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Setembro sem carne - Vol. 2

Quem escreveu

Jo Machado

Data

09 de September, 2019

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Uma semana sem carne se passou e você sentiu falta dela? Se sentiu, tá tudo bem! Se não, também está. Por aqui seguimos, alguns já manifestando uma necessidade por carne, outros sem nenhuma vontade ou falta.

Nesses primeiros dias de #setembrosemcarne, rolou um número bem interessante de contatos via redes sociais e e-mail, perguntando, criticando, elogiando, sugerindo e disseminando a idéia. O que deixa a gente bem feliz em saber que tem gente nos acompanhando na causa ou querendo discuti-la. Chupa essa, agronegócio predatório!

Foto: Elina Sazonova – Pexels

Pois bem, dentre as críticas, alguém me enviou uma matéria do El País que falava sobre os climatarians. Segundo o texto, o termo significa “aqueles que escolhem o que comer de acordo com o que for menos nocivo ao meio ambiente”. E faz todo sentido! De que adianta ser vegano, orgânico e consumir plástico sem nenhum pudor. E isso acontece muito, sabia? Essa semana ainda, me peguei profundamente frustrado com uma situação relacionada a isso. Já estava há meses querendo um novo fornecedor de orgânicos. Pois em um grupo desses de Facebook encontro uma pessoas que postava fotos – e se gabava – de suas galinhas criadas soltas em um belo sítio, dos ovos nos cantos do terreno e do preço dos mesmos: 30 ovos caipiras, 32 reais. – Uau! Não vou perder!

Entrei em contato com a pessoa e, depois de algumas trocas de mensagens de Whatsapp, fechei a entrega. Alguns legumes, mel e os 30 ovos. Entrega na sexta à tarde. Chego na portaria no horário combinado, e lá estavam as minhas compras. Aí veio a frustração: exceto os ovos e o mel, to-dos (eu disse TO-DOS) os outros legumes e verduras estavam em uma bandeja de isopor envoltos em filme plástico. Broxei na hora!

Dê que adianta consumir esses orgânicos e manter minha saúde se eu acabei de gerar mais 1kg de plástico pra esse planeta já saturado da conta? “Ah! Mas tem plásticos que se fazem necessários para a conservação dos alimentos!” – Mano, um saco de papel no máximo resolveria o problema! Eu esperava mesmo é ver todos os leguminhos soltos, felizes, fazendo companhia um para o outros no fundo de uma caixa de papelão reutilizada. É essa a verdade!

Ao fim da lista de produtos que me foi enviada por essa pessoa/empresa, uma nota dizia: “Qualquer insatisfação com os orgânicos, mande para nós uma foto junto com a etiqueta que realizaremos a troca. A sua satisfação é nosso melhor presente.” – Advinha o que eu fiz?! Mandei uma foto com as embalagens para a galera. E daí veio a aula que eu precisava.

Por conta do alto índice de “falsificação” de orgânicos (diz que é e não é porra nenhum!), os que são certificados são obrigados a virem etiquetados para garantir a autenticidade e procedência. Caso os produtos não tenham essa etiqueta, e forem pegos em alguma fiscalização, aplica-se multa e a empresa pode perder a certificação. Brasil, né minha gente!

Mas fiquei feliz que, além de me explicar tim-tim por tim-tim o porquê das embalagens plásticas, eles recolhem e reutilizam todas essas embalagens. Inclusive as dos ovos. :D

Bom, esse assunto daria um bom papo pra gente ter tomando uma boa taça de vinho. É longo, cheio de nuances e certamente não sou o mais preparado para me aprofundar nele. Mas que esse lance de “climatarian” faz muito sentido. Muito mesmo! Leia mais sobre o assunto, tem bastante coisa rolando por aí. Inclusive um desafio. Será que será o nosso próximo?

Agora, voltando ao #setembrosemcarne e as mensagens que recebemos, acho que vale ressaltar duas dicas bem bacanudas que vale compartilhar. Uma delas inclusive a Vanessa colocou no Chicken Wings da semana passada, que é o documentário “50 minutes do Save the World”. Vale muito assistir.

O outro é o podcast sobre vegetarianismo da turma do Mamilos com o Eduardo Jorge, que tá sensacional! Ouça já!

Ah! Antes de seguir com as dicas da semana, a gente tem um pedido de desculpa pra fazer. Como humanos, nós erramos. Assumimos e nos desculpamos. Na sexta-feira, na newsletter sobre as boas do fim de semana, demos destaque para uma churrascaria. Ato falho total! Pedimos mil desculpas!

E como prometido, em mais uma #segundasemcarne, nesse nosso #setembrosemcarne, a minhas dicas dessa semanas são 5 contas de Instagram sobre veganismo e/ou vegetarianismo que se você ainda não segue/conhece, vai adorar serguir e conhecer!

@alana_rox

Pra mim, ela é a Rainha do veganismo brasileiro. Além de já ter escrito um livro muito bom sobre o assunto, o Diário de uma vegana, é dona do Purana, um restaurante plant based maravilhoso.

@pecadovegano

Se Alana é a rainha, o Ivan é rei do veganismo brasileiro. É um dos apresentadores do Canal Veg Flix no Youtube e trata a causa vegana com um super bom humor. Além disso, compartilha receitas super deliciosas na sua conta de Instagram.

