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SXSW Música 2018: guia básico para curtir as melhores festas e shows

Quem escreveu

Lalai Persson

Data

26 de February, 2018

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Fazer a agenda para o SXSW requer uma boa pesquisa, daquelas que a gente realmente acha que não vai dar conta pelo tamanho da programação. Com a conferência “Música” não é diferente. Além de palestras, painéis, filmes, meet ups, há uma infinidade de shows, resultando em mais de 1.700 atrações de mais de 60 países se apresentando em Austin. Apesar da “Música” só começar no dia 14 de março, no dia 9, quando o SXSW começa com a programação de “Filme” e “Interatividade“, música já está presente permeando boa parte da programação do festival.

Vamos falar um pouco sobre o famoso RSVP?

Há uma tremenda confusão sobre o RSVP que, na maioria dos casos, não é necessário para quem tem badge Platinum ou Música. Durante o período do festival, Austin ganha uma programação intensa, tanto oficial quanto não oficial. No dia 9 de março, quando começam as conferências de Interatividade e Filme, as festas já acontecem dentro dessas programações, nas ativações feitas por países e marcas/plataformas com criação de casas e/ou lounges. Além disso, todos os bares e clubes na área central já tem, na maioria, programação rolando (não oficiais, mas geralmente é só chegar).

Algumas marcas criam ativações especiais premiando com ingresso para show. Um exemplo é a Samsung, que em uma edição levou os Strokes para tocar em Austin. Porém, era necessário fazer o RSVP e ir buscar a pulseirinha na Casa Samsung.

Tá, mas e o RSVP, para que serve? A maioria desses eventos especiais são abertos também para o público que não tem badge. Neste caso o RSVP é imprescindível. Está aí o lado “democrático” do festival.

As festas oficiais

Festa no Stubb's com a Lady Gaga. SXSW 2014. Foto: Aaron Rogosin
Festa no Stubb’s com a Lady Gaga. SXSW 2014. Foto: Aaron Rogosin

Na primeira fase do festival, entre os dias 9 e 13 de março, há várias ativações com shows e festas rolando na cidade, além das festas oficiais de abertura das conferências InteratividadeFilmes. O line-up dessas festas nunca são divulgados com antecedência, mas raramente decepcionam. Foi numa festa de encerramento que assisti o Foo Fighters num show para apenas 2 mil pessoas.

No mesmo dia em que acontece a festa de encerramento de Interatividade, no dia 13 de março, acontece também a festa de abertura de Música, que já tem line-up anunciado, com shows do Superchunk, Starcrawler, Bad Gyal, Pussy RiotLali Puna e Boy Harsher.

Durante os dias 12 e 18 de março acontece a programação oficial de Música. Os bares, clubes, igrejas e casas de shows ganham outros “patrocinadores”, muitas vezes mudando até de cara. É show em todo lugar, incluindo na rua, o tempo todo. A festa de fechamento do festival promete ser épica com  Night Train Soul Clap & Dance Off + Special Guests. Quem pensou em ir embora no dia 18 e puder esticar, vale a pena repensar. A festa vai do meio-dia à 1h, no Palm Door On Six.

Este é o momento em que showcases de selos, festivais, sites, países e marcas começam a todo vapor. Não é pouca coisa. É o primeiro exercício que faço para “tentar” filtrar um pouco do que ver. Afinal, a maior frustração é quando descobrimos um show de algum artista que gostamos muito, mas não ficamos sabendo que ele tocaria no festival.

As festas não oficiais

Mas também tem as festas não oficiais. Durante todo o festival os bares, casas de shows e igrejas abrigam shows e festas. Alguns estabelecimentos não estão na programação oficial. Então, geralmente, é só entrar e pagar o que consumir. Dois exemplos: o Dirty Festival, promovido pelo Dirty Dog Bar, que acontece entre os dias 9 e 17 de março, com shows de mais de 60 bandas; e o Fitvent, que tem dois dias de programação totalmente gratuita. Ambos não requerem RSVP e entra todo mundo.

As casas

Collide no Container Bar - SXSW 2017. Foto: Scott Moore para American-Statesman
Collide no Container Bar – SXSW 2017. Foto: Scott Moore para American-Statesman

Neste primeiro período (9 a 13 de março), Austin se veste de um jeito em torno do SXSW. Você verá as casas do Pinterest, Mashable, Accenture, African House (que está com uma programação bacana, mas não relacionada à música), Australian House, Amplify Filly, Casa Mexico, Singular DTV com show de GramatikGerman Haus (sempre imperdível), Bose (que vai apresentar som VR), Nerdist House, Vega, entre outras. Essas “casas” duram entre 1 e 3 dias para, depois, dar lugar a outras ativações totalmente focadas em música.

