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Patrimônios da Humanidade em perigo

Quem escreveu

Renato Salles

Data

27 de April, 2015

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Recentemente, o mundo assitiu embasbacado às cenas bárbaras do exército do Estado Islâmico depredando o acervo milenar do Museu da Civilização de Mossul, e depois em Nimrud, no Iraque. Algumas das obras são a época dos assírios, do século VIII a VI a.C. A perda é inestimável e irreparável para toda a humanidade. A UNESCO, o braço da ONU que cuida de educação, ciência e cultura, não ficou de braços cruzados, e no dia seguinte à publicação do vídeo se reuniu para ver que poderia ser feito para a preservação da parte do acervo que sobreviveu ao ataque, e proteger outras coleções similares da região.

Mas a Unesco não intervém apenas em casos assim. A entidade tem relacionadas entre os seus 1007 sítios de Patrimônio Mundial, eles listam 46 pontos que devem ser mantidos sob vigilância para evitar que sofram danos consideráveis e sejam descaracterizados. A lista é a seguinte:

– Afeganistão: paisagem cultural e sítio arqueológico do Vale de Bamiyan
– Afeganistão: o minarete e as ruínas de Jam

– Belize: a reserva da barreira de Corais

– Bolívia: a cidade de Potosí

– República Africana Central: Parque Nacional Manovo-Gounda St. Floris

– Chile: escritórios salitreiros Santiago Humberstone e Santa Laura

– Colômbia: Parque Nacional Los Katíos

– Costa do Marfim: Parque Nacional Comoé
– Costa do Marfim: Reserva Natural Integral do Monte Nimba

– República Democrática do Congo: Parque Nacional Garamba
– República Democrática do Congo: Parque Nacional Kahuzi-Biega
– República Democrática do Congo: Reserva Selvagem Okapi
– República Democrática do Congo: Parque Nacional Salonga
– República Democrática do Congo: Parque Nacional Virunga

– Egito: Abu Mena

– Estados Unidos: Parque Nacional dos Everglades

– Etiópia: Parque Nacional Simien

Montanhas Simien - Shutterstock: Karel Tupy
Montanhas Simien – Shutterstock: Karel Tupy

– Georgia: Catedral de Bagrati e Monastério de Gelati
– Georgia: Monumentos Históricos de Mtskheta

– Guinea: Reserva Natural Integral do Monte Nimba

– Honduras: Reserva Biosférica do Rio Plátano

– Indonesia: Floresta Tropical de Sumatra

– Inglaterra: a Cidade Marcantil Marítima de Liverpool

– Iraque: Ashur (Qal’at Sherquat)
– Iraque: Cidade Arqueológica de Samarra

– Jerusalem: cidade velha e sua muralha

– Madagascar: Floresta de Atsinanana

– Mali: Timbuktu
– Mali: a Tumba de Askia
Mesquita de barro em Timbuktu - Shutterstock: Michele Alfieri
Mesquita de barro em Timbuktu – Shutterstock: Michele Alfieri

– Niger: Reservas Naturais de Air e Ténéré

– Palestina: a Igreja da Natividade e a rota de peregrinação de Belém
– Palestina: a Paisagem Cultural do sul de Jerusalém em Battir

– Panamá: as fortificações do caribe em Portobelo-San Lorenzo

– Peru: a Zona Arqueológica de Chan Chan

– Senegal: Parque Nacional Niokolo-Koba

– Sérvia: Monumentos Medievais de Kosovo

– Ilhas Solomon: parte oriental da ilha de Rennell

– Síria: cidade antiga de Aleppo
– Síria: cidade antiga de Bosra
– Síria: cidade antiga de Damasco
– Síria: vilas antigas do norte do país
– Síria: Crac des Chevaliers e Qal’at Salah El-Din
– Síria: sítio de Palmyra

– Uganda: as tumbas dos reis de Buganda em Kasubi

– Tanzânia: Reserva de Selous Game

– Venezuela: a cidade colonial de Coro e o porto

Centro histórico de Coro - Shutterstock: Rafal Cichawa
Centro histórico de Coro – Shutterstock: Rafal Cichawa

– Yemen: cidade histórica de Zabid

Dá para ver que a grande maioria dos lugares corre sérios riscos em virtude de guerras civis que assolam o país onde estão, mas curiosamente esses não são os mais problemáticos de se resolver. Esses casos são notórios em zonas de guerra atuais como a Síria e o Congo.
O maior drama acontece geralmente em locais com problemas relacionados às mudanças climáticas mundiais e o quanto elas afetam a natureza diretamente. É o caso dos Everglades na Flórida, e dos corais de Belize. Mas o que mais me chocou foi a inclusão da área portuária de Liverpool na lista. Aquela região estava em perigo por conta da pressão mercadológica do entorno para mudar as características urbanísticas da área: prédios altos, demolições, etc. Parece algum lugar que você conhece? Mas a UNESCO tem trabalhado muito nos últimos anos junto com a Prefeitura da cidade para organizar o avanço do mercado imobiliário, sem causar a degradação do Patrimônio Histórico.
Zona portuária de Liverpool - Shutterstock:  Debu55y
Zona portuária de Liverpool – Shutterstock: Debu55y
Se quiser conhecer cada um desses lugares, e quais são os problemas enfrentados por eles, dá uma olhada no relatório completo da própria entidade aqui. E alguns dos trabalhos feitos para minimizar os efeitos destrutivos aqui.
Foto do destaque: Shutterstock –Tami Freed

Quem escreveu

Renato Salles

Data

27 de April, 2015

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Renato Salles

Para o Renato, em qualquer boa viagem você tem que escolher bem as companhias e os mapas. Excelente arrumador de malas, ele vira um halterofilista na volta de todas as suas viagens, pois acha sempre cabe mais algum souvenir. Gosta de guardar como lembrança de cada lugar vídeos, coisas para pendurar nas paredes e histórias de perrengues. Em situações de estresse, sua recomendação é sempre tomar uma cerveja antes de tomar uma decisão importante. Afinal, nada melhor que um bom bar para conhecer a cultura de um lugar.

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    Vivemos em um mundo de opções pasteurizadas, de dualidades. O preto e o branco, o bom e o mau. Não importa se é no avião, ou na Times Square, ou o bar que você vai todo sábado. Queremos ir além. Procuramos tudo o que está no meio. Todos os cinzas. O que você conhece e eu não, e vice-versa. Entre o seu mundo e o meu.