As boas do fim de semana no Rio de Janeiro: 12.07

Dizem que Rio não combina com frio, apesar da rima. Será mesmo? Neste fim de semana, uma turma deixa de lado o edredom e o Netflix para ocupar as ruas com uma vasta programação de shows, festas, arraiás e carnavais. Sim, vai ter Fervo Julino com Duda Beat, vai ter Marcelo D2 + Jorge Ben no mesmo palco, vai ter night dentro do cinema, vai ter Maglore + Vanguart na Lapa, vai ter uma lista de feirinhas maneiras. Sim, vai ter e vai ser quente.

Aliás, só tem medo de frio aqueles que não sabem pular (e copular) no Rio, mesmo que ele esteja frio. Para naufragarmos juntos nessa corrente úmida – com prazer -, oferecemos um listão dos melhores filmes e peças do semestre que passou. Ainda dá tempo de conferir algumas das dicas. Sem preguicinha.

*Foto: A banda Biltre, por Kika Diniz


Para Dançar

MangoLab – Fervo Julino

A cantora Duda Beat | Foto: Divulgação

Laboratório cultural e vitrine artística para a nova geração da música brasileira, o MangoLab volta a esquentar a cidade. No evento Fervo Julino, que ocupa o BCo, no Santo Cristo, a música pop se une com o cancioneiro regional do país num festão regado a comidas típicas, xote e carnaval fora de época. O headliner da noite será o MangoBaile, uma banda que recriará em forró grandes sucessos, com convidados no palco. Saca só essa lista: passarão por ali Duda Beat, a banda Biltre, a cantora Illy e os ícones LGBT Potyguara Bardo e Mateus Carrilho. Depois, o Sexteto Sucupira ainda fará uma mistura de baiões, xaxados e ijexás com jazz. A noite se encerra com um set de Omulu, uma performance do bloco Minha Luz é de Led e os DJs Facchinetti, Rafa Canholato e DJ Dudu Jardim. O que não falta é tempo para tudo isso! Aliás, abaixo você confere um listão com as festas juninas deste finde.

MangoLab | Fervo Julino. Sábado (13.07), às 22h. Ingressos a partir de R$ 50, aqui.
BCo. Rua General Luís Mendes de Morais, 210 – Santo Cristo.

Sopa

A última edição da festa Sopa no cinema | Foto: LastNite

Nem vem de garfo, que esse tempinho frio está pedindo uma Sopa… Após uma irreverente edição no cinema, a festa comandada por Armando Babaioff e Marcello H volta ao mesmo lugar, para uma nova dose de música pop e brasileira + maratona cinematográfica. Tudo ao mesmo tempo agora. Isso mesmo. No Estação Net Rio, em Botafogo, a madrugada de sábado para domingo será assim: no amplo saguão do espaço, o povo dança como se não houvesse amanhã; nas poltronas da sala 5, o povo assiste a um filme na telona (serão três produções de um mesmo diretor — surpresa — exibidas em sequência, enquanto o som rola lá fora). A entrada é gratuita. Como não amar?

Sopa no Estação. Sábado (13.07), às 23h30. Ingressos gratuitos até meia-noite (com nome aqui) e R$ 20, aqui.
Estação Net Rio. Rua Voluntários da Pátria, 35 – Botafogo.

Climão

O produtor Carrot Green, nome que desponta na cena eletrônica brasileira atual | Foto: Divulgação

Em solo tupiniquim, a gente bebe música regional, come música eletrônica e vomita uma mistura mais gostosa do que os ingredientes do início. É mais ou menos essa cartilha antropofágica que a festa Climão tem seguido. Em épocas juninas/julinas, o processo se torna ainda mais potente e saboroso. Em edição “São João”, a noite comandada pelos DJs Carrot Green e Gigios ganha força com a participação do grupo Forró Red Light (quem aí não se lembra da performance que eles fizeram no último Queremos Festival?). Coisa bem boa.

Climão de São João. Sábado (13.07), a partir das 19h. Ingressos a partir de R$ 20, aqui.
O local será divulgado apenas no dia do evento, aqui.

Sango

O DJ Sango | Foto: Divulgação

O produtor e DJ americano Sango volta ao Rio para performar sobre suas músicas originais, num live set único, especialmente elaborado para a tour atual. Em 2014, o artista surpreendeu brasileiros ao lançar o elogiado disco “Da Rocinha 2”, repleto de citações ao som de bailes funks. Uma curiosidade: até então, ele nunca havia vindo para o país, e apenas tinha como referência o que ouvira no game “Call of Duty”. Nesta apresentação, ele traz consigo Ant Blue Jr e artistas locais escolhidos por si a dedo, como Marginal Men, Larinha, Carlos Do Complexo, Bia Marques e VHOOR. Dá para conferir o som do moço de 27 anos aqui, ó.

