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DNX Festival - o festival para nômades digitais em Lisboa

Quem escreveu

Chicken or Pasta

Data

20 de August, 2018

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Nômades Digitais de aproximadamente 35 países vão convergir para Lisboa nos dias 22 e 23 de setembro para participar do DNX Festival 2018, um encontro internacional de jovens profissionais que têm em comum um estilo de vida e trabalho independente, para o qual precisam apenas de um bom computador, sinal de internet forte e confiável e uma mente criativa. O festival, anunciado como “o mega-evento para empreendedores, nômades digitais e um estilo de vida holístico” é uma iniciativa do casal de nômades alemães Marcus Meurer e Felicia Hargarten, que há alguns anos largaram empregos estáveis em empresas conceituadas para criar uma vida em que há “equilíbrio entre liberdade, paixão, propósito, e também preocupação com o bem-estar das comunidades e das pessoas,” diz Meurer, um empreendedor digital que ama kitesurfing e, entre uma viagem e outra, pratica yoga e desenvolve projetos sociais.

Os criadores do DNX trabalhando na praia, em Taganga, Colômbia. Foto: Active Collab

As atrações dos dois dias são um mix de possibilidades de networking, palestras, workshops e algumas festas e happy hours. Alguns dos empreendedores presentes são emblemáticos do próprio movimento, como a inglesa de 30 e poucos anos, Hannah Dixon, criadora da ferramenta/curso ‘Kit do Nômade Digital’ e ‘Assistente Virtual’, que ensina os recém-chegados como se tornar um nômade, trabalhar e ganhar dinheiro on-line, sendo fiel ao seu, digamos assim, ‘chamado’. Um ‘soulpreneur’, diz Hannah (um termo que, confesso, me surpreendeu. Um empreendedor da alma?). Ou o israelense Nadav Wilf, empreendedor espiritual que já criou e vendeu duas startups, trabalhou com um ícone do empreendedorismo mundial e um dos criadores da Singularity University, Peter Diamandis, e hoje procura dar voz para sua veia artística, além de ajudar outros a fazer o mesmo.

O maior festival DNX até agora, em 2017. Foto Active Collab

O termo ‘nômades digitais’ não é novo – diz a bibliografia que surgiu no livro de Tsugio Makimoto e David Manners, Digital Nomad, da editora Wiley, publicado em 1997. Mas, se naquela época era usado com foco no crescente número de pessoas que trabalhavam em regime de freelancer, ou remotamente, nos últimos anos passou a representar gerações de profissionais que cada vez mais não desejam vender o sonho, a liberdade ou a criatividade em grandes escritórios. Eles acreditam que estão repetindo um modelo com o qual não concordam e que não preenche expectativas mais holísticas, como o autoconhecimento, a expressão artística, a participação social e ações concretas em prol da sustentabilidade. Os nômades atuais, centenas dos quais estarão em Lisboa, não vêm seu estilo de vida como apenas uma forma diferente de conhecer o mundo, trabalhar e gerar renda, mas como um novo formato de sociedade onde o foco é muito mais amplo, talvez mais elevado, e muito mais ambicioso. Como diz o próprio Meurer: “não estamos aqui pra fazer parte, estamos aqui para dominar.”

DNX Festival 2018 rola em Lisboa no final de semana de 22 e 23 de setembro, mas quem chegar antes pode ir às festas de networking: dia 19 no Outsite Lisbon, dia 20 no Anjos70, às 20h. No sábado 22, dez palestrantes falam das 9h às 18h no TimeOut Studio, e a festa será no Crew Hassan. No domingo tem 20 workshops diferentes, das 10h às 18h. Valores variam de 197 euros (pro evento principal) a 297 euros (pro evento principal mais workshops). O ticket VIP de 997 euros está esgotado. O festival é pra nômades de todos os níveis e interesses, os que desejam ser, os profissionais e os que estão curiosos.   

Foto de capa:  Helena Lopes on Unsplash

Texto de Suzana Guimarães, jornalista, nômade desde os primórdios – morou cinco anos em NY, em oito endereços diferentes. Além de escrevinhar, é agente de palestrantes internacionais. Pauta atual: a revolução do trabalho remoto.

Quem escreveu

Chicken or Pasta

Data

20 de August, 2018

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Comentários

  • Muito legal a abordagem. Curti e deu vontade de ir!
    - Cesar Paz
    • Opa. Bora lá!
      - Lalai Persson

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