Os melhores festivais de música do mundo em 2018

Data

11 de January, 2018

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A parte mais bacana de fazer este guia de festivais de música é a pesquisa que ele envolve. Fiquei debruçada nela pelo menos uma semana para saber o que está acontecendo no mundo dos festivais, quais são as tendências, as novidades e em qual direção as pessoas e os festivais estão indo. Diferentemente dos anos anteriores, esse guia está dividido por mês em abas, facilitando assim a navegação. Ele estará em constante atualização, já que muitos festivais confirmam suas agendas com poucos meses de antecedência e surgem outros que não dá para ficar de fora.

Produzir o guia faz eu perceber também a mudança no meu gosto pessoal por festivais. Dos grandes para os menores, dos tradicionais para os experimentais, dos ensolarados para os mais soturnos. Isso acaba respingando no resultado final do guia, pois por mais que eu tente me distanciar um pouco do que eu gosto, o guia acaba sendo um reflexo das minhas preferências. Mas enfim, é disso também que se trata a curadoria.

Vocês irão notar mais festivais com vocação transformadora, ou seja, festivais em que a música está presente, mas ela não é a única estrela. São festivais que trazem reflexões e incrementam o lineup com outras atividades, como yoga, workshops, comida orgânica. Também tenho me interessado bastante por festivais mais experimentais, que têm crescido bastante. É neles que percebo as tendências mais latentes do futuro da música e das artes.

Qualquer crítica é bem-vinda, assim como qualquer sugestão de festivais. Sempre faltará algum, mas é impossível falar de todos, já que estamos na era da festivalização da cultura.

Algumas tendências percebidas ao longo da produção do guia (a maioria já óbvia):

1) Festivais de música experimental aliado às artes visuais ganham cada vez mais espaço e fãs;
2) Festivais para celebrar a cultura de clubs surgindo cada vez mais;
3) Festivais cada vez mais segmentados e nos mais variados estilos (ex.: festival para revisitar a música clássica através da música eletrônica);
4) A arte não é mais cenográfica, ela é parte do lineup;
5) Festivais focados em família;
6) Festivais pequenos até 3 mil pessoas. Há festivais com várias edições no currículo, por exemplo, que querem um público inferior a mil pessoas, mesmo com demanda para triplicar de tamanho;
7) Festivais transformativos com a programação indo muito além da música (yoga, workshops, vivências, etc);
8) A comida passou a ser também uma das estrelas dos festivais. Alguns levam chefs estrelados para oferecerem uma experiência completamente diferente das quais estamos acostumados;
9) Festivais sustentáveis, alguns totalmente vegetarianos, como o Way Out West, na Suécia;
10) Festivais sem patrocinadores/marcas participantes.

Fiz também uma planilha com todos os festivais listados aqui e outros festivais não mencionados no guia, mas que também passaram pela minha pesquisa e curadoria. Destaquei alguns festivais nacionais, mas o Brasil ganhará uma lista exclusiva para ele.

Enjoy!

*Photo by Andrew Ruiz on Unsplash

Data

11 de January, 2018

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