Sango. Sábado (13.07), às 22h. Ingressos a partir de R$ 20, aqui.
PortoLab. Via Binário do Porto, 310 – Santo Cristo.

Peraí, que tem mais

O ano começa a acabar (eis o segundo semestre aí), e iniciamos uma nova fase: nesta semana, rola a boa e velha Querida Intriga, para geral dançar ao som que geral gosta. A música eletrônica é garantida pelos DJs Dani Milk, Jabour, Guerrinha e Abréia.
Querida Intriga. Sexta-feira (12.07), às 23h. Ingressos a R$ 15, com nome na lista (aqui), e R$ 20.
Geral. Rua Teotônio Regadas, 13 – Lapa.

O Circo Voador volta aos anos 70 e 80 com mais uma edição da festa Ploc. Desta vez, participam do dançante retorno ao passado Rafael Ilha e Alex Gil (a dupla é ex-Polegar), Luciano (do Trem da Alegria), Silvinho Blau Blau, João Penca, Dr. Silvana, Banda Ploc, entre outros.
Festa Ploc. Sexta-feira (12.07), às 22h. Ingressos a partir de R$ 60, aqui.
Circo Voador. Rua dos Arcos, s/nº – Lapa.

Sensação recente na noite carioca, o evento Samba nas Ruínas volta a ocupar um dos endereços mais deslumbrantes da cidade, com uma roda no alto de Santa Teresa. É para dançar. É para sambar. É para cantar. É para ver. É para assistir.
Sambas nas Ruínas. Sexta-feira (12.07), às 18h. Ingressos a partir de R$ 20, aqui.
Parque das Ruínas. Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa.

Festa dedicada ao samba e à black music – charme, hip hop, passinho -, a Balaio Bom ocupa a Praça Tiradentes com um evento incrementado por expositores de gastronomia artesanal.
Balaio Bom. Sexta-feira (12.07), a partir das 18h. Gratuito.
Praça Tiradentes, s/nº – Centro.

O grupo Candombaile Carioca promove um espetáculo dançante com músicas latino-americanas. Prepare o remelexo nos quadris!
Candombaile Carioca. Sexta-feira (12.07), às 20h30m. Ingressos a R$ 25.
Trapiche Gamboa. Rua Sacadura Cabral, 155 – Gamboa.

Dedicada a experimentações sonoras entre o eletrônico, o deep techno e a música regional, a Gruta – Portal da Caixa Preta recebe, neste finde, os DJs Meraki (da ZARAGATA – SP), Artimpakt (da Casulo-Floripa), Yas Zyngier (da Finalmente / Aquete – se) e TSFN.
Gruta – Portal da Caixa Preta. Sábado (13.07), às 23h. Ingressos a partir de R$ 10, aqui.
O local será divulgado no dia do evento, aqui.

A primeira edição da Festa Tropicana mistura música eletrônica, black music e funk. De gra-ça.
Festa Tropicana. Sábado (13.07), às 22h. Gratuito.
A Garagem. Rua da Carioca, 85 – Centro.

Experimentação multicultural, trans-histórica e ligada aos efeitos passados, presentes e futuros da diáspora negro-africana, a Mariwô ocupa a Quadra do Fala Meu Louro com apresentação de MC Catenn e discotecagem de Alada, Bbwju, Caio Rosa, Ciana, Glau Tavares, Pedra Pomes e Wc do Karatê.
Mariwô. Sábado (13.07), às 23h. Ingressos a partir de R$ 15, aqui.
Quadra do Fala Meu Louro. Rua Dr. Waldemar Dutra, 19 – Santo Cristo.

Peraí, que tem festa junina

A festa Caufuçu organiza um arraiá atrás do IFCS, o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, no Centro.
Arraiá Cafuçu. Sexta-feira (12.07), às 22h. Gratuito.
Largo de São Francisco de Paula, 1 – Centro.

E a festa julina da Lagoa segue firme e forte, no Lagoon. Neste finde, as atrações são: Forró de Rabeca (sexta-feira); Mestre Marro (sábado); e Trio de Janeiro, Chico Santos e Forro de Rabeca (domingo). Haverá barraquinhas com quitutes.
Festa Julina da Lagoa. Sexta-feira´(12.07), das 16h às 23h. Sábado (13.07) e domingo (14.07), do meio-dia às 23h.
Lagoon (terraço). Av. Borges de Medeiros, 1424 – Lagoa.

