sobre a cidade.

Sabe, quando todos me diziam que me apaixonaria por Berlim, não acreditei muito. Hoje eu penso todo dia em voltar pra lá.

Foto de abertura: flickr/Christian R H

Quem escreveu

Jo Machado

Data

04 de October, 2013

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