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SPIN THE GLOBE: Rui Ferreira

Quem escreveu

Renato Salles

Data

10 de June, 2014

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Há uns dois anos, resolvi ver como era o outro lado do AirBnb, que eu já usava bastante como hóspede. Coloquei meu quarto vazio no site e depois de recusar um monte de gente estranha, acabei fechando para hospedar um português com quem eu tinha alguns amigos em comum. O Rui passou cinco dias na minha casa, e durante quase todo o tempo ele estava ocupado, mas no pouco tempo que pudemos conviver, eu posso dizer que fiz um bom amigo. Ele trabalha com arquitetura e decoração como eu, entende tudo de arte, e é apaixonado pelo Brasil. Mas ele já esteve em tanto lugar incrível, que achei que não custava nada ele contar um pouco para nós.

Como escolhe seu próximo destino?

O meu próximo destino tanto pode ser alguma cidade que já fui várias vezes ou uma cidade completamente nova. Geralmente, parte sempre de uma vontade, de um sentimento de conhecer e explorar certo país ou cidade ou de uma saudade de voltar onde já estive.

Qual é a preparação para ir para um lugar novo?

Não preparo muito pois não gosto de viagens organizadas e horários marcados. Prefiro  explorar espontaneamente. No entanto, como faço questão de não viajar através de agências de turismo, a escolha do itinerário, caso visite várias cidades, e dos hotéis é essencial. Faço imensa pesquisa de vôos e tento saber quais os melhores hotéis, bares, restaurantes  e mercados de arte e antigüidades freqüentados pelos locais. No dia anterior da viagem, imprimo alguma informação que será leitura no vôo. Para tudo o resto, o Iphone é um excelente amigo.

Do que foge em viagens?

Fujo das típicas viagens organizadas com guias e cheias de turistas e dos resorts all-inclusive. À uns anos atrás, fiz um cruzeiro pelo Rio Nilo, no Egipto. Estavam imensos turistas de todo o mundo. Embora tenha sido uma viagem bastante agradável e divertida, parando nos pontos principais ao longo do rio, não pretendo repetir tal plano.

Na mala tem a vida ou só o necessário? O que não pode faltar nela?

Na mala tenho o necessário. Tento ao máximo viajar com uma pequena mala sempre com a intenção de não fazer o check –in no aeroporto. Não pode faltar uma camisa branca e um blazer para alguma ocasião mais formal. Jeans e ténis são indispensáveis. Levo sempre  um adaptador universal e máquina fotográfica. No entanto, lembro-me  que demorei dias a preparar e selecionar  tudo o que levaria na mochila  para a minha viagem de alguns meses à India.

Índia
Índia

Qual é a melhor casa fora de casa?

Gosto muito de hotéis. Existem alguns que me fazem sentir em casa. Nada melhor que, depois de um dia pelas ruas caóticas de Nova Delhi, de Bangkok ou de Marrakesh, deitarmo-nos numa  boa cama.

5 lugares/coisas imperdíveis nesta vida?

1-Curso de Budismo em Mcleod Ganj, India.

2-Perder-se em Tóquio.

3-Explorar Cuba de carro.

4-Gran Canyon, EUA.

5-Lisboa, Portugal.

Tóquio
Tóquio

Melhor experiência gastronômica do mundo?

Sempre comi muito bem em Itália, Grécia e Paris. Mas as minhas verdadeiras experiências gastronómicas têm sido na Ásia. Alí, tento estar o mais aberto possível para experimentar diferentes sabores e os pratos mais bizarros, com a forte possiblidade do estômago sofrer, mais tarde.

Melhor festa?

Gosto muito do bar do Standard hotel e do bar no topo do Plaza Hotel, ambos em NYC. O Sky bar, em Bangkok é de tirar o fôlego pelas vistas que tem.  Também gosto  muito das festas nos bares e discotecas ao ar livre  ao longo do estreito de Bósforo, em Istambul. Mas nada melhor que beber umas caipirinhas no Rio de Janeiro, ou  umas cervejas num dos muitos terraços num final de tarde. em Madrid.

O que você sempre compra que só acha lá?

Compro pouco mas exploro muito. Gosto muito de conhecer mercados, lojas de antiguidades e galerias de arte.  Os mercados em Istambul e em Marrakesh são fantásticos. O mercado das Pulgas, em Paris, é um verdadeiro paraíso para os aficionados em antiguidades. Tóquio para compras de roupa. Peças originais  de artistas locais são as únicas coisas que poderei comprar nas minhas viagens.

Marrakesh
Marrakesh

Maior roubada?

Uma longa e bonita caminhada pelas montanhas dos Himalaias, à procura de uma conhecida cascata para nos refrescarmos num dia extremamente quente. Quando chegamos , depois de tantas horas a caminhar, a água estava tão gelada que tivemos que decidir se queriamos uma morte fria ou quente. Eu escolhi a fria…

Se for para relaxar, qual é o melhor lugar?

Relaxo muito junto ao mar. Por isso, penso, de imediato, em duas ilhas.: Ibiza e Mustique. Uma no mediterrâneo, a outra nas Caraíbas. Ambas paradisíacas e com uma vida social ativa. mas também com imensa tranquilidade.

E para ficar a dois?

Paris, para uns passeios românticos. As praias do México, para umas férias mais sensuais. A Costa Azul, na França, para algo mais glamouroso. Não posso deixar de referir as ilhas gregas de Santorini e Hidra.

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Santorini

E se estiver sozinho e quiser badalar?

Madrid. Tem uma boa oferta de bares e discotecas. As pessoas são simpáticas e abertas a conhecer gente nova e há festas para todos os gostos.  Também pensaria em Londres pela diversidade de escolha e Beirute pela curiosa extravagância da forma de se divertir dos árabes.

Se fosse largar tudo e se mandar de vez, iria para onde?

Brasil.  Sempre me atraiu a alegria do povo brasileiro e o país é lindíssimo. Ou então, alguma ilha pequena no mediterrâneo, como por exemplo, Lipari. Em algumas horas de voo, estaria nas grandes capitais da Europa.

Destino desejo ainda não realizado?

Uma viagem a explorar todos os países da América do Sul.

Havana
Havana

Se quiser acompanhar as andanças do Rui pelo mundo, mais fotos em: ruiferreira.vsco.co

Ou no seu instagram: @ruipferreira

Quem escreveu

Renato Salles

Data

10 de June, 2014

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Renato Salles

Para o Renato, em qualquer boa viagem você tem que escolher bem as companhias e os mapas. Excelente arrumador de malas, ele vira um halterofilista na volta de todas as suas viagens, pois acha sempre cabe mais algum souvenir. Gosta de guardar como lembrança de cada lugar vídeos, coisas para pendurar nas paredes e histórias de perrengues. Em situações de estresse, sua recomendação é sempre tomar uma cerveja antes de tomar uma decisão importante. Afinal, nada melhor que um bom bar para conhecer a cultura de um lugar.

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