O bloco Amigos da Onça organiza o Arraiáwww Amigos da Onça, com as participações de Júlia Vargas, Forróçacana e Mestrinho. A Companhia Folclórica do Rio também realiza uma performance por lá, numa espécie de “carnajunino”. Afinal, nunca é demais o carnaval… Uma observação importante: os ingressos estão chegando ao fim.
Arraiáwww Amigos da Onça. Sábado (13.07), às 20h. Ingressos a R$ 50, aqui.
HUB. Avenida Professor Pereira Reis, 50 – Santo Cristo.

O arraial do Galpão Ladeira das Artes tem shows dos grupos Cordel Negro, Coconomã e Tupife.
Arraiá do Galpão. Sábado (13.07), das 15h às 23h. Ingressos a R$ 15, com nome na lista (aqui), e R$ 20.
Galpão Ladeira das Artes. Rua Conselheiro Lampreia, 225 – Cosme Velho.

…E depois da festa do Galpão, rola After do Galpão. No Casarão Floresta, também no Cosme Velho, a farra vira a madrugada, com apresentações de Coconomã, Trio Rapina e Bailique.
After do Galpão. Sábado (13.07), às 22h. Ingressos gratuitos para quem for ao Arraiá do Galpão e R$ 20 para quem não for ao Arraiá do Galpão.
Casarão Floresta. Rua Conselheiro Lampreia, 115 – Cosme Velho.

O Leão Etíope do Méier põe para frente uma arretada festa em praça pública, que tem como ápice o show de Carlos Malta & Pife Muderno (às 21h).
Leão Etíope do Méier – 25 Anos de Carlos Malta & Pife Muderno. Sábado (13.07), a partir das 18h. Gratuito.
Praça Agripino Grieco, s/nº – Méier.

O grupo Forró de Pife é a atração principal do arraiá do Espaço Mova. A banda Rabecaria também participa do baile que contará com expositores artesanais. Para os iniciantes na dança: haverá aula de forró ao longo de toda a noite!
Arraiá do Mova. Sábado (13.07), a partir das 19h. Ingressos a R$ 10 até 22h e R$ 20 após.
Espaço Mova. Rua Hermenegildo de Barros, 73 – Glória.

Taí a opção de arraial mais inusitado e fofíneo deste finde. No Parque Guinle, um arraiauau transforma cadelas e cachorros em cãopiras. Bora dançar quadrilha (ops, cãodrilha) com os pets?
Arraiá Vet Care. Sábado (13.07), das 10h às 13h. Gratuito.
Parque Guinle. Rua Gago Coutinho, s/nº – Laranjeiras.

Rodrigo Maranhão e Mariá Pinkusfeld são convidados especiais do Arraiá da Vizinha, em Botafogo. Forrozinho dos bons…
Forró da Vizinha. Domingo (14.07), das 17h às 22h. Gratuito.
Vizinha 123. Rua Henrique de Novais, 123 – Botafogo.


Para Ver Show

Maglore e Vanguart

O grupo Maglore | Foto: Duane Carvalho.

Para comemorar os dez anos de carreira, a banda baiana Maglore preparou um show especial no qual repassa músicas de toda a sua discografia. A estreia da apresentação, em São Paulo, foi registrada no recém-lançado DVD “Maglore ao vivo” e agora chega ao Rio. Na Fundição Progresso, o quarteto composto por Teago Oliveira (guitarra e vocal), Lelo Brandão (guitarra, synth e vocal), Lucas Gonçalves (baixo e vocal) e Felipe Dieder (bateria) desfia os sucessos de todos os álbuns de sua trajetória, além do mais recente “Todas as bandeiras” (2017). Na mesma noite, o grupo Vanguart sobe ao palco e faz o show do seu álbum autoral “Beijo Estranho” (2017), além de uma reedição de canções mais antigas, como “Meu Sol”, “Mi Vida Eres Tu” e “Estive”.

Maglore e Vanguart. Sexta-feira (12.07), às 22h. Ingressos a partir de R$ 50, aqui.
Fundição Progresso. Rua dos Arcos, 24 – Lapa.

Rio Maravilha – Festival de Inverno

O cantor Jorge Ben Jor | Foto: divulgação

Não há limites para a mistura musical na atual edição do Festival do Inverno, e isso é bom. Até domingo, atrações do rap e do samba, do rock e do sertanejo passam pela estrutura montada na Marina da Glória. A programação é louvável. Na sexta-feira compartilham o mesmo palco Jorge Ben Jor, Marcelo D2 e Zeca Pagodinho. No sábado, Nando Reis, Raimundos, Barão Vermelho e Biquíni Cavadão. No domingo, Marília Mendonça e Ferrugem.

