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Coala Festival: música boa, ativismo e diversão

Quem escreveu

Lalai Persson

Data

10 de September, 2019

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Depois de dias friorentos, o sábado nasceu ensolarado deixando a pista bem quente no Coala Festival, que reuniu por dois dias alguns dos artistas brasileiros mais emergentes, além dos consagrados, no palco. Nele o clássico e o contemporâneo se reuniu para um grande baile.

O Coala quase não deu conta do tamanho do público que compareceu no festival no sábado. Apesar da produção impecável, algumas ativações de marcas pertinentes, as filas eram grandes, os banheiros difíceis e a locomoção complexa. Foi um calor intenso pela alta temperatura marcada no termômetro como também pelo volume de pessoas. Mas sucesso é isso: crescimento. Apesar da ótima comodidade de ter um festival na porta do metrô, é de se pensar se em 2020 o festival continua nesse espaço que pareceu pequeno para o tamanho do público. Os preços praticados também eram bem altos (cerveja a R$15 e um poke por R$ 35).

Coala Festival 2019. Foto: Fernando Schlaepfer

Outro ponto positivo para o festival é a diversidade, não somente no line-up, mas no público que frequenta o festival. Preços de ingressos mais amigáveis com opção solidária torna possível o Coala ser uma celebração da diversidade brasileira (ou pelo menos da paulistana). Pode não estar todo mundo lá, mas tem muito mais “do mundo que o Brasil possui” do que a maioria dos festivais que acontecem em São Paulo.

Coala Festival 2019. Foto: Fernando Schlaepfer
Coala Festival 2019. Foto: Fernando Schlaepfer

A edição abriu em ritmo de carnaval. Dona Onete, Elba Ramalho com Mariana Aydar, Radiola Serra Alta com Jéssica Caitano, Mestre Anderson Miguel com Renata Rosa trouxeram ritmos e hits carnavalescos aumentando ainda mais o calor que tomou conta da aridez do Memorial da América Latina. Elba Ramalho, a nossa Tina Turner brasileira, se apresentou em ótima forma no auge de seus 68 anos entoando desde canções de seu mais último disco de inéditas, que celebra seus 40 anos de carreira, até seus poderosos hits. Não foi só Elba que reinou no sábado. O BaianaSystem também roubou a cena num show potente que mostrou o porquê da banda ser uma das melhores da atualidade. No repertório sucessos dos discos anteriores e canções do novo álbum “O futuro não demora”.

Elba Ramalho – Coala Festival 2019. Foto: Fernando Schlaepfer
BaianaSystem – Coala Festival 2019. Foto: Fernando Schlaepfer

O domingo apareceu também ensolarado, mas com um público menor que o do primeiro dia, mesmo contando contando com a participação do funk carioca de Kevin O Chris no show da banda DKVPZ e do Ney Matogrosso. Foi impossível não se contagiar com Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz, show perfeito para o cair da tarde numa apresentação linda de morrer cheio de batucadas baianas.

Quando Ney Matogrosso, o mais esperado do dia, estava prestes a entrar no palco, o Memorial encheu (mas ainda com um público menor que o dia anterior). A sua entrada foi majestosa com ele trajado num macacão dourado justíssimo e máscara, para depois tira-la e soltar seu sorriso contagiante. Ney impressiona pela performance, voz e carisma. Abraçou o público num show cheio de elegância. Numa apresentação de 1h20, o cantor mostrou um repertório com diferentes ritmos, ora fazendo todo mundo pular e dançar, hora fazendo a galera se abraçar. Foi um fechamento inebriante para um fim de semana musical onde a política, a arte e a diversidade andaram de mãos dadas.

Ney Matogrosso – Coala Festival 2019. Foto: Fernando Schlaepfer
E assim foi uma festa linda o Coala Festival 2019. Foto: Fernando Schlaepfer

O Coala é um grande abraço coletivo embalado por uma trilha sonora com o melhor da música brasileira num momento em que o amor está sendo mais necessário do que nunca.

*foto destaque: Coala Festival 2019 por Fernando Schlaepfer

Quem escreveu

Lalai Persson

Data

10 de September, 2019

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Lalai Persson

Lalai prometeu aos 15 anos que aos 40 faria sua sonhada viagem à Europa. Aos 24 conseguiu adiantar tal sonho em 16 anos. Desde então pisou 33 vezes em Paris e não pára de contar. Não é uma exímia planejadora de viagens. Gosta mesmo é de anotar o que é imperdível, a partir daí, prefere se perder nas ruas por onde passa e tirar dicas de locais. Hoje coleciona boas histórias, perrengues e cotonetes.

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