@vegan4youbrasil

A primeira agência de viagens vegana da América Latina, oferece pacotes de turismo responsável, sem impacto ao meio ambiente e aos animais

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[REVEILLON ESSENCIA VEGANA NO PARÁ – cores e sabores amazônicos] . Uma miscelânea de sonoras palavras indígenas, gastronomia autêntica e criativa, paisagens “instagramáveis”, essa dobradinha é uma pitada do nosso Brasil amazônico e que iremos vivenciar no nosso reveillon pra lá de especial! . Visitaremos comunidades ribeirinhas, conheceremos um chocolate premiado em meio a floresta e provaremos cacau orgânico, provaremos sabores exóticos com nomes únicos como Maniçoba e Tacacá, também provaremos o açaí como se come originalmente junto com a comida e com farinha "baguda" e nadaremos em praias amazônicastudo isso na companhia de uma Anfitriã paraense. ⠀ Nosso roteiro é um Colab com a Patrícia Lio @conversaverde, culinarista especialista em história e cultura da alimentação. Paraense com ascendente em Sampa, expressa no prato o seu respeito ao direito dos animais e as suas raízes amazônicas. O que propõe na cozinha é apresentar o veganismo sob a perspectiva dos sabores da sua terra natal, onde cresceu rodeada de arvores, afetos, tucupi, jambu e açaí. Entre constantes idas e vindas entre Belém/São Paulo, a mistura desses anos de conexão e aprendizado se refletem em sua cozinha e vida. E ela que irá nosacompanhar mostrando o melhor das cores e sabores deste impressionante estado brasileiro, que é sua casa ⠀ Com certeza será um reveillon para ninguém botar defeito! ⠀ E aí, se animou? Se quiser saber mais sobre o roteiro e valores, marque 😍 nos comentários e iremos enviar tudinho pra você! . Créditos fotos: Foto 1 – @michelsch Foto 2 – @eduvessoni ⠀ #reveillon #reveillonvegan4you #vegan4youteleva #vegan4you #pacotesbyvegan4you #viagemvegana #vegantravel #govegan #vegantraveller #vegantrip

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@veganbowls

Receitinhas veganas gringas, servidas em bowls e super fáceis de fazer. Já experimentei várias e dão super certo. Além de serem deliciosas!

@segundasemcarne

Pessoalmente, o meu primeiro passo começou assim, na segunda sem carne. Há pelo menos 3 anos eu não como carne às segundas. Embora super conhecida por aí, acho que o movimento #segundasemcarne pode ser inspiração para muita gente dar os primeiros passos para um futuro #setmebrosemcarne. Rolam receitas bem bacanudas por aqui também!

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Da série "Como fazer a #SegundaSemCarne??"🤔🍽 Que tal uma pastinha de Baba Ghanoush?! 🤤 Aquela pastinha de berinjela 🍆 que combina com tudo.🙃 Dá só uma olhada na receita 😋do @presuntovegetariano *Ingredientes 1 berinjela de tamanho médio (cerca de 400g) 2 cs de tahine 1 dente de alho grande sem o miolo 2 cs de suco de limão 2 cs de azeite Sal a gosto Pimenta do reino (ou árabe) a gosto Cominho a gosto *Modo de preparo Antes de tudo, asse a berinjela. Tem duas maneiras de prepará-la: na chama do fogão e no forno. Na chama do fogão (eu acho que desta forma fica bem mais saborosa): Coloque a berinjela lavada sobre a grade, logo em cima da boca. Deixe assar em fogo médio até ela ficar bem preta e queimada, com a casca saindo com facilidade (veja o vídeo). Vire-a com auxílio de um pegador ou garfos a cada dois minutos. Este processo levou cerca de 12 minutos. Este modo de preparo deixa um leve gosto defumado na berinjela, e eu gosto. Coloque a berinjela sobre um prato e deixe descansar por cerca de 20 minutos, para não queimar as mãos. Retire toda a casca da berinjela e “tampinha” e pique-a grosseiramente. No forno: Corte a berinjela no meio, e deixe de molho em 500ml de água e com uma colher de sopa de vinagre, para tirar um pouco do amargo. Faça alguns riscos, na superfície, formando losangos, regue com azeite e leve para assar em uma assadeira antiaderente em forno médio (210ºC) por cerca de 30 minutos ou até ela ficar macia e cozida. Retire toda a polpa com o auxílio de uma colher. Se gostar, pode usar as cascas também no preparo da receita. Coloque a berinjela cozida em um liquidificador ou processador e adicione o tahine, azeite, limão, alho, tempere com sal, pimenta e cominho a gosto. *Dicas Se estiver difícil de bater, acrescente um pouquinho de água morna. Esta pastinha dura cerca de 3 dias na geladeira; guarde em um potinho fechado. Foto: @julianamoraco

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Quem escreveu

Jo Machado

Data

09 de September, 2019

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Jo Machado

O Jo é do tipo que separa pelo menos 30% do tempo das viagens para fazer o turista japonês, com câmera no pescoço e monumentos lotados. Fascinado pelas diferenças culturais, fotografa tudo que vê pela frente, e leva quem estiver junto nas suas experiências. Suas maiores memórias dos lugares são através da culinária, em especial a comidinha despretensiosa de rua. Seu lema de viagem? Leve bons sapatos, para agüentar longas caminhadas e faça uma boa mixtape para ouvir enquanto desbrava novos lugares. Nada é melhor do que associar lindas memórias à boas canções.

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    Vivemos em um mundo de opções pasteurizadas, de dualidades. O preto e o branco, o bom e o mau. Não importa se é no avião, ou na Times Square, ou o bar que você vai todo sábado. Queremos ir além. Procuramos tudo o que está no meio. Todos os cinzas. O que você conhece e eu não, e vice-versa. Entre o seu mundo e o meu.