Rio Maravilha | Festival de Inverno. Sexta-feira (12.07), sábado (13.07) e domingo (14.07), a partir das 21h. Ingressos a partir de R$ 65, aqui.
Marina da Glória. Avenida Infante Dom Henrique, s/nº – Aterro do Flamengo.

Festival Pirâmide Perdida

Akira Presidente, em show no Circo Voador | Foto: I Hate Flash

Para comemorar os quatro anos do selo/gravadora, o time da Pirâmide Perdida brota de novo no Circo Voador para a segunda edição do festival. O esquema é o mesmo de antes, com a lona ocupada por shows, hip hop e grafite. Para quem curte rap, a programação traz pérolas deste universo: destaque no palco, Febem mostra pela primeira vez seu cabuloso “Running”; e Akira Presidente bota pra jogo “Nandi”, com as participações de Ainá, Baco Exu do Blues e BK’. Entre os shows, uma equipe de DJs se reveza nas carrapetas.

Festival Pirâmide Perdida 2019. Sábado (13.07), às 21h. Ingressos a partir de R$ 50, aqui.
Circo Voador. Rua dos Arcos, s/nº – Lapa.

Peraí, que tem mais

Saudades das quintas de samba? Então desaudade-se. Nesta quinta-feira, a batucada rola no terraço do bacanérrimo Selina Lapa, com o grupo Samba Que Elas Querem. A marca Biombo participa do evento, expondo algumas peças para venda. Bom demais.
Samba Que Elas Querem. Quinta-feira (11.07), às 18h. Gratuito, com nome aqui.
Selina Lapa. Largo da Lapa, 9 – Lapa.

Até o fim do mês, Maria Bethânia segue com o show “Claros breus”: todas as quintas-feiras, no Manouche. O formato é intimista, e inclui canções que não costumam figurar no repertório da baiana, com músicas inéditas de Adriana Calcanhoto, Chico César, Roque Ferreira e Flávia Wenceslau, Lenine, Suely Costa, Chico Buarque, Caetano Veloso, entre outros. Os ingressos estão esgotados, mas pode ser possível achar desistentes aqui, ó.
Maria Bethânia. Quinta-feira (11.07), às 21h. Ingressos (esgotados) a partir de R$ 175, aqui.
Manouche (Casa Camolese). Rua Jardim Botânico, 983 – Jardim Botânico.

Gira e faz girar a roda da vida que gira. Desde as rodas das barras das saias que vieram de África. Desde a roda da vida que roda e gira. No show “Roda a baiana”, Mariene de Castro passeia por um repertório de samba de roda, roda de jongo e folclore baiano.
Mariene de Castro. Sexta-feira (12.07), às 21h. Ingressos a partir de R$ 35, aqui.
Imperator. Rua Dias da Cruz, 170 – Méier.

Taí um fenômeno inegável: pois que atire a primeira pedra quem não souber cantar ao menos uma canção do Jota Quest. Com 22 anos de estrada, a banda liderada por Rogério Flausino encerra a turnê “Acústico”, em que repassa os maiores hits da carreira, como “Dias melhores”, “Amor maior”, “Só hoje”, “Do seu lado”, “O que eu também não entendo”, “O vento” e “Fácil”.
Jota Quest | Acústico. Sexta-feira (12.07), às 21h. Ingressos a partir de R$ 75, aqui.
Vivo Rio. Avenida Infante Dom Henrique, 85 – Aterro do Flamengo.

Desnudar-se, tendo a voz acompanhada apenas por piano ou sanfona. Este é o fio condutor de “Garimpo”, o show do elogiado álbum que João Cavalcanti lançou ano passado, em parceria com Marcelo Caldi. Apresentação preciosíssima.
João Cavalcanti e Marcelo Caldi. Sexta-feira (12.07), às 21h. Ingressos a partir R$ 30, aqui.
Manouche (Casa Camolese). Rua Jardim Botânico, 983 – Jardim Botânico.

Chico Chico e Duda Brack dividem o palco no projeto Novas Coordenadas. Juntos, a jovem cantora gaúcha e o músico carioca, filho de Cássia Eller, interpretam canções de amigos e ídolos em comum, como João Mantuano, Posada, Alzira Espíndola e Itamar Assumpção.
Chico Chico + Duda Brack. Domingo (14.07), às 19h. Ingressos a partir de R$ 10, aqui.
Coordenadas Bar. Rua das Passagem, 19 – Botafogo.

