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As loucuras arquitetônicas da Serpentine Gallery

Quem escreveu

Renato Salles

Data

15 de June, 2016

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Trabalhar com arquitetura é um eterno exercício de resiliência. Tem um ditado que diz que um projeto tem 10% de criatividade e 90% de trabalho e esforço. Isso porque cada projeto começa na ideia, mas não acaba na execução. Ele se transforma a cada dia, mesmo depois de pronto, cada vez que alguém usa aquele espaço. A história de uma construção continua a se desenrolar até a sua completa ruína, que pode levar séculos, e até milênios para acontecer. Com um peso desses, não é a toa que para sair do papel, uma obra de arquitetura demore tanto.

Agora imagina a liberdade que experimenta um arquiteto que tem em suas mãos uma encomenda de um projeto que vai durar só algumas poucas semanas. E melhor, que ele pode fazer o que quiser, como quiser, sem nenhuma exigência. Esse presente é dado anualmente para arquitetos que estão despontando no mundo pela Serpentine Gallery, em Londres.

Foto: Dezeen

Antes do verão chegar, a curadoria da instituição escolhe um starchitect que não tenha construído nada na Inglaterra para projetar um espaço nos gramado dos Kensington Gardens para abrigar festas, palestras, exibições e mais. Por ser em terreno plano, em meio a um parque, e absolutamente temporário, o pavilhão é uma grande oportunidade que os autores tem de por em prática as maiores loucuras, sem muita preocupação com durabilidade, impacto ambiental, relação com entorno, etc. Entre os convidados já estiveram gente do calibre de Zaha Hadid (a primeira), Frank Gehry, Jean Nouvel, Rem Koolhaas, Olafur Eliasson, Sanaa e até o nosso Oscar Niemeyer. Por isso, o evento está a cada ano mais esperado.

Bjark Ingels
Bjark Ingels

Na sua 15ª edição, o pavilhão desse ano surgiu da cabeça ultracriativa de Bjarke Ingels, fundador do escritório dinamarquês BIG. Como não poderia deixar de ser, o projeto dele é difícil de descrever. De um lado, um grande muro retangular formado por pequenas caixas. Do outro, uma forma ondulante que aponta para o céu. A ideia do arquiteto era juntar elementos aparentemente incompatíveis em um volume híbrido: ao mesmo tempo transparente e opaco, rígido e sinuoso. A referência usada por Ingels foi o trabalho de Jørn Utzon, arquiteto conterrâneo responsável pela Ópera de Sydney.

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O conceito surgiu dos estudos para construir uma estante, tanto que o prédio em formato de escada permite que os usuários subam e sentem em seus degraus (mas só até uma certa altura). Feita inteira de caixotes de fibra de vidro encaixadas, a fachada permite a visão completa do interior de um ponto, e se fecha aos olhos de outro. Dentro, como sempre, o espaço abriga um café e um espaço livre para eventos, pois lá acontecem os Park Nights, que podem ser de todos os tipos: cinema, festas, shows, performances, dança, poesia, literatura, e por aí vai. A programação desse ano tem como tema afeto, rituais e revolta. Fuerte! 

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Mas a maior novidade de 2016 são as Summer Houses. 4 estruturas se espalham ao redor do pavilhão principal, fazendo referência à construção neoclássica do século 18 chamada Queen Caroline’s Temple, que também fica nos Kensington Gardens. Para essas peças, foram chamados mais 4 profissionais do mundo todo. Os autores são Kunlé Adeyemi, da Nigeria, o estúdio Barkow Leibinger da Alemanha, o arquiteto húngaro-francês Yona Friedman e o inglês Asif Khan. Essas ‘casas’ são uma mistura de instalação artística com mobiliário urbano, cada uma com identidade própria.

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O pavilhão da Serpentine Gallery e as Summer Houses ficam lá até outubro, e a entrada é gratuita, com exceção dos eventos noturnos. Quem for passar por Londres nos próximos meses, não pode deixar de ir.

Quem quiser saber mais sobre as edições anteriores, recomendo esse texto.

Fotos do post: Iwan Baan / Imagem de destaque: BIG

Quem escreveu

Renato Salles

Data

15 de June, 2016

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Renato Salles

Para o Renato, em qualquer boa viagem você tem que escolher bem as companhias e os mapas. Excelente arrumador de malas, ele vira um halterofilista na volta de todas as suas viagens, pois acha sempre cabe mais algum souvenir. Gosta de guardar como lembrança de cada lugar vídeos, coisas para pendurar nas paredes e histórias de perrengues. Em situações de estresse, sua recomendação é sempre tomar uma cerveja antes de tomar uma decisão importante. Afinal, nada melhor que um bom bar para conhecer a cultura de um lugar.

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    Vivemos em um mundo de opções pasteurizadas, de dualidades. O preto e o branco, o bom e o mau. Não importa se é no avião, ou na Times Square, ou o bar que você vai todo sábado. Queremos ir além. Procuramos tudo o que está no meio. Todos os cinzas. O que você conhece e eu não, e vice-versa. Entre o seu mundo e o meu.