Road trip: Suécia - Noruega

Quem escreveu

Lalai Persson

Data

13 de December, 2013

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No ano passado eu e o Ola decidimos fazer uma road trip pelo norte da Escandinávia entre a Suécia e Noruega. Voamos de Estocolmo para Kiruna, uma cidade que fica acima do Círculo Polar Ártico (e abriga o famoso Ice Hotel) na Suécia, pegamos um carro no aeroporto e dirigimos por cerca de 600km, numa das viagens mais lindas que já fiz na minha vida, até Lofoten, na Noruega.

foto: Daniel Korzhonov/500px
foto: Daniel Korzhonov/500px

Eu estava animadíssima, afinal eu nunca tinha chegado tão longe na vida. Sempre quis ir à Lapônia, não só pela beleza, mas também porque é a terra do Papai Noel e eu acredito nele. As perspectivas não eram muito favoráveis, afinal era outono e as previsões eram de chuvas constantes do começo ao fim da viagem. Porém, ah, o amor…. fomos brindados com dias ensolarados e 12 arcos-íris, daqueles que eu nunca tinha visto: 180 graus e alguns duplos, que pareciam terminar dentro do carro.

Foi nessa viagem que comecei minha a pirar com a aurora boreal. Mas o mais perto que cheguei dela foi a bordo de um avião. Ela estava do lado de fora e eu dentro. Entre a gente uma cabeça gigante. :/ E a aurora boreal apareceu em Lofoten e Kiruna, ambos exatamente um dia após a minha partida.

Viajar para Lofoten foi desligar do mundo, por isso se fizer a viagem de carro, não esqueça de uma boa trilha sonora e gaste um pouco mais, alugando um carro mais confortável. Lofoten é um arquipélago que se inicia ao norte em Hinnøya e se estende até Moskenesøya, numa ilha com um nome fantástico: Å, simples assim, que se for traduzir, não faz o menor sentido, pois significa “para”.

Lofoten, além de tanta natureza incrível, ainda tem sol da meia-noite de 26 de maio a 17 de julho e aurora boreal durante o inverno. Eu sempre curti cidades grandes e, na maioria das vezes, minhas viagens se restringiram à elas, quanto mais caos urbano, melhor. Mas essa viagem mudou bastante minha concepção sobre viajar.

Lofoten é um arquipélago formado pelos municípios Vågan, Vestvågøy, Flakstad, Moskenes, Værøy e Røst. As principais ilhas são o extremo sul de Hinnøya, sul de Austvågøy, Gimsøy, Vestvågøy, Flakstadøya, Moskenesøya. Só nome fácil…. as principais cidades são Leknes (Vestvågøy) e Svolvær (Vågan), que são as únicas cidades por lá que abrigam aeroportos (minúsculos, diga-se de passagem).

Cabine de pescador em Lofoten (onde fiquei), Noruega - Crédito foto: Alexander Erdbeer - shutterstock.com
Cabine de pescador em Lofoten (onde fiquei), Noruega – Crédito foto: Alexander Erdbeer – shutterstock.com

É de Lofoten que vem os melhores bacalhaus noruegueses. E esqueça, ele nada tem a ver com o bacalhau que comemos por aqui, que é seco e salgado. Eu que nunca curti bacalhau, acabei me rendendo, ganhando ótimas experiências gastronômicas. Como o bacalhau fica exposto em varais ao sol, as ilhas tem cheiro de peixe, mas não é insuportável, já que ele se mistura à maresia. Eles ficam secando já sem a cabeça, mas quem morre de curiosidade de ver a cabeça de um bacalhau:

Bacalhau secando ao sol em Lofoten - Crédito foto: Zbynek Burival - Shutterstock.com
Bacalhau secando ao sol em Lofoten – Crédito foto: Zbynek Burival – Shutterstock.com

Curiosamente, há muitas galerias de arte espalhadas pelas ilhas, mas infelizmente estavam todas fechadas pela época do ano em que estávamos (tudo fecha na baixa temporada). Além disso, Lofoten é um ótimo lugar para escaladas, caminhadas e, principalmente, velejar. É o lugar para quem procura um paraíso na Terra…. preferencialmente no verão em que os dias não acabam.

