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Treinando para uma maratona de esqui

Quem escreveu

Ola Persson

Data

22 de August, 2014

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De vez em quando uma viagem pode começar anos antes de ser realizada. Com uns 7 anos de idade eu estava assistindo Vasaloppet com meu pai. Falei que eu também queria fazer, parecia legal estar ali na bagunça com mais 17 mil pessoas. Combinamos de fazer quando eu tivesse crescido suficiente. Meu pai já havia feito essa corrida de 90 quilômetros de esqui nórdico algumas vezes antes de eu ter nascido. Eu odiava esqui nórdico e gostava de descer voando com esqui alpino. Ninguém sabe porque eu tive essa brilhante ideia, combinava tão pouco comigo que em algum momento esquecemos do plano.

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Foi por causa de um primo que começou a cogitar em participar que o meu pacto com meu pai foi lembrado. Com coisas sérias assim não tem como dar pra trás, então tive que aprender a esquiar direito e começar a melhorar o condicionamento físico. No final das contas, 90 quilômetros não é uma brincadeira tão fácil (para quem tem curiosidade, essa competição pode ser comparada com uma maratona). Era para eu ter competido no ano em que fiz 19 anos, mas uma febre violenta me atropelou no último momento.

Por isso foi só depois de mais um ano de preparação que completei a corrida. Como ela acontece uma vez por ano, o preparo teve que ser o mesmo mais uma vez. A competição foi divertida, mas a viagem para chegar lá foi melhor do que a competição em si. Enquanto tinha neve no chão, era chegar do trabalho todos os dias, trocar de roupa e dar umas voltas na trilha de esqui com treinos mais longos nos finais de semana.

Há uns anos descobrimos a Sellaronda Skimarathon. Uma corrida de montanhismo de esqui, 42 quilômetros e 2700 metros de desnível vertical. Tudo para ser completado em no máximo 6 horas durante a noite por cada time de 2 pessoas. Começamos a cogitar uma participação mas como a diferença entre os vencedores e o tempo máximo permitido é pequena e o equipamento extremamente especializado, encerramos o projeto. Não achamos viável chegar no preparo físico quase no nível do elite.

A ideia de fazer algo no estilo não morreu, e decidimos que antes de meu pai completar 60 anos (e eu 30) , vamos fazer algo que é novo para ambos e com um certo nível de complexidade. Eis, que depois de várias outras opções consideradas, o projeto virou uma expedição de esqui.

shutterstock.com / Roberto Caucino
shutterstock.com / Roberto Caucino

La Haute Route é considerada um clássico de montanhismo de esqui. Partindo do Chamonix, na França, e terminando em Zermatt, no sul da Suiça, essa travessia de esqui é a mais conhecida do mundo. Conta com muitas variações, algumas delas usando os teleféricos das estações de esqui ao longo do trajeto para esquiar mais e subir menos.

Decidimos fazê-la no próximo ano, antes da Páscoa. Os detalhes da nossa rota ainda estão para ser definidos, mas provavelmente contará com mil metros de diferença vertical a cada dia. O trajeto inteiro tem em torno de 180 quilômetros e leva mais ou menos uma semana. As noites são passados nos abrigos (“refúgios”) no alto das montanhas. Que também servem comida e podem vender uma marmita para o dia seguinte. Isso tudo dá a possibilidade de fazer um trajeto longo sem carregar mochilas tão grandes.

Para conseguir cumprir a meta, será preciso chegar preparado. O equipamento ideal é muito mais leve do que o equipamento com o qual você normalmente desce montanhas. Além disso, as condições de neve podem ser complicadas. Junte isso com a grande exigência de boa forma física. O ideal, então, é praticar com o equipamento novo algum tempo antes da travessia.

A Valle Nevado está apoiando o projeto, convidando eu e o Renato (o segundo mais animado de esqui do blog) para passar uma semana nas montanhas chilenas. Essa ida para o Valle Nevado marca o início da minha viagem que terminará em Zermatt, em abril do ano que vem. Servirá como um bom termômetro para mim, para ver quanto as subidas exigem, e para saber quanto mais eu preciso treinar. Também é uma chance de se acostumar com o equipamento extra leve.

Valle Nevado
Valle Nevado

Depois contarei por aqui nossa experiência no Valle Nevado, minha primeira vez esquiando fora da Europa.

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Quem escreveu

Ola Persson

Data

22 de August, 2014

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Ola Persson

Viaja sempre com uma mochila com camera, laptop e kindle e uma mala pequena de roupas. Nela leva mais uma mala vazia que vai enchendo ao longo da viagem. Não é fã de pontos turísticos, não gosta de muvuca e foge de filas, mesmo que seja para ver algo considerado imperdível. Por isso nunca subiu na Torre Eiffel, mesmo tendo ido várias vezes à Paris. Acredita que uma boa viagem é sentir a cidade como morador. Tanto que foi pra São Paulo em 2008 e ainda está por lá.

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