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Rave da Vacina em Berlim: só entra depois de ganhar um shot de Pfizer

Quem escreveu

Lalai Persson

Data

13 de August, 2021

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DJs em Berlim tocam para que o público receba shots de Pfizer para aumentar o número de imunizados na cidade e para ajudar na retomada a noite da capital mundial da música eletrônica

Há algumas semanas comemoramos em Berlim o baixo índice de 4 a cada 100 mil habitantes infectados com o coronavírus. Mas com a reabertura do turismo, a baixada de guarda e abertura de praticamente tudo que se manteve fechado nos últimos meses (ou ano), este número tem subido e hoje ultrapassou 50. O maior grupo de infectados tem idade entre 20 e 24 anos.

A capital alemã já tem 55% de pessoas vacinadas com as duas doses e 62% com uma dose. A vacina está liberada e acessível para toda a população sem precisar sequer marcar hora já há algum tempo. É só ir e tomá-la. Mas como em todo o mundo, há também os anti-vacinas, além de muita gente jovem acreditando que está imune aos riscos do coronavírus por conta da idade.

Berlim, que tem a música eletrônica como uma de suas principais economias, sempre movimentou o turismo local trazendo uma multidão de ravers semanalmente para virarem o fim de semana dentro de seus clubs. O Berlin Clubcomission tem trabalhado intensamente ao lado do governo para criar formas de retomar a cena das festas, que por enquanto só acontecem a céu aberto acompanhadas de uma lista de regras, como dançar só de máscara e ter a entrada só permitida com passaporte da vacina ou teste Covid negativo feito no dia.

Fila para o ClubReboot Berlin no KitKat. Foto: Emma Hurt / NPR

Nesta última reabertura, após uma longa quarentena pela qual passamos, alguns testes inéditos começaram a acontecer devido à chegada da vacina. Foi a primeira vez em mais de um ano que tivemos festas acontecendo em clubs fechados. Na última sexta-feira rolou o ClubCulture Reboot com a reabertura de seis clubsSO36, KitKat, Crack Bellmer, Metropol, Wilde Renate e Festsaal Kreuzberg – que recebeu um público de 2 mil pessoas. A entrada só foi permitida com um teste PCR negativo em mãos, mesmo para os já vacinados com as duas doses. E, como parte do projeto, o público participante teve que fazer um novo teste dias depois (gratuitamente disponibilizado pelo programa). Diferentemente das festas atuais, não houve obrigatoriedade de uso de máscara na pista e nem distanciamento social.

Berlin Vaccination Parties. Foto DW

Já nos dias 9 e 11 aconteceram a “Berlin Vaccination Parties” com acesso apenas para o público não vacinado. A entrada é gratuita, mas só é feita após levar um shot da Biontech Pfizer. Não vai tomar? Não entra. Não estão pedindo documento de identificação e nem é necessário fazer qualquer cadastro. É só chegar, o que significa que o acesso é permitido também aos que estão apenas visitando Berlim. A próxima noite será hoje, dia 13 de agosto, das 19h45 à 0h.

Diferentemente das festas testes, a rave da vacina não vende bebida alcóolica e não é permitido dançar. Mas para atrair a atenção do público, foram selecionados DJs renomados para tocar.

O Arena Berlin transformou-se num Centro de Testes e Vacinação durante a pandemia, que contou com diversos DJs e produtores de música trabalhando como voluntários neste período. Um deles foi o Basti Tiefschwarz (metade da dupla Tiefschwarz), que é um dos convidados para tocar.

Virada da Vacina em São Paulo

Já São Paulo prepara a Virada da Vacina neste fim de semana com o objetivo de vacinar jovens de 18 a 21 anos. Serão 34 horas de vacinação ininterrupta em todas as regiões da cidade de sábado, a partir das 19h, até às 17h de domingo. E para animar os jovens a se vacinar, também vai ter música, com blocos de Carnaval e festas conhecidos, como Minhoqueens, Calefação Tropicaos, Domingo Ela não Vai, Patuá Discos e outros. Informações aqui.

Quem escreveu

Lalai Persson

Data

13 de August, 2021

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Lalai Persson

Lalai prometeu aos 15 anos que aos 40 faria sua sonhada viagem à Europa. Aos 24 conseguiu adiantar tal sonho em 16 anos. Desde então pisou 33 vezes em Paris e não pára de contar. Não é uma exímia planejadora de viagens. Gosta mesmo é de anotar o que é imperdível, a partir daí, prefere se perder nas ruas por onde passa e tirar dicas de locais. Hoje coleciona boas histórias, perrengues e cotonetes.

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    Vivemos em um mundo de opções pasteurizadas, de dualidades. O preto e o branco, o bom e o mau. Não importa se é no avião, ou na Times Square, ou o bar que você vai todo sábado. Queremos ir além. Procuramos tudo o que está no meio. Todos os cinzas. O que você conhece e eu não, e vice-versa. Entre o seu mundo e o meu.