Alô, povo do samba! Neste domingo, o grupo Moça Prosa — formado apenas por mulheres — faz uma roda aberta, com clássicos e novidades do gênero.
Moça Prosa. Domingo (14.07), às 16h. Ingressos a R$ 10.
A Garagem. Rua da Carioca, 85 – Centro.


Para Assistir

Dois filmes franceses em cartaz

O Varilux já saiu de cartaz, mas o cinema francês permanece firme e forte por aqui. Neste fim de semana, dois longas chegam oficialmente às salas após participarem do festival.  “Inocência roubada” (na foto) é baseado na história real vivida pela diretora Andrea Bescond (ela divide a função com Eric Metayer) e mostra a dança como um importante meio de superar traumas sofridos a partir de abusos sexuais na infância. Já a comédia romântica “Amor à segunda vista” (não confundir com o filme de mesmo nome com a Sandra Bullock) acompanha a confusão na vida de um rapaz que se vê mergulhado num mundo no qual nunca encontrou Olivia, mulher da sua vida. A moça o encara como desconhecido. Qual você gostou mais?

“Amor à segunda vista”. Confira salas e horários aqui
“Inocência roubada”. Confira salas e horários aqui.

Angels in America

“Angels in America”: em cartaz no Teatro Riachuelo. Foto:  Mauro Kury/Divulgação

“O milênio se aproxima” e “Perestroika” formam as duas partes do espetáculo, um sucesso na Broadway desde a década de 1990 e, agora, montado pela Armazém Companhia de Teatro. “Angels in America” se passa nos anos 1980, em Nova Iorque, e acompanha personagens cujas vidas são drasticamente alteradas pela disseminação da Aids. O público pode assistir a uma das partes em dias diferentes ou as duas no mesmo dia, com um intervalo entre elas. A direção é de Paulo de Moraes. Uma curiosidade: em 2003, a HBO lançou uma minissérie homônima dirigida por Mike Nichols  e com Al Pacino, Meryl Streep, Mary-Louise Parker e Emma Thompson no elenco. Vale muito a pena.

“Angels in America”. Sexta, às 20h: Parte I – “O milênio se aproxima”. Sábado, às 17h: Parte I – “O milênio se aproxima”. Às 20h: Parte II – “Perestroika”. Domingo, às 18h: Parte II – “Perestroika”. Ingressos a partir de R$ 50. Em cartaz até 28 de julho.
Teatro Riachuelo. Rua do Passeio, 38 – Centro.

[As boas do primeiro semestre de 2019]

A vida corrida nos fez ver menos do que gostaríamos, mas vimos o que vimos e sentimos o que sentimos com o que vimos. E o melhor do que foi visto é isso aqui, ó:

Antonio Banderas em “Dor e Glória”

Nas telas:

“A favorita”: chegou aos cinemas no começo do ano para espalhar a estranheza elaborada do diretor grego Yorgos Lanthimos, o mesmo dos ótimos “Dente canino” e “O lagosta”. Um filme sobre a chama vacilante do poder, cujas faíscas de desejo e de carência são as que mais queimam. Olivia Colman (a rainha Anne, imersa em sua loucura por vezes infantil) levou o Oscar de melhor atriz.

“Border” [em cartaz em pouquíssima sessões]: uma bela surpresa sueca. A estreia foi no já longínquo abril, mas esta beleza ainda resiste, não sem razão. Conto sobre o preconceito e a diferença, “Border”  concilia drama, suspense e humor com precisão, conduzindo o espectador com calma para o universo de Tina (Eva Melander), uma policial capaz de farejar sensações. Mas isso é só a ponta da lança. Vimos há pouco tempo na sala 2 do Estação Botafogo. Tomara que ainda esteja lá. Ao menos, da nossa cabeça não saiu.

“Chernobyl” [no catálogo da HBO Go]: tragédia que marca a derrocada da União Soviética, o acidente nuclear de Chernobil, em abril de 1986, foi revisitado nesta produção de cinco episódios. Se emissoras tradicionais e serviços de streaming vêm condenando a força de suas histórias ao esticá-las à beira da exaustão, a série (ou seria minissérie?) se destaca por se encerrar aqui. Nada de segunda temporada. E o que é feito nessas cinco horas é realmente fascinante. Os desdobramentos da trajetória de Valery Legasov (protagonista vivido por Jared Harris) não eclipsam a variedade complexa de outros personagens afetados pela catástrofe.