INFORMAÇÕES PRÁTICAS:

Chegar à Lofoten não é uma tarefa simples, mas há algumas opções. A mais rápida é de avião (oh!), mas não ache que é fácil conseguir vôo pra lá. É possível também chegar de carro, bicicleta (afinal sempre tem os mais animados), barco ou ônibus. Acesse a seção “travel”, nesse guia oficial, que tem todas as opções partindo dos mais diversos lugares.

São 2 opções de aeroportos em Lofoten: Leknes e Svolvær, além de dois lugares mais ou menos próximos a Lofoten, como Narvik e Bodø. As cias. aéreas são  SAS (é possível pegar passagem com milhas da Tam, pois a SAS é da Star Alliance), e a Widerøe. As passagens de Oslo para Svolvær custam a partir de 174 euros, mas para conseguir esse preço, tem que comprar com meses e meses de antecedência. O vôo tem uma parada em Bodø, ou seja, minha sugestão é ficar por lá e fazer o restante da viagem de barco, já que é possível atravessar de graça numa balsa que leva carros e ônibus para a ilha. Já que está por lá, o melhor é aproveitar tudo que a viagem pode oferecer.

Quem quiser encarar uma road-trip, são 1.205km de Oslo até Bodø ou 1.186km partindo de Estocolmo. A paisagem nórdica é sempre um espetáculo independente da estação, mas não dá para negar que no verão a paisagem é ainda mais de tirar o fôlego. E fique tranquilo, porque sempre vai aparecer um vilarejo para passar a noite.

Também é possível ir de trem, mas de acordo com o Ola, a paisagem vale a pena se a viagem for na Noruega. Ele fez a da Suécia e disse que a paisagem é bem chata. #ficadica

– Oslo – Bodø: são 18 horas de viagem e há troca uma troca de trem. A passagem custa a partir de R$ 200,00 (com sorte)

– Partindo de Bodø: o melhor para chegar em Bodø é voar a partir de Oslo (a não ser que você vá encarar estrada ou trem). Bodø tem várias opções que levam até algumas ilhas em Lofoten, algumas imperdíveis, como pegar um trecho do famoso cruzeiro Hurtigruten até Svolvær, numa viagem de 6 horas. A cabine para 2 pessoas custa cerca de 70 euros. Uma opção ainda mais econômica é ir até as ilhas de balsa numa viagem de 3h , que cobra apenas por carro caso tenha um carro  (e ter um carro por lá é uma ótima pedida), aí é possível ir direto pra Moskenes, já no extremo sul de Lofoten. A diária de um carro sai em média US$70. A outra sugestão é pegar um barco expresso direto pra Svolvær, que custa cerca de R$225,00  (caso pense em alugar carro em Lofoten, eu não recomendo, pois a tarifa sai bem mais cara que o aluguel em Bodø).

– Partindo de Narvik: minha sugestão é fazer a viagem que eu fiz, atravessando Lofoten inteira de carro. São 400km de viagem para chegar até Å, a pontinha de Lofoten. A outra opção é ir de ônibus que tem várias opções de paradas, sendo o trecho Narvik-Å  de 8 horas.

Para se hospedar vale mais a pena alugar uma casa de pescador, chamada de “rorbuer“, mas também é possível achar albergue. Geralmente as casas são bem equipadas e bem localizadas. Ficamos em uma super charmosa em Reine.

DIA 1:

Chegamos em Kiruna na noite zero, pegamos um carro e seguimos para Abisko, vilarejo que de acordo com a wikipedia, tem 145 habitantes. Nós conhecemos 5% da população em poucas horas. O lugar é ponto turístico, inclusive com locais especiais para caçadores de aurora-boreal ou para quem quer curtir o sol da meia-noite. Abisko é o paraíso para quem curte escaladas, mas por lá só tivemos azar: choveu da chegada à saída. Passamos a noite num albergue, em que éramos os únicos hóspedes, já que estávamos numa das mais baixas temporadas do ano. De lá à Lofoten, tínhamos 410km pela frente, que não é muita coisa. A estrada é a E10 até chegar exatamente onde ela termina, em Å.

