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O que te motiva a escolher o próximo destino?

Quem escreveu

Paola Buono

Data

05 de August, 2020

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A pandemia do coronavírus só fez a gente pensar mais em viagem, justamente por não poder sair de casa. É um bom momento para refletir sobre como devemos escolhes nossos próximos destinos.

Horas, dias, meses em casa, sem poder sair. Planos cancelados. Fronteiras fechadas. Nenhuma previsão de melhora. Se isso já é um pesadelo para maior parte da população, imagine para aqueles que são viajantes por natureza e priorizam explorar o mundo, enquanto a maioria só busca “estabilidade financeira e uma vida confortável”. Não estou dizendo aqui qual desses estilos de vida é certo ou errado – longe de mim – mas sim que o cenário é desafiador para todos e, cada um à sua maneira, sente com intensidades diferentes todas as dores que essa mudança repentina nos trouxe.

Estive refletindo sobre tudo isso já faz um bom tempo, pesquisando, lendo notícias relacionadas, acompanhando blogs de viagem, ouvindo especialistas do mercado de turismo. Tudo isso, talvez, buscando por uma resposta, uma data marcada para quando poderíamos voltar a viajar ou, pelo menos, voltar a planejar nossas andanças por aí. Sinto dizer que, se estava imaginando que nesse texto eu iria contar que achei essas respostas, isso não vai acontecer – na verdade estou longe disso.

Para onde vai ser sua próxima viagem quando a pandemia do coronavírus terminar?

O que houve é que, cansada de tentar desenhar e redesenhar minhas próximas viagens, resolvi parar de tentar prever o futuro e simplesmente esperar. O que eu não sabia era que essa “espera” me convidaria para uma reflexão ainda maior – que só pude dar atenção quando parei de tentar adivinhar o que vinha pela frente e passei a pensar sobre o que estava para trás.

O fato é que, por mais terrível que seja esse momento que vivemos, sem percebermos, a quarentena tem nos convidado a pensar sobre a forma como viajamos. Ao olhar para trás, me veio um questionamento sobre os motivos que nos levam a buscar o mundo, como vontades, possibilidades, sonhos… e os destinos.

Convido todos a fazerem esse mesmo exercício e tentar identificar quais destinos estão em sua bucket list e por quê. Será que a maior motivação são os cenários para as fotos do Instagram? Será que queremos ir para tal lugar por que “está na moda”, ou simplesmente porque todo mundo já foi e a gente não?

O fato é que agora, mesmo que forçados, estamos num momento propício para olhar para dentro. Qual o destino que você sempre sonhou em conhecer desde criança? Qual o local onde você vai encontrar coisas que fazem seu coração vibrar? Onde sua mente tem te levado quando você pensa em poder estar em outro lugar que não seja aqui? Pode ser um destino novo, ou simplesmente voltar para um lugar que te faz sentir em casa… cada um vai encontrar a sua resposta.

Que antes de planejar nossa próxima viagem, possamos levar em conta questionamentos como esses na hora de escolher o destino. Que a gente não viaje para Cancún só para aproveitar promoções incríveis de pacotes baratos (e duvidosos), ou escolha Milagres só por ser um lugar “cool”, onde todos os blogueiros já foram. Que as nossas escolhas tenham como base motivações sinceras e propósitos significativos – até mesmo para que possamos dar mais valor e enxergar cada pequeno detalhe durante a viagem.

No fim das contas creio que toda essa reflexão nos deixará pronto para que, quando chegar o tão esperado momento de podermos viajar novamente, estejamos certos que as motivações que nos levam a determinados lugares são legítimas e não às vezes para só para colocar um check em um lugar ou país a mais na nossa listinha.

A pandemia do coronavírus só nos fez pensar mais em viagem.
Foto por: Paola Di Buono

E aí? Vamos olhar para dentro enquanto não podemos ver o mundo lá fora?

*foto destaque Dino Reichmuth / Unsplash

Quem escreveu

Paola Buono

Data

05 de August, 2020

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Paola Buono

Jornalista de formação e viajante por vocação, traz desde criança essa necessidade de ir para o mundo, de vivenciar o novo de perto e ver com os próprios olhos os lugares que admirava nas revistas e na internet. Para ela, nada paga a emoção de pisar em um lugar pela primeira vez, respirar novos ares, ter contato com culturas diferentes. Ela é do tipo que não se aquieta: sua lista de sonhos, parece mais uma lista só com nomes de países, pois viajar é sua prioridade número um. Tem a alma livre - afinal, aquarianos e a palavra liberdade são praticamente sinônimos - mas, ao mesmo tempo, faz malabarismo para equilibrar todo o amor pela família e pelo companheiro de vida que ficam no Brasil e, apesar de encorajarem todos seus vôos, nem sempre conseguem acompanhá-la. E é assim que ela leva a vida, tentando conciliar os impulsos pra voar e as razões para ficar, compartilhando suas experiências com todos aqueles que, como ela, têm sede de sentir o mundo sem abrir mão do amor.

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    Vivemos em um mundo de opções pasteurizadas, de dualidades. O preto e o branco, o bom e o mau. Não importa se é no avião, ou na Times Square, ou o bar que você vai todo sábado. Queremos ir além. Procuramos tudo o que está no meio. Todos os cinzas. O que você conhece e eu não, e vice-versa. Entre o seu mundo e o meu.