“Democracia em vertigem” [no catálogo da Netflix]: terceiro longa dirigido por Petra Costa, o documentário tenta traduzir o espanto diante da guinada social e política vista no Brasil nos últimos anos. Da quimera progressista (fim da fome, mais gente na faculdade, primeira mulher eleita presidente) ao flerte com o fascismo. A complexa costura, que envolve linhas temporais distintas e penteia um passado ainda mais distante, tem Petra como porta-voz. Realçando a marca da subjetividade, ela se abotoa à narrativa e traz a família à tela. Numa passagem, Dilma Rousseff conversa com a mãe de Petra, cujo passado como combatente da ditadura a fez viver na clandestinidade. Hoje, nos parece um filme sobre o espanto. E amanhã? A despeito das críticas aos governos de esquerda, Petra assume um lado na história. Golpe é golpe. E ditadura não é movimento.

“Dor e Glória” [em cartaz]: o melodrama mostra que o passado não é só fonte de melancolia, mas, especialmente, de força e de criatividade. Pedro Almodóvar se concilia com o tempo neste que é seu melhor filme desde “A pele que habito” (2011). Em comum, ambos trazem a presença luminosa de Antonio Banderas, um ator com a temperatura almodovariana. Aqui, um reflete o outro, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Sem morte.

Mais coisas boas: “Assunto de família” e “Nós”

“As crianças”: espetáculo sobre a finitude da vida

Nos palcos: 

“Antígona” [em cartaz no Teatro Poeira]:  Andrea Beltrão é narradora e múltipla personagem da peça, cuja base é o texto clássico de Sófocles, escrito há 2.500 anos. A desmedida da personagem que, contrariando as ordens do rei Creonte, decide enterrar o irmão morto ecoa nos tempos atuais. Cabe a atriz explicar a intrincada árvore genealógica dos mitos enquanto prepara a cena para o desfecho trágico da protagonista. A força de Beltrão em cena é inesquecível.

“As crianças”: já falamos tanto deste espetáculo e não teria como deixá-lo de fora. Vimos no começo do ano no Teatro Poeira e permanece com a gente. O pano de fundo traz o reencontro de três velhos amigos que trabalharam juntos numa usina nuclear, mas o espetáculo abre caminhos outros, num desenho sobre a finitude da vida e a autonomia.

“O narrador”: um texto lido página a página, com calma. Cada página lida é descartada, repousando no chão. Duas cadeiras: numa delas, o narrador, Diogo Liberano, com microfone em mãos; na outra, um bicho de pelúcia azul. A construção da fala junta essas duas figuras visíveis diante do espectador, mas também aponta o que não pode ser visto, apenas sentido ou lembrado. A performance nos recorda por que contamos histórias. Criação do Teatro Inominável.

“Pi – Panorâmica insana”: o título já sugere o caos orquestrado pela diretora Bia Lessa. O espetáculo traça esse desenho que contempla, mas não aprofunda nem afunda, mas confunde. São cortes rápidos, são muitos sons, muita correria, muitas gentes (com nome, idade e profissão) vividas e largadas no meio do caminho. A confusão do ser ou não ser é apenas sustentada pela confusão de ser ou não ser. O que somos? Para onde vamos? O mundo é insano. Ou melhor, insanos são os outros.

Mais coisas boas: “As comadres”, “Luz nas trevas” [em cartaz] e “Por que não vivemos?” [em cartaz].


Para Inspirar

Light Art Rio

E fez-se luz. Três andares do Oi Futuro abrigam a exposição, a primeira de light art da cidade. Se não ficou claro, a gente ilumina: aqui, a luz é a principal força de criação das obras apresentadas, como esculturas e instalações. A ideia é que o visitante descubra diversas formas sensoriais e espaciais a partir desse elemento. Os trabalhos exploram temáticas de cor, tempo, luz artificial, projeção e tecnologia em ambientes imersivos e experimentais. Estamos curiosos. Quem curtiu prestenção que a coisa é veloz mesmo: começou no dia 7 e vai embora dia 28.

Light Art Rio. De terça a domingo, das 11h às 20h. Em cartaz até 28.07. Gratuito.
Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo.