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viagem começa a ficar interessante ao se aproximar de Narvik, quando os fiords começam a desfilar um atrás do outro. Eu nunca tinha visto um fiord e me emocionei do começo ao fim avistando-os em meio a paisagens inacreditavelmente lindas.

Chegando em Lofoten. Foto: Ola Persson
Chegando em Lofoten. Foto: Ola Persson

As paisagens, muitas vezes bucólicas, deixa qualquer um embasbacado, especialmente onde os fjords ficam encolhidos entre negras montanhas rochosas. A palavra mais falada durante a viagem foi “OLHA!”. São quilômetros no meio do nada, apenas montanhas e fjords.

Foto: Ola Persson
Foto: Ola Persson

A alternativa para comer foi num restaurante de posto de gasolina. Acabamos comendo um verdadeiro sanduíche de linguiça num lugar em que aparentemente rolam competições de quem come o maior hamburger na região. O recorde é do Steven, que devorou 999 gramas em dez/2008 e ninguém mais o superou desde então.

Algo que também chamou muito atenção na viagem foi o fato de ser outono e das folhas estarem todas secas alaranjadas ou amareladas, o que deixa o cenário ainda mais incrível (desculpem-me, mas palavras relacionadas à beleza serão constantes no post).

A viagem de Hinnøya à Ingelsfjorden, 100km percorridos pela estrada E10, já mostra o que vem pela frente, pois a paisagem só melhora. São fiords atrás de fiords, uns tão estreitos que são confundidos com lagos.

Lofoten, foto por flickr.com/soese
Lofoten, foto por flickr.com/soese
Foto: Ola Persson
Foto: Ola Persson

Chegamos no meio da tarde em Svolvær e decidimos que passaríamos a noite por lá. A cidade é super charmosa com bons hotéis e restaurantes. Decidimos nos hospedar no Thon, com uma bela vista para o mar. O hotel é uma ótima pedida e oferece um dos melhores cafés da manhã que eu já tive na vida. A diária é salgada, sai cerca de R$500,00, mas uma vez estando na Noruega, prepare-se porque nada lá é barato, mas é possível achar uma casa para 2 pessoas por R$300/diária (e cerveja sempre custando mais de R$10, mesmo no sytemabolaget).

Apesar de ser outono, começa a escurecer a partir das 19h, o que ainda proporciona dias longos finalizados sempre com céu cor de rosa. Jantamos num restaurante chamado Børsen Spiseri, que era um dos mais bem recomendados da cidade de acordo com os guias que consultamos. O restaurante fica numa casa de teto baixo, com iluminação bem intimista e bom atendimento. Os preços são mais salgados que bacalhau! Acabamos optando por taças de vinho, mas acabamos tomando 2 taças cada um, o que foi uma burrice. O vinho, prato principal à base de peixe e sopa de caranguejo de entrada, custou na época R$500 para nós dois, mas vale lembrar que o real caiu bastante desde então.

DIA 2:

Tomamos um café da manhã incrível no hotel Thon com direito a todos os pratos típicos locais, com panquecas feitas na hora e uma variedade incrível de frios. Partimos às 10h30 rumo à Moskenes, nosso destino final.

Dali por diante só tivemos surpresas com um lugar mais lindo que o outro, começando pela saída de Svolvær. Pegamos algumas horas de chuva, mas nem isso atrapalhou a viagem.

A viagem foi curta, pois nos restavam apenas 130km pela frente. Continuamos pela estrada E10, mas me arrependo um pouco de não ter convencido o Ola a escapar para a RV815, que é via mar e passa por Stamsund, um dos vilarejos pesqueiro mais pitoresco de Vestvågøya. A viagem é de aproximadamente 210km. Ainda assim continuamos vendo fiords e ainda paramos em Borg, onde fica o Lofotr Viking Museum, que foi descoberto somente em 1983 por arqueologistas, que era uma casa de um chefe viking, com 83 metros de extensão. A casa foi reconstruída e o museu aberto nos anos 90, abrigando parte da história dos vikings. Paramos, tomamos um café e seguimos…

Acabamos sendo brindados por mais ou menos uns 8 arcos-íris até chegar em Moskenes.

