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Rex Bistrot tem cozinha até a alta madrugada

Quem escreveu

Lalai Persson

Data

20 de September, 2018

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Eu frequentei um bocado o Rex entre 2012 e 2014. Depois eu acabei deixando a área onde ele está instalado e só fui retornar nele há duas semanas. O Rex assumiu a vocação que sempre teve, a de bistrô. Local pequeno, aconchegante, com luz baixa (ah, como eu amo!), e uma trilha sonora ótima embalada por bons hits das décadas de 80 e 90. A acústica, algo sofrível na maioria dos estabelecimentos de São Paulo (ou do Brasil), é impecável. Nas paredes, nomes como Isabelle Tuchband, Antonio Peticov, Armando Prado e Miles Eldritch fazem a gente querer circular no estreito corredor para apreciar cada uma das diversas obras que se misturam alegremente no ambiente.

Fomos recebidos pelo simpático chef e restauranteur Cássio Machado, a pessoa por trás do Rex desde 2011, quando o restaurante abriu suas portas. O cardápio bem diversificado transita pela cozinha clássica de bistrô. Uma das estrelas da casa é o hambúrguer (desde sempre), uma das especialidades do Cássio. Mas o que chamou a minha atenção foi o menu sazonal à base de alcachofra. Decidi arriscar nele sem dó e deixar todas as outras (boas) opções para trás, deixando nas mãos do Cassio as escolhas do que eu comeria.

Rex Bistrot: O Ola começando a noite com uma taça de vinho. Foto: Lalai Persson
Rex Bistrot: O Ola começando a noite com uma taça de vinho. Foto: Lalai Persson

Apesar do Rex ter um bom cardápio de drinks, a noite fria pediu vinho. Acabei optando por um Cabernet Sauvignon Santa Alicia, que nunca dá erro e você não precisa pensar muito a respeito.

A entrada toda pomposa e bem servida era alcachofra à provençal (R$ 35). Simples, bem preparada e super saborosa. Foi literalmente de comer e lamber os dedos. Estávamos em 2 pessoas e a porção teria dado tranquilamente para 4.

Rex Bistrot - alcachofra à provençal. Foto: Lalai Persson
Rex Bistrot – alcachofra à provençal. Foto: Lalai Persson

Para o prato principal, o Cassio escolheu arroz, lulas no molho curry servidos dentro de uma alcachofra; enquanto para o Ola, meu acompanhante, foi arroz, camarões (bem servidos também) e molho à base de leite de coco (ambos R$ 65). Experimentei os dois e, apesar de não ser fã de camarão, ele levou o prêmio de melhor da noite. Estava fenomenal. A textura, tanto do camarão quanto da lula, estava perfeita, de um modo que experimentei poucas vezes. O molho ao curry estava apimentado na medida certa, enquanto o de coco tinha um leve adocicado e um tempero que ficou na memória. Há tempos eu não era surpreendida por algo tão simples, criativo e gostoso. Foi de comer de joelhos.

Rex Bistrot - Arroz, camarão, molho de leite de coco. Foto: Lalai Persson
Rex Bistrot – Arroz, camarão, molho de leite de coco. Foto: Lalai Persson

De acordo com o Cassio, a ideia do menu sazonal é deixa-lo mais aberto a outras cozinhas gastronômicas e mais multicultural como o Brasil. A temporada de alcachofra vai até 30 de outubro e, se você é fã, não deixe de ir experimentar. A partir de 1 de novembro, o menu especial será à base de escargot. Pela criatividade que o Cassio demonstrou neste primeiro menu, com certeza vem coisa boa por aí.

Terminamos a noite com sobremesas clássicas do menu: panqueca Suzette, preparada com laranja, adocicada no ponto perfeito.

Rex Bistrot - um crepe suzette pra fechar a noite docemente. Foto: Lalai Persson
Rex Bistrot – um crepe suzette pra fechar a noite docemente. Foto: Lalai Persson

Uma das coisas legais do Rex Bistrot é que ele vai na contramão da maioria dos restaurantes de São Paulo. A cozinha fica aberta até às 4h da manhã. Ou seja, rolou uma larica ou um jantar tardio, é uma ótima porta para bater sem medo. Na madrugada espere por um ambiente mais agitado e concorrido.

Rex Bistrot
Rua da Consolação, 3193, Jardins. Tel: 11 2506-7386
Segunda a sábado, das 20 às 4h; domingo, das 15 à 0h.
Preço médio: R$ 80 a R$ 100.

Quem escreveu

Lalai Persson

Data

20 de September, 2018

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Lalai Persson

Lalai prometeu aos 15 anos que aos 40 faria sua sonhada viagem à Europa. Aos 24 conseguiu adiantar tal sonho em 16 anos. Desde então pisou 33 vezes em Paris e não pára de contar. Não é uma exímia planejadora de viagens. Gosta mesmo é de anotar o que é imperdível, a partir daí, prefere se perder nas ruas por onde passa e tirar dicas de locais. Hoje coleciona boas histórias, perrengues e cotonetes.

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Comentários

  • Post sem preços não ajuda muito :(
    - Candice
    • Oi! Eu tinha colocado o valor médio do prato no post, mas com seu pedido, eu incluí os preços dos pratos que eu comi. :)
      - Lalai Persson

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