Duas exposições na Anita Schwartz Galeria

“O buscador”,  obra de Bruno Vilela

Desde quarta-feira (10), a Anita Schwartz Galeria abriga duas exposições com artistas brasileiros contemporâneos. Em “Shiva”, o pernambucano Bruno Vilela mostra uma grande instalação composta por obras inéditas produzidas a partir de sua viagem à Índia, no início do ano, onde percorreu dezenas de templos e santuários em onze cidades, durante 40 dias, fazendo uma imersão na religião e na cultura daquele país. Já o capixaba Paulo Vivacqua traz trabalhos inéditos. “Barbapapa” é  um aprofundamento de sua recente pesquisa sobre sons e linguagens pré-verbais, com instalações e desenhos.

“Shiva” + “Barbapapa”. De segunda a sexta-feira, das 10h às 20h. Sábado, das 12h às 18h. Gratuito.
Anita Schwartz Galeria de Arte. Rua José Roberto Macedo Soares, 30 – Gávea.

Peraí, que tem mais

O Museu do Samba recebe Negras em Ação, evento com palestras e roda de conversas com mulheres negras que se destacam em atividades, ações e posicionamentos de luta constante pela igualdade. Elas vão se reunir para apresentar questões e sugestões para melhoria de vida de toda sociedade. Além disso, haverá espaço afro-empreendedor e gastronômico no local. Para encerrar,  apresentação do Grupo Moça Prosa, com Dayse do Banjo como convidada.

Negras em Ação. Sábado, a partir das 9h. 
Museu do Samba. Rua Visconde de Niterói, 1.296 – Mangueira.

[Para escapar: Flip]

O evento literário mais importante do país está rolando desde quarta-feira (10). A Flip – Festa Literária Internacional de Paraty se desdobra em cinco dias de debates com uma programação riquíssima. Um convite à palavra falada, escrita, ouvida e encantada. Destacamos aqui duas mesas que devem atrair a atenção do público, ambas na sexta-feira (12.07) mas que não pertencem à programação principal. “Sobre Lutas e Lágrimas: Uma Biografia Local” conta com a presença de Mário Magalhães, autor de “Maringhella”, e de Mônica Benício, viúva de Marielle Franco. Às 18h30, na Casa Libre & Santa Rita da Cássia. Já Glenn Greenwald é o principal nome da mesa “Os Desafios do Jornalismo em Tempos de Lava Jato”. Alceu Castilho, Gregorio Duvivier e Sergio Amadeu também participam do encontro, que rola às 19h no Barco Flipei – Festa Literária Pirata das Editoras Independentes. Não faltam papos alternativos por lá. Euclides da Cunha, autor de “Os sertões”, é o homenageado da 17ª edição. Já escaparam?

Flip. Confira a programação completa aqui

Save the Date

Flip::Flup no Museu de Arte do Rio

O Museu de Arte do Rio (MAR) recebe o Flip :: Flup

Flip lá, Flup aqui. Um dia após o encerramento oficial da festa em Paraty, o MAR abre as portas para esticar as ondas do pensamento valente da Festa Literária das Periferias. O evento mesmo só ocorre em outubro, mas a segunda-feira (15) realça a típica voltagem dos encontros. De cara, salta os olhos a terceira mesa do dia, “Diversidade é uma palavra feminina”, que acorre nos pilotis, das 16h30 às 18h. Grace PassôNina GeorgeJoelle Taylor conversam sobre as minúcias e complexidades  do feminismo. A mediação é de Izabela Pucu. A programação é bem maior.

Flip :: Flup no Mar. A programação completa está na página do evento no Facebook.


Para Comer & Beber

Vegetariano Social Clube

O yakissoba vegano do Vegetariano Social Clube | Foto: Divulgação

O endereço é bem pequenininho, e quase passa despercebido: está numa calçada movimentada da Rua das Laranjeiras, entre a loja do Brownie do Luiz e um pé-sujo qualquer. Por aquelas bandas, no entanto, desponta como um artigo raro (não há tantas boas opções de restaurante no bairro, infelizmente). Por isso, é impossível não notar a casa. Novidade em Laranjeiras, o Vegetariano Social Clube — que funcionou por 17 anos no Leblon — volta a alimentar veganos da cidade com pratos feitos a preços entre R$ 25 e R$ 30. Há receitas como moqueca de palmito, espaguete de pupunha com molho de tomate, yakissoba vegano, bruschetta de abacate com cogumelos… Vale experimentar.

Vegetariano Social Clube. Segunda-feira a sábado, do meio-dia às 22h. Domingo, do meio-dia às 18h.
Rua das Laranjeiras, 103 B – Laranjeiras.