Foto: Ola Persson
Foto: Ola Persson

Para quem adora praia de areia branca e água azul turquesa, Lofoten brinda com algumas espalhadas de norte a sul. Li certa vez um artigo que menciona que as palavras “ártico” e “praia” não são citadas na mesma sentença, mas Lofoten prova o contrário. Como não deu tempo de conhecer as praias, peguei um top 5 que você pode conferir aqui caso resolva viajar para esse paraíso escondido. Passamos por duas, sendo uma perto de Leknes, em que só não coloquei o bíquini, porque ele não estava na mala, afinal era outono e outono no Círculo Polar Ártico não é muito convidativo (e nem no verão, só pra constar).

Seguimos até a pontinha de Å, onde acaba a estrada. Como já era início de baixa temporada acabamos não encontrando sequer o posto de informações turísticas aberto, além de restaurantes fechados e a tristeza em descobrir que na região de Moskenes não tem “vinmonopolet“. Para quem não sabe, na Suécia e Noruega você até encontra cerveja no supermercado, mas ela tem apenas 3% de álcool, já demais bebidas e mesmo cerveja decente, só se encontra em adegas mantidas pelo governo com horários restritos (aka comerciais), não abrindo nos finais de semana. Ou seja, quer beber? Então planeje! Para quem vai à Moskenes, o ideal é comprar em Leknes ou Bodø, porque em Moskenes não tem.

Fomos até o porto de Moskenes e almoçamos por lá num café com um atendente que me respondeu quando perguntei se tinha wi-fi: “se a gente libera wi-fi aqui, as pessoas não vão embora, então não temos”. Opa… mas apesar do mau-humor, acabamos nos deliciando com um “fish and potatoes”, feito com LÍNGUA de peixe, mas mesmo com todo meu preconceito, eu me deliciei e não deixei um tiquinho de língua no prato.

Alugamos uma deliciosa casa de frente para o mar com direito a barco e uma vista incrível (eu via a pedra ali da foto de cima pela janelinha do banheiro) e pertinho do único supermercado de Reine. Aproveitamos o final do dia para dar uma rodada de carro pelos vilarejos próximos, já que era baixa temporada e não tinha nada para fazer. O  jeito foi voltar pra casa, ouvir música, cozinha e tomar cerveja com 3% de álcool, o que fez a gente beber bastante cerveja.

DIA 3:

Acordei com a vontade de ficar um pouco mais, afinal mal conseguimos curtir o lugar, mas não tinha jeito. Tomamos café em casa e fomos dar uma volta pela ilha, que é cheia de vilas super charmosas, como essa:

Foto: Ola Persson
Foto: Ola Persson

Finalmente seguimos a viagem de volta para Kiruna, que seria longa, já que dessa vez não poderíamos dormir no caminho, pois o vôo saíria de Kiruna às 7h da matina do dia seguinte.

A volta foi a contemplação da paisagem do lado contrário e vi cenários que não prestei tanta atenção na ida. Desviamos o caminho algumas vezes para ver fiords escondidos e lugares ainda mais incríveis, com montanhas altas com o pico branco de neve.

Muita fotos, muitas paradas para fotografar, muita falta de ar por tamanha beleza, finalmente alcançamos Leknes, onde paramos para almoçar. Foi em Leknes que eu tive a melhor refeição da minha vida, no Johnsen’s Fiskerestaurant. Paramos na rua principal bem em frente a um restaurante de peixe (ahn!) e decidimos entrar. O lugar era bem simples, mas aconchegante. Sentamos, nos trouxeram o cardápio e não demorou para o chef vir nos dar um alô. Conversa vai, conversa vem, ele começa a contar sua trajetória como chef, passando por Oslo, Portugal, Espanha e França, de onde vem suas referências na cozinha. Ele foi convidado para montar a cozinha e cardápio do dono de uma peixaria, que fica ao lado do restaurante. O restaurante era relativamente novo. Sugeriu dois pratos diferente pra nós, mas depois de um tempo de espera, ele veio meio desolado à mesa informar que tinham entregado nossos pratos em outra mesa. Entre escolhe esperar pelos pratos pedidos e optar por uma sopa que ele serviria mais rápido, acabamos indo pela sopa, que foi a melhor surpresa do planeta. A sopa era uma verdadeira caldeirada de uma espécie de bacalhau com batata e outros legumes, levemente apimentado e acompanhado de sour cream.