Quando acaba a conferência de Interatividade (13.03), Austin muda totalmente o mood. Fica mais jovem, festeira e até mesmo mais “descolado”. Tem também mais filas nas ruas (para bares & casas de shows) e a 6th Street fica quase intransitável. Neste segundo momento misturam-se o público que não tem badge ao público que tem. Lembrando que, agora, qualquer pessoa com badge tem acesso a toda a programação, mas por ordem de preferência. Ou seja, música sempre vai priorizar quem tem badge Platinum e Music e quem tem wristbands, tem a mesma prioridade de quem tem badges Interactive ou Filme.

Wristband

A wristband dá direito apenas aos shows oficiais e não à conferência de música. Custa US$ 169 e só pode ser comprada por residentes de Austin, que tem direito a duas por pessoa. Ou seja, se tem amigo lá, quer curtir shows, mas não está afim de desembolsar o valor da badge, essa é uma ótima opção.

Navegando na conferência Música

Jack White fazendo show surpresa na rua no SXSW 2011
Jack White fazendo show surpresa na rua no SXSW 2011

Para navegar durante o festival de música há muitos macetes. Para os shows mais concorridos que você quer muito ver, vale a pena tentar o SXXPress. Quem tem a badge de música, pode “cortar a fila” duas vezes por dia, enquanto a badge platinum dá direito a três fura-filas diariamente. É necessário fazer a solicitação 24 horas antes na agenda no app. É uma mão na roda, mas não garante sua entrada caso o local esteja cheio. Por isso, a dica é: se tem um show às 21h que você não quer perder, chegue pelo menos um show antes.

Showcases

Khalid, um dos destaques do SXSW Music 2018
Khalid, um dos destaques do SXSW Music 2018

A lista abaixo não tem todos os showcases que serão apresentados durante o festival, mas alguns dos mais relevantes, além também de ter privilegiado apresentações específicas de países:

Ficando por dentro da programação

Além disso, para ajudar na árdua tarefa de curadoria do que ver, vale a pena:

  • Ficar de olho nas notícias no próprio site de música do SXSW;
  • Ouvir a rádio SXSWfm, o playlist oficial no Spotify e os clipes dos artistas no Youtube. Eu opto pelo primeiro, pois é um programa de rádio e vem com informações extras. Geralmente dou o play enquanto estou trabalhando e vou atrás se alguma música me chama muito atenção;
  • Conferir os sites como o Festival Saviors, RSVPster, o guia SXSW do do512, o Austin 360, e o Eventbrite, que também faz um especial SXSW. Todos esses contemplam programação oficial e não oficial;
  • Também dou uma espiada na Time Out;
  • Acompanhar a hashtag #SXSWMusic, no Twitter;
  • Para saber o que está rolando de melhor nas festas não oficiais, o Unnoficial Guide SXSW.

E, claro, a indicação dos amigos, além de se permitir a arriscar também. Eu raramente cumpro 50% da minha agenda de música, pois gosto de entrar em lugares porque algo me chamou atenção. Já descobri ótimos artistas dessa maneira e já vi shows inesperados, que eu não sabia que iriam rolar. Além disso, é bom saber que rolam muitos shows que não são anunciados. Um exemplo é a agenda da Capital One, que terá a programação no Antone’s, que teve divulgação apenas da agenda de palestras. Já os shows foram divulgados por alguns sites com bandas como Warpaint, Neon Indian, St. Motel, Matt & Kim, Benjamin Booker, Shakey Graves, entre outros, no line-up. É de dar aperto no coração.

Neste link você pode conferir nosso guia geral para curtir o SXSW sem perrengue. Logo mais, começo a soltar posts com listas de artistas que valem a pena ficar de olho e alguns shows imperdíveis que vão rolar nesta edição. Eu também disponibilizei a minha agenda do SXSW, abrangendo Interatividade, Filme e Música.

Quem escreveu

Lalai Persson

Data

26 de February, 2018

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Lalai Persson

Lalai prometeu aos 15 anos que aos 40 faria sua sonhada viagem à Europa. Aos 24 conseguiu adiantar tal sonho em 16 anos. Desde então pisou 33 vezes em Paris e não pára de contar. Não é uma exímia planejadora de viagens. Gosta mesmo é de anotar o que é imperdível, a partir daí, prefere se perder nas ruas por onde passa e tirar dicas de locais. Hoje coleciona boas histórias, perrengues e cotonetes.

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    Vivemos em um mundo de opções pasteurizadas, de dualidades. O preto e o branco, o bom e o mau. Não importa se é no avião, ou na Times Square, ou o bar que você vai todo sábado. Queremos ir além. Procuramos tudo o que está no meio. Todos os cinzas. O que você conhece e eu não, e vice-versa. Entre o seu mundo e o meu.