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Surpreenda-se com uma visita ao Museu Afro Brasil

Data

01 de June, 2016

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Acredito que a maioria das pessoas que vive em São Paulo não costuma ir a museus, e quando vai a motivação são as exposições de famosos artistas estrangeiros. É uma pena, porque o nosso acervo brasileiro tem preciosidades de grande valor artístico e histórico. Um exemplo disso é a coleção do Museu Afro Brasil , que fica dentro do Parque do Ibirapuera. Com apenas R$6, os visitantes tem acesso a mais de 6 mil obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, documentos e peças etnológicas, de autores brasileiros e estrangeiros, produzidos desde o século XVIII até os dias de hoje.
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Quem passa em frente, não imagina o tamanho do lugar nem a quantidade obras de arte que o museu abriga. Inaugurado em 2004, a partir da coleção particular do Diretor Curador Emanoel Araujo, o Museu Afro-Brasil fica em um pavilhão de 11 mil m2 dividido em três pisos, há exposições permanentes e temporárias que valorizam a influência afro-brasileira em todos os aspectos da construção da identidade brasileira. Atualmente, está divido em 6 núcleos: África: Diversidade e Permanência, Trabalho e Escravidão, As Religiões Afro-Brasileiras, O Sagrado e o Profano, História e Memória e Artes Plásticas: a Mão Afro Brasileira.
Cada andar, para mim, foi uma surpresa. O acervo vai muito além das religiões afro-brasileiras. A história, arte, escravidão, música, literatura, personalidades, adereços, móveis, esculturas, instalações estão espalhados nos três andares. É claro que não podiam faltar obras do artista plástico argentino Carybé e do fotógrafo e etnólogo franco-brasileiro Pierre Verger.
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Eu visitei o museu sozinha e até me perdi lá dentro de tão empolgada que fiquei com as obras. Mas vale a pena marcar uma visita guiada e assim ter todo o contexto histórico e cultural do acervo. Durante o tempo que fiquei lá, notei poucas pessoas, dentre eles alguns estrangeiros, que fotografavam as obras maravilhados. Pensei: a maioria dos brasileiros não estima nossa cultura tanto quanto os estrangeiros, o que é uma pena, porque conhecer nossa história e preservar nossa memória é um passo importante para valorizarmos as coisas boas do nosso país, e até mesmo combater o preconceito, já que nossa sociedade é uma mistura de todas as raças.
A sala que mais me impressionou foi Navio Negreiro. A ambientação, a sala escura, a música e as vozes ao fundo, me emocionaram. Os objetos, poemas de Castro Alves, relatos e um esqueleto de um navio, contavam a história dos negros trazidos da África, o sofrimento, doenças e mortes durante o trajeto.
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Biblioteca e teatro
Além do acervo, o museu conta também com a biblioteca Carolina de Jesus, especializada em temas como escravidão, tráfico de escravos, abolição da escravatura, da América Latina, Caribe e Estados Unidos. Carolina de Jesus foi uma escritora favelada que ficou famosa ao publicar o livro Quarto de Despejo. Há também o teatro Ruth de Sousa, uma homenagem à grande atriz, que no dia que fui encontrava-se fechado.
Exposições temporárias
O museu também abriga mostras temporárias. Até 5 de junho você pode conferir a exposição Evocações. Doze artistas mulheres e as múltiplas linguagens criativas”, uma homenagem a três excepcionais artistas que fazem parte do seu acervo: Yêdamaria (1932 – 2016); Maria Lídia Magliani (1946 – 2012) e Madalena Santos Reinbold (1919 – 1977) e mais nove artistas plásticas.
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Até 10 de junho: exposição “A Luz do Mundo onde há Fronteiras” – uma instalação do artista japonês Nobuo Mitsunashi. Utilizando o Hanazumi, uma técnica centenária japonesa, o artista queima as flores em fornos em um processo delicado, onde elas são transformadas em peças de carvão, conservando a sua forma original.
Museu Afro-Brasil
Parque do Ibirapuera – Av. Pedro Alvares Cabral, s/n – próximo ao Portão 10
Fone: (11) 3320-8900
De terça a domingo, das 10h às 17h.
R$ 6 e R$ 3 (meia entrada) – Grátis aos sábados.
O agendamento deverá ser solicitado sempre pelo e-mail: [email protected]

Data

01 de June, 2016

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