Ainda para reparar o erro, ele nos brindou com uma deliciosa salada e depois com um pudim de peixe com carne de rena e salmão defumados (por ele). Enfim, saímos de lá literalmente lambendo os beiços e eu falei sobre o prato por dias seguidos de tão bom que era.

Seguimos então até Kiruna sem grandes novidades, além da mesma paisagem incrível do começo ao fim, comigo sempre colada na janela do carro. Quando chegamos em Abisko o céu estava tão estrelado, que nos fez nos enfiar com o carro na escuridão para tentar ver a aurora boreal, que chegou somente no dia seguinte.

Passamos a noite num hotel dentro de um pub em Kiruna, onde terminamos a viagem com um merecido hamburger e muita cerveja, acordando às 5h do dia seguinte e rumando de volta à Estocolmo.

Um abre aspas: para quem já ouviu falar no Ice Hotel, ele fica apenas a 12km de Kiruna, mas infelizmente ele estava derretido nessa época do ano. Quem quiser encarar o inverno, vale conferir o tema do ano, já que a cada inverno ele tem sempre um novo arquiteto convidado que dá uma cara nova ao hotel.

Leia esse artigo que saiu num blog do NYT, que é ótimo e esse site e esse site tem muitas dicas boas sobre Lofoten, inclusive como chegar, quando ir, temperatura, onde comer, onde dormir, o que fazer, etc.

Apesar de ser trabalhoso chegar e uma viagem cara, vale a pena qualquer perrengue, pois Lofoten tem uma natureza muito única, seja no inverno ou não verão.

*foto destaque: Jan Miko – shutterstock.com

Quem escreveu

Lalai Persson

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13 de December, 2013

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Lalai Persson

Lalai prometeu aos 15 anos que aos 40 faria sua sonhada viagem à Europa. Aos 24 conseguiu adiantar tal sonho em 16 anos. Desde então pisou 33 vezes em Paris e não pára de contar. Não é uma exímia planejadora de viagens. Gosta mesmo é de anotar o que é imperdível, a partir daí, prefere se perder nas ruas por onde passa e tirar dicas de locais. Hoje coleciona boas histórias, perrengues e cotonetes.

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Comentários

  • Obrigada por compartilhar suas experiências, achei esta viagem incrível! Estamos indo a Estocolmo na próxima sexta, dia 14 de outubro e pretendemos fazer essa viagem que vocês fizeram entre os dias 17 e 21. Vocês reservaram as pousadas, hotéis e casa de pescador com antecedência ou foram definindo no caminho? Se reservaram com antecedência por onde realizamos a reserva da casa de pescador? Muito obrigada!
    - Luana Machado
    • Luana, na época a gente teve muita dificuldade para fazer contatos com casinhas de pescadores, onde queríamos ficar e acabamos fechando uma na hora por indicação de alguém que trabalhava num supermercado local. Svolvaer tem mais estrutura e conta com alguns hotéis, então pode servir como base (eu fiquei uma noite no Thon Hotel Lofoten por uma noite). Nós fomos exatamente nessa mesma época que vocês, por isso pode ser que vocês peguem muita chuva por lá. Nós tivemos um pouco de sorte, pois choveu muito no pré e no pós, mas não durante nossa estadia. Dá uma olhada nesse link que tem casinhas pra alugar: http://booking.lofoten.info/en/accommodation?filter=c%3D23613. Beijos e depois nos conte como foi!!! Boa viagem
      - Lalai Persson
  • Sou louco para fazer essa trip! Obrigado pelas dicas!
    - Epa Neto
    • faça mesmo, pois é uma experiência única. Se precisar de mais infos, é só falar :)
      - Lalai Persson

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