Junta Local

A feira Junta Local, no Parque Lage | Foto: Divulgação

A gente ama a Junta Local (quem nos acompanha aqui sabe disso). Mas quando a feira acontece no Parque Lage rola um plus a mais, daquele jeito bem redundante mesmo. Neste fim de semana, além dos 50 produtores com ingredientes e receitas artesanais, haverá a presença do Circuitinho RJ, um evento de recreação, cultura e moda voltado para a criançada, e do Coletivo Primavera, com uma dezena de produtores veganos. Ou seja, tá algo a mais do que um plus a mais. Bora levar a canga, pra curtir sem pressa?

Junta Local de Inverno. Sábado (13.07) e domingo (14.07), do meio-dia às 20h. Gratuito.
Parque Lage. Rua Jardim Botânico, 414 – Jardim Botânico.

Peraí, que tem mais

Maior feira de produtores veganos da cidade, a Veg Borá comemora três anos com um baita evento na Fundição Progresso, com produtos a valores até R$ 20. HAverá salgadinhos, not dog, acarajé, pastéis, churrasquinho vegano, hambúrgueres, sanduíches, batata frita, quiches, empadas, bolinhos de diversos sabores, falafel, refeições, queijos e derivados com leite vegetal, além dos bolos e sorvetes, e das cervejas artesanais, refrigerantes veganos e orgânicos e sucos naturais.  Tudo sem nenhum ingrediente de origem animal.
Veg Borá. Domingo (14.07), do meio-dia às 18h. Gratuito.
Fundição Progresso. Rua dos Arcos, 24 – Lapa.


Para Comprar

Feira Colmeia

Barraquinhas da feira Colmeia, na Glória | Foto: Divulgação

Velha conhecida do guia, a Feira Colmeia é formada por um coletivo de empreendedoras independentes e ocupa um cantinho muito agradável da Glória. Nas barraquinhas, você encontra cosméticos naturais, bijuterias, mandalas e filtros dos sonhos, absorventes e fraldas ecológicas, produtos de limpeza naturais, artigos para decoração, roupas e brinquedos. Há também atividades voltadas para o público infantil.

Feira Colmeia – Edição de Julho. Sábado (13.07), das 9h às 14h. Gratuito.
Praça do Russel, s/nº – Glória.

Peraí, que tem mais

Depois de um tempinho ausente, a Carioquíssima volta ao guia em clima de festa julina. Então, além dos tradicionais expositores de moda, design e artes plásticas, espere também muita comida, brincadeiras típicas e o trio forró, xote e baião para embalar o público. São três dias de evento.
Carioquíssima na Roça. Sexta-feira (12.07) a domingo (14.07), das 13h às 22h. 
Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 110 – Botafogo. 

A Feira Errante promove a sua primeira edição. É uma boa para quem curte produções artesanais e autorais. Ou seja, artes gráficas e livros independentes de encher os olhos.
Feira Errante. Sábado (13.07), das 15h às 22h. 
Atelier Sanitário. Rua Pedro Ernesto, 56 – Gamboa. 

No fim de semana também rola o 6º Festival Mulheres Tatuadoras. É a chance de apoiar o trabalho de mulheres num mercado considerado ainda muito machista. Por lá, as tatuagens custam entre R$ 150 e R$ 500. Cursos de biossegurança, primeiros socorros e lettering também são oferecidos.
6º Festival Mulheres Tatuadoras. Sábado (13.07) e domingo (14.07), a partir das 10h.
Casaxottta. Rua Frei Caneca, 54 – Sobrado.

A ordem da Feira das Pulgas é pechinchar. Conjugue o verbo e pratique à vontade. Desapegos da Thais, Desapegos da Marina, Barraca do Tyto e Aromaria são alguns dos convidados do garimpo.
Feira das Pulgas. Domingo (14.07), das 12h às 18h.
CoLAB. Rua Fernandes Guimarães, 66 – Botafogo.

É a segunda edição da Conceitua! Feira, que ocupa o Olha da Rua no domingo (14.07). O espaço é uma mistura de galeria de artes, ateliê e bar/bistrô. A feira destaca expositores de moda, cultura, gastronomia e tatuagem, entre outros.
Conceitua! Feira. Domingo (14.07), das 14h às 21h. Couvert artístico: R$ 10 (valor sugerido).
Olho da Rua. Rua Bambina, 06 – Botafogo.

Artesanato, moda e cultura urbana são os pilares da Feira Urbana Carioca, que acontece no Parque de Madureira no domingo (14.07). No mesmo dia, o Rock Urbano comemora o Dia Mundial do Rock, num evento parceiro da feira.
Feira Urbana Carioca. Domingo (14.07), das 12h às 20h.
Parque  Madureira (Portão 3). Rua Soares Caldeira, 115 – Madureira.