Festival Path: o que rolou de artes

Quem escreveu

Fabio Allves

Data

25 de May, 2018

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O Festival Path é uma ótima oportunidade para receber novos conteúdos e abrir a cabeça com seus painéis e palestras, sabemos bem. E além das palestras, é uma chance de ver na telona uma curadoria única de documentários. Também é uma oportunidade de colocar a mão na massa e se expressar artisticamente, nos diversos workshops que o festival organiza. E se expressar de forma criativa é o que acredita a marca de gin Bombay Saphire, que esteve com a gente na cobertura do festival, acompanhando o que rolou de mais legal nas artes.

Pode parecer anacrônico falar de escrita à mão em um festival de inovação, mas na era dos smartphones e tablets, cada vez mais pessoas estão de olho em como escrever à mão. Mais que isso, a escrita à mão está deixando de ser uma forma de anotar informações e comunicar algo e está virando um meio de expressão criativa. E cada letra pode ser uma forma de expressar algo além das palavras, como vimos nos workshops de Caligrafia e Lettering que rolaram no festival. Os designers Carlos Siqueira e Karol Stefanini apresentaram as diferenças entre as duas formas de escrita, trouxeram artistas referência e ainda colocaram os alunos para se expressarem e criarem suas artes através das letras e criarem seus próprios alfabetos.

E para quem quis se expressar por palavras e formas, também tivemos as oficinas de lambe lambe e Stencil. O casal Carlos e Fabi, conhecidos pelo nome artístico Marmota vs Milky apresentou aos alunos a importância dos lambe lambes como forma artística urbana e depois colocou a turma para fazer o seu próprio mural. O grafieiro Ricardo Tatoo mostrou ao seu público a responsabilidade por trás da arte do grafite e colocou a turma para fazer seus próprios stencils além de um mural próprio.

Marmota vs Milky

O Movimento Maker também marcou presença no Path com a Feira Maker, curada pelo Estúdio Bolha e com palestras. Na feira o grande destaque ficou por conta da Remaker, que aproveita lixo eletrônico e outros tipos de sucata para fazer bonecas e outros brinquedos. E o movimento maker também faz bem para saúde, como exposto na palestra de José Michel do Engenho Maker sobre as oficinas terapêuticas com pacientes psiquiátricos e dependentes químicos – além de revelarem o potencial criativo dos pacientes, as oficinas contribuíram para a queda do índice de reincidência.

Roberta Martinelli e Tom Zé

Para os amantes da sétima arte a VICE apresentou uma mostra de documentários latino-americanos. Os documentários abordaram temas variados como questões de gênero, sexualidade, drogas e ainda tivemos espaço para os “Furries” – uma subcultura de pessoas que se divertem vestindo fantasias de animais felpudos. Também com curadoria da VICE, o Path recebeu a Retrospectreta 2013 – exibição de fotos dos protestos de Junho de 2013, em meio a bombas de gás lacrimogêneo, catracas em chamas e todo o tipo de treta imaginável naquele período de ebulição social.

Pensando na forma como iremos interagir com o audiovisual no futuro, a Realidade Virtual também marcou presença no Path. Rodrigo Terra, COO da Árvore, conduziu um workshop para os interessados em interagir com a tecnologia, que está cada vez mais madura. Para os interessados em desenvolver games em Realidade Virtual, o Path também apresentou um painel sobre o tema com Rafael Ferrari (Skullfish Studios), Marcelo Marcati (Tapps Games) e Pedro Kayatt (VR Monkey)

Com a mão na massa, com os olhos na telona e na realidade virtual o Festival Path trouxe mais uma vez para seu público, diversas formas de expandir seus horizontes e seus sentidos.

Por Eduardo AzeredoCarioca de nascença e paulistano de coração. Consultor de negócios e inovação por profissão, mas se orgulha mesmo das centenas de shows e alguns festivais que foi nessa vida.

*Fotos: Divulgação Festival Path 2018

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25 de May, 2018

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